Governo anunciou que construirá 10 milhões de casas de baixo custo para contornar especulação e evitar possível bolha.
Apartamentos em Pequim chegam a US$ 3 mil por metro quadrado
O governo da China anunciou que vai investir cerca de US$ 200 bilhões na construção ou renovação de 10 milhões de casas populares, para contrabalançar o forte aumento de preços no mercado imobiliário do país.
Em janeiro, o preço de novas casas subiu em relação a um ano atrás em 68 de 70 cidades chinesas acompanhadas pelo governo. A preocupação é que o ritmo da inflação incentive a especulação imobiliária e vice-versa, levando a uma bolha no mercado.
As casas subiram em janeiro a um ritmo anual de 6,8% em Pequim - onde o metro quadrado pode chegar a US$ 3 mil - e 1,5% em Xangai.
Mas cidades menores viram aumentos mais acentuados: em Haikou, no sul do país, a elevação foi de 21,6% e em Yueyang e Ganzhou, no centro, os percentuais chegaram a 14,2% e 12,3%, respectivamente.
Analistas esperam que a entrada de novas casas no mercado tenha impacto, já que o número de residências anunciadas nesta quarta-feira pelo governo chinês - 10 milhões - representa mais da metade do número de unidades construídas no ano passado.
Esse total inclui quatro milhões de residências de baixa qualidade que devem ser renovadas.
"Queremos que o atual fornecimento limitado de imóveis seja direcionado para os consumidores que mais precisam de casa própria. Esta é a razão básica por que impusemos medidas regulatórias no mercado", disse o vice-ministro de Habitação do governo chinês, Qi Ji.
"Se os preços dos imóveis não puderem ser estabilizados, se a meta das habitações de baixo custo não for atingida, e se o desenvolvimento social e a estabilidade forem afetados, as autoridades competentes serão investigadas convocadas a fim de assumir sua responsabilidade."
O anúncio desta quarta-feira é parte do compromisso de governo de levantar 36 milhões de residências de baixo custo nos próximos cinco anos, assumido no âmbito do seu plano quinquenal 2011-2015, que está sendo debatido pelo Congresso anual do Partido Comunista chinês.
O correspondente da BBC em Xangai, Chris Hogg, disse que os preços dos imóveis têm subido tanto na China que "está ficando mais e mais difícil para as famílias comprar mesmo que seja um pequeno apartamento".
Segundo o repórter, o governo chinês tem respondido a esse fenômeno com medidas para tentar conter a especulação e desincentivar a compra e venda de imóveis secundários.
Empresas de construção já expressaram sua preocupação com o impacto das novas casas em seus lucros. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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quinta-feira, 10 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Representantes da APN e comissários de CCPPCh repercutem relatório de trabalho governamental chinês 2011
Os representantes da Assembleia Popular Nacional (APN) e os comissários do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh) repercutiram o relatório de trabalho governamental apresentado hoje (5) pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.
Para eles, o documento revelado na abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional, o principal órgão legislativo da China, responde aos assuntos considerados prioritários pela população, como a estabilização dos preços, controle do mercado imobiliário, distribuição de renda, combate à corrupção, entre outros. A importância dada ao tema vai reforçar a confiança da população no futuro.
A representante Zhang Xiaoyan destacou a estabilização dos preços como a primeira das dez principais tarefas do país este ano. Para alcançar o objetivo, o documento sugere cinco ações: administrar eficazmente a circulação de capital no mercado; acelerar a produção; melhorar o sistema de transporte de produtos agrícolas; fortalecer a supervisão sobre os preços; e melhorar o sistema de subsídios. Isso mostra, segundo ela, a firme determinação do governo em garantir uma vida melhor aos chineses.
Para o comissário Xia Tao, a intensificação do combate à corrupção é de extrema importância para reforma do sistema político. O relatório acrescenta que o combate à corrupção é urgente e exige persistência.
http://portuguese.cri.cn
Para eles, o documento revelado na abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional, o principal órgão legislativo da China, responde aos assuntos considerados prioritários pela população, como a estabilização dos preços, controle do mercado imobiliário, distribuição de renda, combate à corrupção, entre outros. A importância dada ao tema vai reforçar a confiança da população no futuro.
A representante Zhang Xiaoyan destacou a estabilização dos preços como a primeira das dez principais tarefas do país este ano. Para alcançar o objetivo, o documento sugere cinco ações: administrar eficazmente a circulação de capital no mercado; acelerar a produção; melhorar o sistema de transporte de produtos agrícolas; fortalecer a supervisão sobre os preços; e melhorar o sistema de subsídios. Isso mostra, segundo ela, a firme determinação do governo em garantir uma vida melhor aos chineses.
Para o comissário Xia Tao, a intensificação do combate à corrupção é de extrema importância para reforma do sistema político. O relatório acrescenta que o combate à corrupção é urgente e exige persistência.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Índices acionários da Ásia caem após elevação do juro básico na China
No primeiro dia de negociações na bolsa de Tóquio após o feriado prolongado, os principais índices acionários da região fecharam no campo negativo nesta quarta-feira (9), com foco na decisão do PBoC (Banco Popular da China) de elevar a taxa básica de juros na China.
%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei -0,17 10.618 +0,73 +3,80
Hang Seng -1,36 23.164 -1,54 +0,56
Shanghai Composite -0,89 2.774 -0,64 -1,21
Na última terça-feira o banco central chinês optou por incrementar a taxa de referência para empréstimos e depósitos em 0,25 ponto percentual. Tal medida já era esperada pelo mercado – no entanto, não se sabia quando o governo agiria -, uma vez que o avanço da inflação tem pressionado a economia chinesa nos últimos meses.
Bolsas chinesas pressionadas
Deste modo, um dos setores mais afetados na bolsa de Xangai, a qual permaneceu fechada desde a última quinta-feira para comemorações do ano novo, foi o imobiliário, com forte queda de 4,67% para os papéis da Gemdale Corporation e de 3,40% para os da Poly Real Estate.
As ações de empresas ligadas às commodities, em especial as relacionadas ao ouro, também foram destaque de queda. Os papéis da Zhongjin Gold Corporation caíram 3,00%, enquanto os da Shandong Gold Mining se desvalorizaram em 2,24%.
O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, também sofreu com o aperto monetário e atingiu a menor pontuação no ano, após a forte queda de 4,03% para as ações da China Resources Land e de 2,36% para as da Sun Hung Kai Properties, além de desempenho negativo para os papéis ligados às commodities, principalmente das petrolíferas, com a desvalorização de 2,84% nas ações da Cnooc, de 4,73% para as da Sinopec Corporation e de 3,83% para as da PetroChina.
Índice Nikkei também cai
No Japão, assim como na China, o setor imobiliário foi pressionado. Deste modo, as ações da Mitsubishi Estate registraram queda de 1,77% e as da Mitsui Fudosan, de 2,46%.
O destaque positivo fica por conta dos papéis da Toyota, cujo avançou foi de 5,16%, após a companhia anunciar, após o fechamento do pregão anterior, uma queda de 47,6% do lucro líquido no último trimestre de 2010 na comparação com o mesmo período do ano anterior, obtendo desempenho melhor que o estimado por analistas. Deste modo, a empresa elevou as projeções para o restante do ano fiscal.
Além disso, as ações das automobilísticas em geral obtiveram desempenho positivo, com a valorização dos papéis da Nissan e da Honda, cujo avanço foi de 2,53% e 0,42%, respectivamente.
http://br.noticias.yahoo.com
%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei -0,17 10.618 +0,73 +3,80
Hang Seng -1,36 23.164 -1,54 +0,56
Shanghai Composite -0,89 2.774 -0,64 -1,21
Na última terça-feira o banco central chinês optou por incrementar a taxa de referência para empréstimos e depósitos em 0,25 ponto percentual. Tal medida já era esperada pelo mercado – no entanto, não se sabia quando o governo agiria -, uma vez que o avanço da inflação tem pressionado a economia chinesa nos últimos meses.
Bolsas chinesas pressionadas
Deste modo, um dos setores mais afetados na bolsa de Xangai, a qual permaneceu fechada desde a última quinta-feira para comemorações do ano novo, foi o imobiliário, com forte queda de 4,67% para os papéis da Gemdale Corporation e de 3,40% para os da Poly Real Estate.
As ações de empresas ligadas às commodities, em especial as relacionadas ao ouro, também foram destaque de queda. Os papéis da Zhongjin Gold Corporation caíram 3,00%, enquanto os da Shandong Gold Mining se desvalorizaram em 2,24%.
O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, também sofreu com o aperto monetário e atingiu a menor pontuação no ano, após a forte queda de 4,03% para as ações da China Resources Land e de 2,36% para as da Sun Hung Kai Properties, além de desempenho negativo para os papéis ligados às commodities, principalmente das petrolíferas, com a desvalorização de 2,84% nas ações da Cnooc, de 4,73% para as da Sinopec Corporation e de 3,83% para as da PetroChina.
Índice Nikkei também cai
No Japão, assim como na China, o setor imobiliário foi pressionado. Deste modo, as ações da Mitsubishi Estate registraram queda de 1,77% e as da Mitsui Fudosan, de 2,46%.
O destaque positivo fica por conta dos papéis da Toyota, cujo avançou foi de 5,16%, após a companhia anunciar, após o fechamento do pregão anterior, uma queda de 47,6% do lucro líquido no último trimestre de 2010 na comparação com o mesmo período do ano anterior, obtendo desempenho melhor que o estimado por analistas. Deste modo, a empresa elevou as projeções para o restante do ano fiscal.
Além disso, as ações das automobilísticas em geral obtiveram desempenho positivo, com a valorização dos papéis da Nissan e da Honda, cujo avanço foi de 2,53% e 0,42%, respectivamente.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Bolsas da Ásia sobem a maior nível em uma semana após Fed
As Bolsas de Valores da Ásia alcançaram o maior patamar em uma semana nesta quinta-feira, impulsionadas pela decisão unânime do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) de manter um plano de compra de US$ 600 bilhões em títulos para apoiar a economia norte-americana.
Apesar da decisão do Fed ter sido largamente esperada, deu suporte à avaliação de que uma onda de liquidez que busca retornos maiores vai continuar a fluir para ativos de risco maior.
"Neste tipo de ambiente, você busca por ativos de crescimento. Então os investidores estão tentando deixar seu dinheiro em investimentos que vão gerar bons retornos ao longo do tempo. Como resultado, ações e commodities estão em alta nessa lista", disse Craig James, economista-chefe da CommSec em Sydney.
A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,74%, a 10.478 pontos, enquanto o índice de Bolsas da região Ásia-Pacífico, exceto Japão, exibia às 7h23 (horário de Brasília) oscilação negativa de 0,04%, a 478,60 pontos. Mais cedo, o indicador registrou alta de 0,3%, para o melhor nível em uma semana.
Em Xangai, o mercado avançou pelo segundo dia consecutivo, encerrando em alta de 1,49%, apesar de novas medidas para resfriar o mercado imobiliário terem pressionado ações do setor.
A Bolsa de Seul subiu 0,22%, fechando a 2.115,01 pontos, impulsionada por compras de investidores estrangeiros. Mais cedo, o mercado alcançou os 2.121,06 pontos, recorde histórico.
Entre os mercados com pior performance, a Bolsa de Sydney fechou com oscilação negativa de 0,04% depois que o governo anunciou um novo imposto sobre renda para ajudar a financiar um programa bilionário de reconstrução de áreas do país devastadas por enchentes.
A Bolsa de Hong Kong teve queda de 0,27%, Taiwan subiu 0,52% e Cingapura recuou ligeiros 0,03%.
http://www1.folha.uol.com.br
Apesar da decisão do Fed ter sido largamente esperada, deu suporte à avaliação de que uma onda de liquidez que busca retornos maiores vai continuar a fluir para ativos de risco maior.
"Neste tipo de ambiente, você busca por ativos de crescimento. Então os investidores estão tentando deixar seu dinheiro em investimentos que vão gerar bons retornos ao longo do tempo. Como resultado, ações e commodities estão em alta nessa lista", disse Craig James, economista-chefe da CommSec em Sydney.
A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,74%, a 10.478 pontos, enquanto o índice de Bolsas da região Ásia-Pacífico, exceto Japão, exibia às 7h23 (horário de Brasília) oscilação negativa de 0,04%, a 478,60 pontos. Mais cedo, o indicador registrou alta de 0,3%, para o melhor nível em uma semana.
Em Xangai, o mercado avançou pelo segundo dia consecutivo, encerrando em alta de 1,49%, apesar de novas medidas para resfriar o mercado imobiliário terem pressionado ações do setor.
A Bolsa de Seul subiu 0,22%, fechando a 2.115,01 pontos, impulsionada por compras de investidores estrangeiros. Mais cedo, o mercado alcançou os 2.121,06 pontos, recorde histórico.
Entre os mercados com pior performance, a Bolsa de Sydney fechou com oscilação negativa de 0,04% depois que o governo anunciou um novo imposto sobre renda para ajudar a financiar um programa bilionário de reconstrução de áreas do país devastadas por enchentes.
A Bolsa de Hong Kong teve queda de 0,27%, Taiwan subiu 0,52% e Cingapura recuou ligeiros 0,03%.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Ásia inicia semana em baixa; Xangai cai 3%
TÓQUIO - A maioria dos mercados da Ásia iniciou a semana no campo negativo. O aumento da taxa de reserva bancária chinesa em 50 pontos base, ocorrido na sexta-feira, influenciou as bolsas da região nesta segunda-feira, 17.
Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que sofreu com o mau desempenho de ações de bancos e de imobiliárias chinesas. O Hang Seng caiu 126,26 pontos, ou 0,5%, e terminou aos 24.156,97 pontos.
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio fechou com ganhos modestos, graças a um iene em leve baixa, mas a queda das demais bolsas asiáticas limitou o avanço. O índice subiu 3,82 pontos, ou 0,04%, para 10.502,86 pontos.
Já as Bolsas da China fecharam na pior pontuação em 15 semanas. O último movimento do Banco Central para absorver a liquidez elevou as preocupações sobre medidas adicionais de aperto monetário, com bancos e imobiliárias liderando o declínio. O Xangai Composto despencou 3% e terminou aos 2.706,66 pontos, o pior fechamento desde 30 de setembro. O Shenzhen Composto desabou 4,3% e encerrou aos 1.180,39 pontos.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em baixa, impulsionada por vendas fortes nos setores bancário e de construção, em meio a notícias de que o governo pode restaurar um imposto sobre terras ociosas. O índice Taiwan Weighted recuou 0,53%, aos 8.925,09 pontos.
Realizações de lucros em ações de empresas com grande capitalização de mercado fizeram o índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, recuar 0,3% aos 2102,42 pontos.
Influenciado pela China, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney fechou com perda de 0,8%, aos 4.763,1 pontos. Bancos e empresas de exploração mineral lideraram a queda.
A Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou em alta, proporcionada pelos bons resultados do mercado do EUA na sexta-feira e pela ausência de notícias negativas. O índice PSE avançou 0,39%, aos 4.148,16 pontos. As informações são da Dow Jones.
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