quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AVALIAÇÃO: Mercado imobiliário de Chapecó continuará aquecido

Chapecó - Uma série de fatores macroeconômicos fará com que o mercado imobiliário de Chapecó continue aquecido nos próximos anos. A previsão é do empresário Paulo Jorge Lise, presidente do Sindicado do Mercado Imobiliário Secovi-Oeste. Aos 46 anos, graduado em Administração e Ciências Contábeis, com 30 anos de atuação no setor, sócio-diretor da Imobiliária Markize Lise encerra o segundo mandato a frente da entidade, avalia, nesta entrevista, o período que esteve na presidência da entidade e o atual cenário do mercado de imóveis e seus efeitos sociais em Chapecó.

Considerando que é a segunda vez que assume a presidência do Secovi/Oeste, a primeira gestão foi de 2002 a 2004. Qual a avaliação que o Sr. faz desses últimos três anos à frente da entidade? Quais os aspectos que marcaram esta gestão?

Paulo Jorge Lise – Foi um período de grandes realizações. Consolidamos financeiramente o Sindicato; aumentamos o número de associados; regularizamos todas as pendências jurídicas, contábeis, trabalhistas e econômicas; trouxemos a entidade à atividade, com a contratação de assessorias de comunicação, jurídica, contábil, ambiental e de cobranças. Além disso, realizamos Salão do Imóvel, paralelo ao "Feirão da Caixa", uma parceria que cresceu rapidamente e hoje está consolidada, batendo recordes de público e de negócios em cada edição. Ainda nos tornamos fundadores da "Fesecovi" Federação Nacional, específica para o segmento Imobiliário, quando recebemos a Carta Sindical do Ministro Carlos Luppi, na Cidade de Fortaleza, além de preparar novas lideranças para dar continuidade ao trabalho sindical.

Pode fazer uma avaliação do cenário imobiliário chapecoense nesses últimos três anos?

Lise – O mercado imobiliário chapecoense está em franco crescimento, dando ênfase ao popular. O investidor se ateve a este segmento e passou a operá-lo, apresentando inúmeras ofertas, tanto que apareceram os conjuntos habitacionais com 400, 500 e até maior número de unidades. Novidade para que Chapecó, que nunca teve esse tipo de empreendimento.

Chapecó é uma das cidades catarinenses com mercado imobiliário superquecido. Esse cenário permanecerá estável ou tende a mudanças?

Lise – Acreditamos que ainda por muitos anos este mercado se manterá aquecido. Até mesmo porque não é só Chapecó. Todas as cidades-polo têm demonstrado um crescimento acentuado, estimulado pelos financiamentos habitacionais do programa federal. Verificamos que o percentual de financiamentos em habitação em nosso país é muito pequeno considerado com outros países. O momento brasileiro, com o ingresso de muitos dólares, está forçando a economia aos financiamentos de longo prazo, com juros ainda elevados, porém muito mais baratos que em qualquer outro momento da história. Ainda, podemos registrar o crescimento econômico de nosso país atingindo, mais de 7% ao ano, o que é de se comemorar.

Há um déficit de 5.000 moradias em Chapecó. Qual é a proposta do Secovi para reduzí-lo?

Lise – Continuamos com o incentivo para a produção de mais unidades habitacionais, promovendo feirões para a comercialização. No entanto, acreditamos que os agentes financeiros deveriam se ater mais a qualidade das unidades que estão sendo produzidas. Estamos através da Fesecovi, buscando junto ao Conselho Curador do Fundo de Garantia, da inclusão de nossa região como região metropolitana, para elevar o patamar de financiamento do "Minha casa, minha vida", dos R$ 80.000, para R$ 100.000, como acontece nestas regiões e nas capitais. Isso possibilitaria um grande incremento para novas construções e tornaria viável um contingente enorme de novos investimos.

O atual ordenamento jurídico do município de Chapecó é compatível com sua realidade imobiliária ou seria necessário reformar o Plano Diretor?

Lise – A Reforma do Plano Diretor se faz necessária, pois alguns aspectos na legislação dão margem a entendimentos não adequados. Não encontramos, na legislação, algo que fale sobre condomínios fechados; não tem previsão de loteamento popular, ele também não define a participação da entidade pública ou das concessionárias de luz e água, quando estes empreendimentos são de iniciativa privada.

O Salão do Imóvel, evento promovido anualmente, pelo Secovi/Oeste paralelo ao Feirão Caixa da Casa Própria, vem crescendo a cada ano em número de imóveis, visitantes e volume de negócios. Podemos dizer que o evento já está consolidado como referência para o setor?

Lise – Com toda certeza sim. Outros eventos similares tentaram ocupar este espaço, mas sem sucesso. Este evento tornou-se realidade e referência para toda a região, até mesmo porque é coordenado/administrado pelos próprios interessados, os expositores, com baixo custo e alto retorno.

Para a 6ª edição do Salão do Imóvel, que ocorre em 2011, já pode adiantar o que está sendo planejado?

Lise – Podemos antecipar que o SECOVI-OESTE/SC elegeu, provisoriamente, o coordenador e ele já esta definindo estratégias para a organização do evento que provavelmente será no mês de maio.

Qual a expectativa para a nova diretoria que assume a entidade em 2011 e será presidida pelo empresário Armelindo Carraro?

Lise – O empresário Armelindo, colega leal e dinâmico, com vasto conhecimento do segmento, sócio-fundador de nosso sindicato, até então vice-presidente, já atuou como presidente, com certeza em muito contribuirá para a entidade.Com espírito agregador, experiência de seus longos anos de intermediação imobiliária e de atuação em diversos outros segmentos da sociedade, dentre eles a presidência da Acic, fortalecerá e ampliará os horizontes de atuação do Secovi-Oeste/SC. Com certeza estará em ótimas mãos a condução dos rumos de nossa entidade, além de poder continuar contando com os demais valorosos membros da atual diretoria, que em tudo participaram para o êxito de nossa jornada na presidência. Com convicção, estamos deixando a administração do Secovi-Oeste/SC, organizado, preparado para novos desafios, tanto que já está pronta a nova edição do Guia do Condomínio/2011, que também resgatamos neste período na direção do Sindicato; com bom saldo em caixa, já previsto para aquisição de imóvel para abrigar as instalações administrativas da entidade e contando com um ótimo conceito junto aos associados e reconhecido pela sociedade, nos despedimos desta missão com o dever cumprido.

http://www.defato.inf.br

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