sábado, 29 de janeiro de 2011

Aluguel com vencimento em fevereiro sobe 11,5% em São Paulo

Com reajuste, um aluguel de R$ 1.000 passará a custar R$ 1.115, a partir da próxima terça-feira
Especialistas creem que variação acumulada não deve apresentar grandes alterações no próximo mês
São Paulo Os aluguéis residenciais que vencem em fevereiro e são atrelados ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) serão reajustados em 11,5%, conforme pesquisa mensal realizada pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).
Essa é a variação acumulada do indicador nos últimos 12 meses, após a divulgação, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do IGP-M de janeiro, que registrou alta de 0,79% no mês. Com o reajuste, um inquilino que tinha um aluguel de R$ 1.000,00 passará a pagar R$ 1.115,00 a partir do próximo mês. Conforme especialistas do Secovi-SP, em razão da escassez de imóveis para locação o índice tende a ser aplicado integralmente.
Mesmo patamar
A pressão sobre os preços de produtos agropecuários que inflou a composição IGP-M em janeiro deverá saltar para os preços dos produtos industriais, mantendo, assim, o indicador em fevereiro no mesmo patamar deste mês. É o que afirma o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano.
Para ele, se a taxa de inflação medida pelo IGP-M não vai subir, também não vai ceder em fevereiro. Para janeiro, o banco projetava uma inflação de 0,78% pelo IGP-M. O resultado oficial, divulgado ontem pela FGV, mostrou uma alta de 0,79%. O IPA Agrícola, que congrega o conjunto dos preços agropecuários, encerrou janeiro com uma alta de 1,27% com uma aceleração de 0,12 ponto porcentual sobre a taxa de 1,15% registrada em dezembro do ano passado.
Apesar da menor intensidade, os preços industriais também subiram na passagem de dezembro para janeiro, saltando de 0,44% para 0,57%. Mas enquanto os preços agropecuários tendem a mostrar arrefecimento daqui para frente, os preços da indústria tendem a subir à medida que passarão a incorporar o aumento de cerca de 8% do minério de ferro no começo deste ano. Parte deste reajuste, de acordo com Serrano, até já foi apropriado pelo IGP-M, mas o grosso do aumento será capturado no decorrer do próximo mês.
Leve desacelaração
Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, poderá haver uma desaceleração. Ele destacou que a maior parte de uma eventual ajuda para o índice em fevereiro poderá vir dos preços ao consumidor, que representam 30% dos IGPs, pressionaram bastante o IGP-M de janeiro e tendem a contar com impactos um pouco menos intensos no mês seguinte. "É possível esperar um IGP-M menor no mês que vem, mas não tão menor", disse.
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