O mercado imobiliário de Goiânia movimentou R$ 1,917 bilhão entre novembro de 2009 e igual mês de 2010, segundo a última pesquisa mensal de sondagem do Mercado Imobiliário realizada pelo Grupon, a pedido da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). O resultado é o melhor da década e ultrapassa em R$ 200 milhões os números do período imediatamente anterior. Foram lançados 76 empreendimentos no período, média de seis por mês e mais de 10,2 mil unidades habitacionais só na capital e em Aparecida de Goiânia.
Segundo o presidente da Ademi-GO, Ilézio Inácio Ferreira, há dez anos a venda de imóveis na capital somava pouco mais de R$ 500 milhões. O bom resultado, apontado por ele, se deve à estabilização da economia, melhora na oferta de crédito, juros estabilizados no mercado imobiliário e mais pessoas buscando financiamentos. “Antes, o prazo para financiamento era de 130 meses. Agora, passou para 300, dando oportunidade para que mais pessoas comprem um imóvel”, informa Ferreira. Ele ressalta ainda que, com o resultado de dezembro, a soma deve totalizar algo em torno de R$ 2,1 bilhões.
PREÇOS
O preço médio por unidade ficou em R$ 174 mil, no acumulado do período pesquisado. Entre novembro de 2009 e igual mês do ano passado, houve queda de 28% na média de preços. Antes, cada unidade custava, em média, R$ 397 mil. Atualmente, caiu para R$ 285 mil em novembro de 2010.
No referido mês, os valores dos empreendimentos negociados somaram R$ 340 milhões. No mesmo período de 2009, o mercado imobiliário na capital movimentou R$ 155 milhões, diferença de R$ 185 milhões a menos.
A pesquisa do Grupon/Ademi-GO mostra ainda que a “Velocidade das Vendas sobre a Oferta” (VSO) cresceu nos últimos quatro anos. Em 2006, o percentual de vendas acumulado no ano era de 4,43%, com 224 unidades vendidas em média ao mês. Em 2010, o percentual subiu para 7,41% e foram comercializadas em média de 880 unidades/mês.
De acordo com o presidente da Ademi-GO, o montante gerado com a soma dos imóveis lançados, em fase de construção e as unidades a serem lançadas em Goiânia somam R$ 8,5 bilhões. “É uma soma significativa e tem sido muito importante para a recuperação da economia e para o bom desempenho da construção civil”, ressalta Ferreira. (A.P.)
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