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sexta-feira, 2 de março de 2012

Venda de imóveis no ABC cresce 8%

O setor imobiliário no ABC registrou forte expansão no ano passado. A venda de imóveis cresceu 8% em 2011, em relação ao ano anterior. O ritmo acelerado de expansão do setor imobiliário deve continuar na região em 2012. A previsão é do presidente da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC, que acredita que a demanda por habitação se manterá aquecida neste ano.
Em entrevista exclusiva ao RD, Milton Bigucci demonstrou otimismo. “Desde 2007 o mercado de imóveis no ABC está muito forte. Só teve uma pequena diminuição em função daquela crise internacional. Os números que temos de 2007 a 2010 são ótimos”, revela Bigucci. Durante este período foram vendidas cerca de 8 mil unidades no ABC.
Na visão de Bigucci, o boom imobiliário que ocorre na região e em todo o País não tem data para acabar, apesar de alguns especialistas temerem que a alta da demanda – e dos preços – não vai durar para sempre.

“O preço do imóvel não vai abaixar nunca. Você acha que um dono de terreno vai abaixar o preço do terreno? O trabalhador da construção civil que agora se acostumou a ganhar bem vai abaixar o salário? Não tem mais volta, isso é progresso, é desenvolvimento”, afirma o empresário. O mercado aquecido reflete no bom desempenho das construtoras que atuam no ABC, entre elas a Construtora MBigucci, presidida por Milton Bigucci. Em 2011, a empresa bateu todos os recordes de vendas. O desempenho deve ser ainda melhor neste ano.
“Esperamos lançar praticamente o dobro do que foi lançado em 2011. Um volume muito maior do que aquilo que nós já temos no mercado. Já temos os terrenos e os projetos aprovados para poder fazer os lançamentos”, projeta o dirigente da construtora, que tem 65% dos imóveis comercializados no ABC, 30% estão localizados na cidade de São Paulo e 5% no Interior.
Mão de obra é o desafio
Na entrevista concedida ao RD, Milton Bigucci falou sobre os desafios enfrentados pelo setor imobiliário da região. Um dos problemas é que as construtoras estão se deparando com falta de mão de obra. “O empregado não estava preparado para enfrentar esse desenvolvimento que aconteceu nos últimos quatro anos. Não existia gente suficiente, de qualidade, para enfrentar isso. Hoje temos essa preocupação: conseguir mão-de-obra”, avalia.
Outro desafio é se adaptar às mudanças que estão sendo adotadas por algumas cidades da região, com o objetivo de limitar a verticalização. Cidades como São Bernardo e São Caetano, por exemplo, adotaram a ferramenta da outorga onerosa – o construtor é obrigado a pagar um valor para a prefeitura caso o edifício passe de uma altura pré-determinada pela Prefeitura.
“O grande problema é que só se olham os grandes prédios. O foco deveria ser direcionado para os meios de transporte, para as vias públicas”, acredita Bigucci. “A habitação é uma necessidade básica do cidadão, mais importante que o carro. Parece que se visualiza sempre muitos prédios estão sendo feitos”, completa.
Secovi
O empresário Milton Bigucci foi reeleito no mês passado para novo mandato na diretoria do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), no biênio 2012/2014.
“Vamos continuar lutando para que todo esse segmento registre crescimento, que tenha um valor cada vez maior. Não precisa mudar muita coisa. O setor se presta a fazer habitação e emprego. Não tem utopia no meio, só tem coisa concreta”, afirma o representante do sindicato na região.
http://www.reporterdiario.com.br

domingo, 18 de setembro de 2011

Mercado imobiliário de SP deve ter equilíbrio em 2012

mercado imobiliário na cidade de São Paulo, um dos maiores do País, deverá ter equilíbrio, em 2012, entre os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais novos, na avaliação do presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana. "Avaliamos que 2012 será muito parecido com 2011, com preços estáveis e um mercado sustentável, pela manutenção da geração de empregos", disse.
Para ele, caso a crise financeira internacional não afete de forma mais acentuada a economia brasileira, a previsão inicial é de lançamentos e vendas em torno de 35 mil unidades, em cada uma das modalidades, no próximo ano. "O setor vem apresentando um crescimento vigoroso, que deverá se sustentar", disse Crestana, após a cerimônia de divulgação do Prêmio Master Imobiliário, em São Paulo.
Para 2011, o Secovi prevê que apenas os lançamentos cheguem a 35 mil imóveis, montante superior ao total de vendas, que deverá terminar o ano em 33 mil unidades. Em sua avaliação, a concessão de crédito imobiliário em 2012 não deverá apresentar "grandes aumentos" em relação a 2011, embora, diga, o setor deva ser beneficiado pela consolidação do programa Minha Casa, Minha Vida 2, do governo Federal.
Segundo o Secovi-SP, nos primeiros seis meses deste ano as vendas de imóveis residenciais somaram 11.680 unidades, que representam uma queda de 31,3% sobre igual período de 2010. Do total comercializado entre os meses de janeiro e junho, o segmento de dois dormitórios respondeu por 40,3% das vendas, seguido pelos imóveis de três quartos, que participaram com 29,5% do total. O avanço da inflação e as medidas de contenção do crédito tomadas pelo governo no primeiro semestre foram apontadas por Crestana para explicar a desaceleração das vendas no período.
O arrefecimento do ritmo de crescimento do setor se reflete na queda do porcentual de vendas após o primeiro mês de lançamento dos imóveis. Enquanto em 2010 até 25% dos imóveis comercializados eram vendidos em 30 dias, o Secovi projeta um porcentual entre 12% e 13% para este ano. "Para 2012, apenas 10% dos prédios devem ser vendidos no primeiro mês do lançamento", afirmou.
Como comparação, em 2010, ano de aquecimento do mercado, as vendas somaram 37 mil unidades, número superior aos lançamentos, que totalizaram 35 mil imóveis. "Isso se deu pela crise de 2008 e 2009, que levou as empresas a cancelar ou postergar a construção de imóveis. Por outro lado, as famílias não sentiram a crise e continuaram em busca de imóveis para comprar", disse. Esse descompasso entre os lançamentos e a procura elevou os preços ao longo de 2010, na sua avaliação.
Segundo Crestana, a tendência para o próximo ano é de que os preços dos imóveis novos e usados acompanhem a alta da inflação, com uma variação positiva adicional entre um a dois pontos porcentuais. Ele diz que as vendas de imóveis de dois ou três dormitórios deverão continuar concentrando até 70% dos negócios.
Fonte: http://economia.ig.com.br

Secovi cancela Salão por escassez de imóveis

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) informou hoje que, em razão da escassez da oferta de imóveis para atender à demanda dos consumidores, cancelou a edição 2011 do Salão Imobiliário São Paulo (SISP), que ocorre anualmente no Anhembi, em São Paulo.
Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, a falta de opções de imóveis para exposição no mercado de São Paulo está na dificuldade das empresas em acelerar o ritmo das obras. "Enfrentamos uma carência de mão de obra, falta de materiais de construção e burocracia na aprovação de projetos", afirmou Crestana.
De acordo com o Secovi-SP, o evento - onde as empresas expõem opções de imóveis diretamente aos consumidores - deverá ser retomado em 2012, mas com edições a cada dois anos.
Em 2010 o mercado imobiliário de São Paulo registrou crescimento na participação da classe média na compra de imóveis, o que resultou no escoamento dos estoques das incorporadoras e no aumento de preços das unidades habitacionais novas e usadas.
A edição do ano passado da SISP contou com cerca de 250 mil imóveis novos e usados, residenciais e comerciais. A maior procura dos consumidores foi por imóveis na faixa de R$ 120 mil a R$ 300 mil. Os organizadores registraram nos quatro dias da feira vendas de R$ 650 milhões.

Fonte: http://www.dgabc.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estudo identifica impacto viário de empreendimentos imobiliários

Na Região Oceânica, o índice de moradores de condomínios que optam por se deslocar de carro chega a 73%, contra 17% que utilizam transporte coletivo e outros 3% que andam a pé. Em Icaraí, os números se invertem entre as pessoas que vivem em prédios. Cerca de 55% delas preferem caminhar a andar de carro (17%) ou de ônibus (24%). Esses dados são de um estudo preliminar da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) que identifica os gargalos da mobilidade urbana na cidade e os impactos dos empreendimentos imobiliários sobre o sistema viário. O trabalho foi apresentado,ontem, pelo presidente do órgão, Sérgio Marcolini, durante uma palestra realizada na Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), no Centro. No inicio do mês, o GLOBO-Niterói adiantou as informações da pesquisa que já havia sido divulgada numa reunião do Conselho Municipal de Política Urbana (COMPUR).
- Essas informações vão servir de base de dados para o Plano Diretor e também para quem estuda o sistema de transporte do município. Na primeira etapa, o estudo aferiu os deslocamentos em Icaraí, Santa Rosa, Centro, Região Oceânica e Pendotiba. Na próxima fase, a proposta é identificar como se dão as viagens em outras cinco zonas de trafego, como São Francisco e os bairros da Zona Norte - explicou Marcolini.
A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 21 de outubro de 2010. Segundo o Marcolini, ela comprova a precariedade do sistema de transportes na Região Oceânica e Pendotiba.
- O trabalho deixa claro que nessas regiões menos adensadas a mobilidade acontece na maior parte das vezes de carro. É preciso estimular o transporte coletivo nesses bairros em que a demanda não está sendo atendida - disse o presidente da NitTrans.
Marcolini ainda sugeriu aos empresários da construção civil, que assistiam à apresentação, a necessidade de reduzir a quantidade de vagas de estacionamento nas novas construções.
- Se há espaço para três carros por apartamento, esses automóveis vão encher as ruas depois. O planejamento das cidades sempre privilegiou o uso do carro. Hoje, esses conceitos foram superados. Qualidade de vida pressupõe um sistema de transporte coletivo eficiente.
A secretária municipal de Urbanismo, Christina Monnerat, apresentou as propostas que estão sendo discutidas na revisão do Plano Urbanístico Regional (PUR) das praias da Orla da Baía. Ela disse que o novo plano propõe a regulamentação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Água Escondida, que envolve os bairros do Pé Pequeno, Santa Rosa, Cubango, Bairro de Fátima e São Lourenço.
- A intenção é preservar toda essa região, além do primeiro aqueduto da história da cidade numa área que tem sofrido com a ocupação desordenada- disse.
Monnerat também falou sobre a revitalização da rua da Conceição, no Centro, e ainda da criação de um mercado popular entre as ruas São João e Barão do Amazonas.
- A ideia seria reordenar os camelôs da região. Os ambulantes teriam suas barracas redesenhadas e envoltas por áreas de lazer ,que hoje estão abandonadas. O sistema de iluminação do bairro seria modernizado. A região receberia acessos aos portadores de necessidades especiais com a instalação de piso tátil e rampas – explicou a secretária, que acrescentou ainda que o projeto Orla já está em fase de conclusão.
- Os quiosques serão ordenados e redesenhados. As praias vão ganhar esteiras que permitem o acesso de cadeirantes até a beira do mar. Elas também vão receber banheiros químicos acessíveis que estarão numa área anexa a um chuveiro para os banhistas. Outra ideia é propor um modelo de calçadas para que as construtoras não proponham projetos muito diversificados e inadequados – disse.
Monnerat anunciou, sem informar detalhes, a proposta de criação de um pólo gastronômico na Rua Nóbrega, no Jardim Icaraí.
http://oglobo.globo.com

Instável, Ibovespa passa a cair em sessão marcada por medidas do Governo

SÃO PAULO - O Ibovespa passa a operar em queda de 0,12%, aos 67,110 pontos, após iniciar as negociações desta terça-feira (29), em dia marcado por novas medidas do Governo no sentido de reduzir o fluxo de entrada de moeda estrangeira no Brasil, com a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as operações de câmbio de empréstimo externo.
No plano internacional, as principais bolsas europeias recuando enquanto os futuros norte-americanos apresentam leve alta. Na Europa, os mercados seguem pressionados sobretudo pela contínua crise fiscal na região. O Japão também colabora para o clima de cautela, em meio às incertezas sobre a crise nuclear.
Já nos Estados Unidos, os investidores aguardam números a respeito da confiança do consumidor no país e já avaliam dados do setor imobiliário, os quais apontaram que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 3,1% em janeiro, na base de comparação anual, resultado levemente inferior ao projetado pelo mercado.
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Usiminas ON EJ (USIM3, R$ 29,18, +1,28%), JBS ON (JBSS3, R$ 5,85, +1,21%), Brookfield ON (BISA3, R$ 8,30, +0,97%), Copel PNB (CPLE6, R$ 44,09, +0,89%) e Santander BR UNT EJ N2 (SANB11, R$ 19,47, +0,88%).
Análise técnica
De acordo com o analista técnico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, “o Ibovespa fechou em realização, após voltar a testar a faixa de 68.000 pontos. Um suporte intermediário está em 66.660 pontos, abaixo desse ponto a pressão de venda poderá se acentuar”.
Na ponta compradora, a observação do analista é de que, “por outro lado, apenas o rompimento da resistência em 68.200 pontos, gera pressão de compra no curto/médio prazo”.
Agenda interna
No plano interno, destaque para novo decreto que estende a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as operações de câmbio de empréstimo externo que possuam prazo maior do que 90 dias. A partir do novo texto, as operações de empréstimo externo que possuam prazo de até 360 dias serão taxadas em 6,00%. Antes, apenas as operações com prazo inferior a 90 dias eram taxadas, com alíquota de 5,38%.
Além disso, ganha importância também os dados sobre as operações de crédito em fevereiro, que serão divulgados pelo Banco Central ainda nesta manhã. Após sinalização feita por Alexandre Tombini, presidente da autoridade, é possível que a concessão de empréstimos mostre crescimento, o que poderia, segundo Miriam, contribuir para deteriorar ainda mais as expectativas inflacionárias.
O cenário corporativo também fica em evidência, sendo que o dia trará os números da Brasil Ecodiesel, CR2 Empreendimentos, Eletrobrás, Marfrig, Cemig entre outros. A CPFL Energia (CPFE3) por sua vez já divulgou seus dados referente ao quarto trimestre de 2010, que teve como destaque a queda de 33,5% em seu lucro líquido para R$ 362 milhões nos últimos três meses do ano.
Fechamento anterior
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de segunda-feira em baixa de 0,85%, atingindo 67.192 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 3,05%. O volume financeiro foi de R$ 4,65 bilhões.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Compra de casas cai 45% na Capital

A queda nas vendas de unidades residenciais também se repetiu na Capital, no primeiro mês do ano. O lançamento de imóveis no início de 2011 não diferiu do mesmo período de anos anteriores. Mas as 830 unidades comercializadas representam o menor volume de vendas desde 2004 - quando houve mudança na metodologia da pesquisa.
Os dados são da pesquisa sobre mercado imobiliário, realizada mensalmente pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e divulgada ontem.
Uma das principais justificativas, segundo a entidade, é o efeito da tradicional sazonalidade do período de férias, que esfria esse ramo.
O movimento de vendas do primeiro mês ficou 45% abaixo do observado em janeiro de 2010 (foram comercializados 1.508 imóveis naquele ano), diz o balanço.
Celso Petrucci, economista-chefe da entidade, destaca como positiva a alta registrada nos lançamentos: 601 unidades, contra 590 unidades em igual período do ano passado.
"É preciso entender que em 2010 o cenário econômico era diferente do que estamos vivendo. Além disso, neste ano o Carnaval foi mais tarde, o que pode ter influenciado as construtoras a realizarem seus investimentos nos próximos meses", argumenta o representante.
O mercado de imóveis com dois dormitórios vendeu 307 unidades, equivalente a 37% do total comercializado na Capital, confirmando a liderança na segmentação por tipologia de dormitórios. Imóveis com três quartos ficaram com a segunda maior fatia: 257 unidades (31%).
A Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio) apurou em janeiro total de 601 unidades colocadas em oferta na cidade de São Paulo. A participação da Capital foi de 37,3% no volume de lançamentos da Região Metropolitana, considerando-se os 1.610 imóveis ofertados no mês.
Como a sazonalidade de janeiro reflete também nos imóveis comerciais, esse mês contou com o lançamento de apenas um empreendimento, com 31 conjuntos, na Capital.
ZONEAMENTO
A advogada Lúcia Tucci frisa que restringir coeficiente da lei de zoneamento de fato não acarreta diminuição nos lançamentos. Mas diz que isso provoca uma readequação nos parâmetros urbanísticos da região. Também diz que uma consequência negativa é o encarecimento das unidades, decorrência dessas restrições da lei.
http://www.dgabc.com.br

Mercado imobiliário aquecido faz crescer número de reclamações

Número de reclamações do setor aumentou 156% em 2010 em relação ao ano anterior
O aquecimento do mercado imobiliário fez também crescer as reclamações no setor da construção civil. A reclamação mais comum é de atraso na entrega, mas problemas no acabamento das obras também têm prejudicado muitos consumidores.
O advogado Henrique Gabi explica que o proprietário tem direito a uma indenização pela demora, inclusive pleitear o valor do aluguel para cada mês de atraso.
De acordo com órgãos de defesa do consumidor, as reclamações têm aumentado por causa do aquecimento do mercado imobiliário. Mais construtoras são atraídas, novos imóveis são construídos e o número de queixas não para de crescer
Em Campinas, o número de reclamações aumentou 156% em 2010 em relação ao ano anterior. Em Araraquara, na região central de São Paulo, as reclamações aumentaram 78%.// e em Franca, na região de Ribeirão Preto, o aumento foi de 33%.
Apesar das irregularidades cometidas pelas construtoras, o advogado orienta que o melhor é tentar resolver com uma conciliação. Primeiro, procurar a construtora, mas se não adiantar, registrar queixa no Procon e, paralelamente, entrar com ação na Justiça. O diretor regional do Sinduscon - Sindicato das Indústrias da Construção Civil, Luiz Cláudio Amoroso, disse que desconhece o aumento do número de reclamações. Ele alega que as construtoras temem atrasar as obras porque há multas previstas para a entrega fora do prazo.
http://eptv.globo.com

terça-feira, 22 de março de 2011

venda de imóveis em janeiro em SP é a menor em sete anos

Influência do mercado na capital vem diminuindo nos total da região metropolitana
mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo apontou forte queda de 45% em janeiro, segundo a Pesquisa sobre Mercado Imobiliário, divulgada nesta terça-feira (22) pelo Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).
De acordo com a pesquisa, foram vendidas 830 unidades na capital paulista no primeiro mês do ano – o menor volume desde 2004. Em janeiro de 2010 foram vendidos 1.508 imóveis.
Contrato novo de aluguel sobe em fevereiro
Segundo o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, o resultado mostra um “fato pontual” e ainda é cedo para traçar tendências. Ele destaca a alta nos lançamentos - 601 unidades contra 590 unidades em igual período do ano passado.
Na avaliação do Secovi, o primeiro mês do ano normalmente é de resultados fracos. Petrucci aponta ainda que há uma tendência de redução na influência que os números da cidade de São Paulo exercem nos resultados da região metropolitana: até 2006, a Capital representava de 74% a 80% do mercado, e vem passando por processo gradual de queda de participação (55% em 2010).
- Um dos principais motivos desse movimento é a restritiva legislação urbana da cidade de São Paulo, que diminuiu o potencial de edificação e provocou a consequente migração dos empreendimentos para outras cidades.
http://noticias.r7.com

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mais comum nas áreas rurais, trabalho degradante cresce em obras

Doente e dividindo com outros 28 operários um dormitório onde só cabem dez pessoas, Josivaldo Santos Batista, 37, foi flagrado na periferia de Campinas há uma semana em condições degradantes de trabalho --situação que, no interior de São Paulo, era comum apenas nas áreas rurais.
Na região, a exploração de trabalhadores como Batista está migrando das lavouras de cana de açúcar para a construção civil, segundo o Ministério Público do Trabalho em Campinas.
O crescimento da mecanização no campo, o aquecimento do setor imobiliário e a "profissionalização" de agenciadores que buscam mão de obra barata são apontados como fatores decisivos para essa mudança.
Contrariando determinações trabalhistas, os alojamentos desses operários não têm condições de higiene, ventilação nem conforto mínimo como camas --substituídas muitas vezes por colchões no chão.
Nos casos mais graves, o trabalhador é aliciado com promessas de trabalho ou salário bem diferentes dos encontrados na prática. Outro agravante é a restrição de mobilidade -quando patrões retêm documentos para impedir que o trabalhador consiga outro emprego.
SEM ÁGUA
Batista saiu da Bahia em outubro com a promessa de ganhar R$ 800 por mês, mas nunca recebeu mais do que R$ 600 -ele diz que, muitas vezes, parte do salário é descontada sem razão aparente.
"A gente dormia embolado e mal, depois trabalhava o dia todo, às vezes sem nem beber água", conta ele.
Rerison Charles da Silva Santos, que trabalha na construção de escola em Hortolândia (SP), disse que ele e colegas receberam comida estragada: "Eu não sou de comer carne estragada."
"Há oito anos, recebíamos uma denúncia semanal nas lavouras de cana de açúcar e praticamente nenhuma na construção civil. Hoje, é exatamente o inverso", afirma a procuradora do Ministério Público Eleonora Coca.
Desde fevereiro, o órgão flagrou trabalhadores em situação degradante em seis obras em Campinas.
Entre elas, estão uma escola estadual sob responsabilidade da construtora Itajaí, uma obra de galpões da Norpal, um condomínio residencial da MRV e outro da Goldfarb e da Odebrecht.
Para um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Campinas e Região, Paulo Martins, a situação piorou com o aquecimento do setor.
"Depois que lançaram incentivos à construção, tem muita gente precisando de trabalhador, e outros se aproveitando disso", afirma.
OUTRO LADO
O diretor da Norpal Norberto Paller, que emprega Josivaldo Santos Batista, culpa a pouca oferta para locação e os próprios funcionários. "Eles muitas vezes não cuidam do seu ambiente", diz.
A Staldach Montagens Industriais, contratada pela Norpal para prestar serviços na montagem de estruturas, diz que o alojamento em que Batista está foi reformado.
O empreiteiro responsável, que se identificou como Leoni, afirma que não levará mais operários por não ter como cumprir as exigências.
Para o diretor da regional Campinas do sindicato da construção civil, Luiz Cláudio Amoroso, as pequenas empreiteiras --que contratam parte dos operários-- enganam as construtoras.
"O empreiteiro coloca o trabalhador em moradias sem condições, e quando chega a multa quem paga é a construtora", diz.
A Itajaí, responsável pela obra de uma escola estadual em Hortolândia, afirma que cumpriu acordo com o Ministério Público do Trabalho e contratou diretamente os funcionários. "O problema foi pontual", diz Carlos José Ramires, gerente técnico.
Sobre a alimentação dos operários, diz que a empresa responsável foi trocada e que não houve "registro formal de alimentos estragados".
A MRV afirma que já solicitou a desativação de alojamentos superlotados e que intensificará as fiscalizações nas empresas parceiras.
Goldfarb e Odebrecht dizem que se responsabilizaram pelos trabalhadores pagando salários e regularizando os alojamentos.
http://www.jornaldiadia.com.br

domingo, 13 de março de 2011

Valor do aluguel de imóvel cai até 42% na cidade de SP em janeiro

SÃO PAULO – Moradores da cidade de São Paulo viram os preços dos aluguéis de imóveis caírem até 42% no mês de janeiro, revelou o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) nesta quinta-feira (10).
Este é o caso de casas localizadas nos bairros da Zona A – como Jardim Paulista, Ibirapuera, Moema, Morro dos Ingleses e outros – de três dormitórios, que eram alugadas por uma média de R$ 3.450 em dezembro, valor que passou a R$ 2.000 em janeiro, queda de 42,03%.
Em média, os aluguéis caíram 2,94% em janeiro, frente a dezembro. Em 32 tipos de casas e apartamentos com valores médios de locação apurados, 17 tiveram aluguel médio em janeiro inferior a dezembro, e outros 15 tiveram valores maiores.
Entre as altas, destaque para a de casas de um dormitório na Zona A, que eram locadas a R$ 1.114,29 em janeiro, ante R$ 715,38 em dezembro, o que remete à alta de 55,76%.
Balanço de janeiro
Foram alugados 870 imóveis em janeiro, nas 501 imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP, um volume 5,77% inferior ao registrado em dezembro. O índice de locação caiu de 1,8428 em dezembro para 1,7365 em janeiro.
Os apartamentos foram os preferidos dos inquilinos, com 54,25% do total dos contratos firmados. A maioria dos imóveis alugados na capital no primeiro mês do ano – 58,25% dos contratos – situou-se na faixa de até R$ 1 mil.
http://casaeimoveis.uol.com.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

SP: financiamento imobiliário supera compras de imóveis à vista em quase todo estado

SÃO PAULO – O financiamento imobiliário superou as compras à vista de imóveis usados em três das quatro regiões do estado de São Paulo analisadas pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) em dezembro de 2010.
De acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (1), na região que compreende o ABCD, Guarulhos e Osasco, 65,26% das vendas de imóveis usados registradas no último mês de 2010 foram feitas por meio de financiamento, enquanto os pagamentos à vista chegaram a 32,63%.
No interior, os imóveis financiados representaram 49,32% do total vendido, enquanto os pagamentos à vista corresponderam a 46,85%.
Já na capital paulista, 53,18% dos imóveis vendidos em dezembro também utilizaram o financiamento como forma de pagamento, enquanto 45,24% das vendas foram à vista.
Por outro lado, no litoral do estado, predominaram as compras à vista, que representaram 61,02% do total de imóveis usados comercializados nessa região. Outros 31,11% foram financiados.
Financiamento pela CEF predomina
A pesquisa do Creci-SP ainda aponta que os financiamentos feitos pela CEF (Caixa Econômica Federal) prevalecem. Neste caso, em dezembro, a região do ABCD, Guarulhos e Osasco se destacou novamente, pois lá as transações feitas pelo banco representaram 45,79% das vendas.
No interior, 40,54% das vendas foram financiadas pelo banco e, na capital paulista, 31,75% financiaram o imóvel usado por meio da Caixa.
Já no litoral, os financiamentos feitos pela Caixa chegaram a 24,02% do total das comercializações.
Outras formas de pagamento
Em dezembro, ainda segundo o Creci-SP, os paulistas também negociaram a compra do imóvel usado diretamente com o proprietário. Na capital, 1,19% das vendas foram feitas dessa forma.
No interior, 3,15% das vendas foram feitas diretamente com o proprietário. No litoral e na região do ABCD, Guarulhos e Osasco, a participação atingiu 7,87% e 1,05%, respectivamente.
Já as compras por meio de consórcio tiveram maior registro nas regiões do ABCD, Guarulhos e Osasco e interior, representando 1,05% e 0,68%, respectivamente, do total de negócios realizados.
Vendas
Pelo segundo mês consecutivo, as vendas de imóveis usados no estado de São Paulo aumentaram.
Em dezembro, nas 1.676 imobiliárias de 37 cidades que constam na pesquisa, foram comercializadas 1.149 unidades, o que fez o índice de vendas subir 5,03% no último mês de 2010.
http://casaeimoveis.uol.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Custo da construção registra alta de 0,16%

São Paulo - Termômetro do setor imobiliário e de infraestrutura, o Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo apresentou alta de 0,16% em fevereiro ante janeiro, atingindo R$ 906,19 por metro quadrado. As informações foram apontadas conforme pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).
No acumulado do ano, o CUB registra alta de 0,44%. Nos últimos doze meses encerrados em fevereiro a variação foi de 5,64%.
De acordo com a entidade, os custos com a mão de obra e com os salários de engenheiros e arquitetos permaneceram estáveis no mês passado, enquanto os das construtoras com os materiais registraram alta de 0,36%. Apenas no mês passado, oito dos 41 insumos da construção pesquisados registraram aumento acima do IGP-M no período.
Enquanto a inflação ficou em 1%, o custo da tábua de madeira subiu 2,33%, o do batente para pintura aumentou 1,53%, seguido pelo impermeabilizante (1,50%), fio de cobre antichama (1,36%), bloco cerâmico (1,34%), locação de betoneira (1,33%), emulsão asfáltica (1,32%) e tubo de cobre (1,28%).
Insumos
Todos os demais insumos da construção pesquisados para o Custo Unitário Básico (CUB) registraram altas de preços inferiores à variação do IGP-M, com destaque para bacia sanitária branca (+0,97%), tubo de ferro com costura (+0,92%) e vidro liso transparente (+0,83%).
http://www.dci.com.br

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Imóvel na praia no Carnaval sobe 114%

Aquelas pessoas que desejam alugar imóvel no litoral paulista para curtir o Carnaval precisam ficar atentos aos preços praticados no mercado imobiliário e pesquisar. Alugar um imóvel para passar o feriadão pode custar de R$ 120 a R$ 1.466,67 ao dia, dependendo do tipo escolhido e da cidade em que está localizado.
O valor das diárias chega a estar até 114,63% mais caro em relação ao mesmo período no ano passado. O preço da locação por dia que mais aumentou foi a dos apartamentos de quatro dormitórios em cidades como Guarujá e Santos. Em 2009, esses imóveis eram alugados por R$ 683,34, neste ano a média para o mesmo imóvel é de R$ 1.466,67. (veja tabela ao lado)
No entanto, a pesquisa, realizada pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), feita com 72 imobiliárias de 12 cidades, mostra ainda que a maior baixa apurada foi a de casas com um dormitório no Litoral Norte. O aluguel diário caiu de R$ 311,25 para R$ 133,33 - redução de 57,16%.
Um imóvel muito procurado por famílias menores é o de dois dormitórios. No Litoral Sul, as diárias das casas com esse padrão estão cotadas a R$ 287,50 e os apartamentos a R$ 283 33. No Litoral Central - que agrega Santos, São Vicente, Guarujá e Bertioga - os valores são R$ 212,50 (casas) e R$ 407,69 (apartamentos). No Litoral Norte, os valores sobem para R$ 367,50 pelos apartamentos e R$ 525 pelas casas.
Apesar dos altos preços cobrados, o delegado da regional do Creci-SP, Alvarino Lemes, afirma que há opções para todos os bolsos. "Basta procurar. Mesmo faltando poucos dias, imobiliárias da região ainda dispõem de algumas opções."
"Esses valores são os pedidos no mercado e, embora nem sempre se consiga descontos, a negociação pode resultar em preço menor", completa José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.
Lemes explica que o aumento das diárias reflete o cenário econômico atual que vivemos. "Mais pessoas estão conseguindo alugar um imóvel para passar as férias e datas comemorativas. É consequência de uma renda familiar melhor e da crescente nova classe média, a C".
Ainda segundo o levantamento, o prazo mínimo para locação estipulado pelos proprietários é de quatro dias na maioria dos casos, mas há situações em que o período mínimo de locação se estende para cinco.
Pequenos cuidados evitam problemas
Alugar imóvel nessa época do ano por preço menor nem sempre significa fazer o melhor negócio, muito menos o mais seguro.
Para evitar futuras dores de cabeça, Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) afirma que o primeiro passo é procurar imobiliária, que faça o intermédio entre locatários e inquilinos.
"Quando o negócio é fechado por meio de uma imobiliária ambas as partes têm para onde correr caso algo de errado aconteça. Há um contrato."
O segundo passo é visitar o imóvel antes de alugá-lo, para saber qual é o estado real da casa ou apartamento (como mobílias) e quantas pessoas acomoda. "Tirar fotos dos cômodos serve como prova de como o imóvel foi alugado e entregue ao dono", cita o diretor.
As formas de pagamento do aluguel de temporada são livremente combinadas entre as partes. Segundo ele, metade do valor normalmente é pago no ato da contratação e o restante na entrega das chaves. Ele recomenda ainda atenção especial ao preço. "Desconfie se ele for muito inferior à média de mercado, porque isso pode sinalizar problemas.
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PUC-SP abre matrículas para especialização em Direito Imobiliário

Curso tem por objetivo formar profissionais especializados na área de Direito Imobiliário, oferecendo subsídios teóricos e práticos às várias questões materiais e processuais que emergem da aplicação e da interpretação do direito imobiliário perante o Poder Judiciário
O mercado imobiliário sempre apresenta uma forte demanda por profissionais do direito, seja em momentos de crise, em que os litígios costumam se multiplicar, seja em momentos de grande investimento como o atual, em que há grandes incorporações, locações, novos contratos e, inclusive, conflitos decorrentes de parcerias viabilizadoras de projetos, além de compra e venda, compromissos, permutas, modelos tradicionais e inovadores de garantia, medidas judiciais relacionadas ao direito imobiliário, dentre outros relevantes temas.
O direito imobiliário também é alvo de constantes alterações legislativas, como a de estímulo à construção de moradias populares, de parques industriais, de regularização de áreas rurais e urbanas, restrições construtivas, inovações inclusive nas searas registral e da Lei de Locações de Imóveis Urbanos.
Diante destas considerações é possível concluir como é importante um tratamento que compreenda, no direito imobiliário, o estudo estruturado e integrado em suas perspectivas material e processual relativas a locação de imóveis urbanos. Isto inclui locação residencial, para temporada e não residencial (shopping center, industrial, comercial, unidades de ensino e de saúde, para atividade religiosas, entre outras), locação de imóveis rurais, incorporação imobiliária, regularização de áreas, além de condomínios horizontais e loteamentos, dos modernos direitos bancário e registral relacionados ao mercado imobiliário, sempre buscando tratar dos direitos reais e obrigacionais e da tutela jurisdicional envolvendo todas estas matérias.
São objetivos do curso: formar profissionais especializados na área de Direito Imobiliário, oferecendo subsídios teóricos e práticos às várias questões materiais e processuais que emergem da aplicação e da interpretação do direito imobiliário perante o Poder Judiciário.
Dirigido a Profissionais e pesquisadores que queiram experiência acadêmica específica, portadores de diplomas universitários na área do Direito, que tenham interesse no campo do Direito Imobiliário, o curso tem início em 5 de Abril e aulas sempre as terças e quintas-feiras, das 19 às 23 horas, na Unidade Cogeae Consolação, que fica na Rua da Consolação, 881 – Consolação – São Paulo.
Mais informações e inscrições: (11) 3124-9600, site e infocogeae@pucsp.br

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Imóveis podem ficar até 67% mais caros no Grande ABC

A variação nos preços dos imóveis no Grande ABC segue forte, mas ainda abaixo da média na Capital. Enquanto em São Paulo é maior a procura por unidades com um dormitório, cujo preço subiu 53,12% entre 2008 e 2010, na região o maior aumento é notado nos lançamentos com quatro dormitórios, que estão 67,15% mais caros.
Dados da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC) mostram o valor médio do imóvel de alto padrão saltou de R$ 481 mil para R$ 804 mil em dois anos. Em seguida, vem o de dois dormitórios, vendido antes por R$ 125 mil e que agora não sai por menos de R$ 171 mil, variação de 36,80%.
Na Capital, índice calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pelo Zap Imóveis identificou que a variação no preço das unidades com dois dormitórios chegou a 50,97% no valor. Para o diretor do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), João Batista Bonadio, a tendência é que os valores fiquem mais altos.
"A demanda por imóveis na região está grande, mas os preços ainda são melhores quando comparados aos praticados na Capital. Enquanto os valores dos apartamentos sobem, a metragem deles está cada vez menor. A procura por imóveis novos e usados cresce."
SÃO CAETANO
Pesquisa de uma imobiliária são-caetanense indica que a maior variação nos preços no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2011 ocorreu nas unidades com um dormitório. O valor inflacinou em 80%, encerrando o primeiro mês do ano com média de R$ 180 mil.
O município que ostenta o metro quadrado mais caro do Grande ABC também responde pelo maior número de lançamentos de imóveis com quatro dormitórios ou mais. Ainda segundo a empresa, as unidades com três dormitórios encareceram 50% no período, custando em janeiro cerca de R$ 450 mil.
Santo André e Diadema concentram novos imóveis entre dois e três quartos. Em São Bernardo, a predominância é de unidades com dois dormitórios. No ano passsado, a venda de apartamentos com três quartos representou 25,11% do total comercializado. Para unidades com dois, foi de 61,2%. Quatro dormitórios ou mais somaram 13,7%.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Empreendimentos econômicos são destaque em Bauru, aponta Secovi

Imóveis de 2 dormitórios sem elevador lideraram os lançamentos e vendas no município
O Secovi-SP (Sindicato da Habitação) apresentou, nesta segunda-feira, 14/2, um Estudo inédito do Mercado Imobiliário do Interior contemplando imóveis residenciais verticais. O levantamento do município de Bauru foi o mais recente, abrangendo o período de janeiro de 2004 a janeiro de 2011, quando o mercado local tinha 4.799 unidades lançadas e a lançar.
O grande destaque na cidade ficou por conta do segmento de 2 dormitórios sem elevador, que atingiu 42,2% dos lançamentos, com 2.033 unidades, das quais 62% foram vendidas, ou seja, 1.257 imóveis. Alguns dos motivos para esta tendência podem ser as facilidades na concessão de crédito bancário para a compra do imóvel, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida e o aumento da renda das famílias das classes C e D.
Uma surpresa, tanto em relação aos lançamentos quanto às vendas, foi a grande quantidade de imóveis de 1 dormitório e flats. Das 714 unidades lançadas no período, 693 acabaram vendidas.
Já a participação das unidades de 3 dormitórios tradicional superou a casa dos 19%, com 940 lançamentos, e o segmento com menor número de lançamentos e vendas foi o de 4 dormitórios tradicional, com 140 novos imóveis e 32 negócios fechados.
O estudo mostra que, devido à resposta positiva do mercado bauruense para os imóveis de 1 dormitório, aqueles com área útil de até 45 m² representaram o melhor desempenho de vendas na análise dos residenciais verticais por metro quadrado. Todas as 872 unidades lançadas foram vendidas.
Apartamentos com área útil entre 66 m² e 85 m² apresentaram comportamento semelhante. Das 602 unidades lançadas no mês, 590 foram escoadas, ou seja, 98%. Porém o campeão de lançamentos e vendas em unidades esteve na faixa de 46m² a 65m² com 2.877 unidades lançadas e 2.022 unidades vendidas, desempenho de 70%.
Imóveis com área útil de 86 m² a 130 m² tiveram 308 lançamentos e 181 comercializações, com desempenho de 59%, e a faixa acima de 180 m² 140 lançamentos e 32 comercializações, com desempenho de 23%.
O preço do metro quadrado no segmento econômico ficou em R$ 2 mil, e nos demais segmentos variou entre R$ 3,2 mil e R$ 4,9 mil, conforme padrão e localização do imóvel.
Tendências do mercado imobiliário nacional
Em 2011, o lançamento e as vendas de imóveis de luxo e aqueles voltados para a classe média-alta deverão permanecer estáveis. Unidades populares manterão destaque, porém haverá necessidade de maior agilidade na liberação do crédito, e também de criação de tecnologias construtivas e estratégias diferenciadas de marketing por parte das empresas para conquistar esse público.
A disponibilidade de imóveis residenciais e salas comerciais para locação também é uma das tendências do mercado imobiliário para 2011.
Ainda, o setor prevê investimentos de mais de R$ 65 bilhões oriundos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Apesar da ampla disponibilidade de crédito, será preciso intensificar debates e estudos com o objetivo de atrair novas fontes de recursos para a produção e aquisição de imóveis.
A fim de atender ao volume crescente de financiamentos, o segmento continuará a pleitear a racionalização da análise de processos nos municípios, com informatização e transparência; a integração dos procedimentos burocráticos das três esferas de governo, com eliminação de duplicidade – especialmente no meio ambiente.
Ainda, a formação de comitês de avaliação dos procedimentos burocráticos com representantes do governo e da iniciativa privada; a modernização adequada da fiscalização, com atuação rápida e transparente; e o aperfeiçoamento do contexto jurídico, para dar maior segurança a todos, com redução de custos.
Nos próximos 12 anos, o Brasil vai precisar de 900 milhões de metros quadrados de terrenos urbanos para construir algo em torno de 24 milhões de moradias, conforme prognóstico do Construbusiness Fiesp 2010. Para suprir essa demanda, será necessário um reposicionamento geral dos conceitos das políticas de desenvolvimento urbano, até então alicerçadas na defesa intransigente do espraiamento das cidades em oposição ao adensamento.
Cidades compactas, com trabalho, moradia e lazer próximos, solucionando, em boa parte, os problemas de mobilidade é um modelo adotado mundialmente. O estabelecimento de boas regras de ocupação urbana - compacta e sustentável - é a forma de manter o sucesso das políticas de desenvolvimento imobiliário e das cidades.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mercado imobiliário atual levanta ânimo dos corretores de São Paulo

Profissão passou por profissionalização nos últimos anos e tem atraído graduados em diferentes áreas
Os tops da corretagem chegam a abocanhar comissões de até R$ 300 mil por ano; hoje, eles são 50 mil na cidade
Nunca na história de São Paulo houve um período tão próspero para compra e venda de casas e apartamentos como agora. Só na capital foram vendidos cerca de 21 mil imóveis no semestre passado. No mesmo período de 2009, foram 16 mil.
O boom do mercado reflete diretamente, é claro, no contingente de corretores. Profissão que oficialmente recebe o nome de "técnico em transação imobiliária".
Eles são muitos. Juntos, os corretores em atividade hoje formariam a população de Porto Feliz (cidade com cerca de 50 mil habitantes no interior paulista), conforme registros do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis) e do Sciesp (Sindicato dos Corretores do Estado de São Paulo).
Quantidade, como se sabe, não significa qualidade. "Infelizmente, para cada corretor habilitado ainda temos 2,8 clandestinos", calcula Alexandre Tirelli, 37, presidente do sindicato.
O perfil desses profissionais mudou tanto quanto os imóveis considerados de alto padrão dos anos 90 para cá.
Assim como mudaram as imobiliárias, que atravessam uma onda de fusão típica de grandes conglomerados financeiros, com direito a capital aberto.
Segundo Luís Fernando Gambi, diretor de comercialização do Secovi (sindicato da habitação), a corretagem ainda é uma profissão com alta rotatividade, mas a profissionalização das imobiliárias tem contribuído para reverter esse quadro.
"Ainda não somos como os Estados Unidos, onde o cliente paga ao corretor uma taxa por imóvel que lhe é apresentado", afirma.
Aquecido, o setor atrai gente de diversas profissões. Há desde economistas e administradores, que investem na nova carreira, com conhecimento em legislação, financiamento e direito imobiliário, até os que não conseguiram recolocação no mercado e viraram corretores.
"A maioria dos corretores tem curso superior e boa formação cultural", diz Tirelli.
Osvaldo Vitorino, 62, optou pela profissão às vésperas de se aposentar. Quatro anos após sua entrada no mercado da corretagem, ele é o número um da Fernandez Mera, uma das maiores imobiliárias de São Paulo, e calcula ter atualmente uma renda de R$ 90 mil por ano.
Os tops da corretagem chegam a abocanhar comissões de até R$ 300 mil por ano.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cidade aprova novos 3.930 imóveis

Os 53 projetos de condomínios e edifícios aprovados pela Prefeitura em 2010 indicam que o mercado imobiliário, só neste segmento, movimentou próximo de R$ 750 milhões na economia de Mogi das Cruzes. Esses empreendimentos, que devem estar todos prontos e entregues até 2014, contabilizam 3.930 unidades habitacionais, que implicam em cerca de 15 mil pessoas que vão sair do aluguel para morar em casa própria pagando, em média, R$ 2.350 mil pelo metro quadrado (m2) construído – valor de lançamento.
"Pela tendência, a Cidade demonstra que o mercado ainda tem um crescimento acentuado e que Mogi é a bola da vez. O Município inteiro tem empreendimentos e para toda faixa de público. Há lançamentos tanto para quem ganha de 0 a 3 salários, por meio dos programas do Governo, como para quem tem renda bem superior e não se encaixa nas faixas sociais", ressalta João Francisco Chavedar, secretário municipal de Planejamento e Urbanismo. "Temos imóveis de R$ 50 mil, que são os do Minha Casa, Minha Vida para quem ganha até três salários (o tamanho é de 45 m2), como temos alguns que chegam a custar R$ 3,5 mil, ou até mais, por m2", acrescentou o arquiteto.
E basta verificar o sucesso de vendas de alguns desses empreendimentos para confirmar que Mogi das Cruzes é a bola da vez, como acredita o secretário de Planejamento, e que há demanda para os projetos imobiliários. O Helbor Spazio Club Alto do Ipiranga é um exemplo disso. As 184 unidades projetadas para o número 907 da Rua Jardelina de Almeida Lopes foram vendidas no final de semana do lançamento, ocorrido em dezembro.
Comercializado sob o conceito de condomínio clube, o Helbor Spazio teve, no lançamento, um custo médio de R$ 3,6 mil por m2. Isso significa que os apartamentos de três dormitórios foram vendidos por valores que variam de R$ 317 mil a R$ 412 mil, dependendo da metragem escolhida – são duas opções, de 86,90 m2 e 113,17 m2.
Os 184 apartamentos estão distribuídos em duas torres construídas numa área de 32,5 mil m2, e devem ser entregues em 2014. Os projetos voltados para as classes mais baixas, porém, ocupam terrenos bem menores. No Caputera, por exemplo, a Mudar Spe obteve a aprovação da Prefeitura para implantar 176 unidades numa área de 8,8 mil m2 na Rua Kikuji Iwanani. O empreendimento faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida e é voltado para famílias com renda de três a seis salários mínimos. O custo médio dos apartamentos varia de R$ 75 mil a R$ 80 mil e o tamanho gira em torno de 50 m2. Com o mesmo conceito, a Montmartre vai construir mais 200 apartamentos na Avenida Antonio Vieira do Nascimento, no Jardim Nathalie, num terreno de 9,1 mil m2 (veja matérias à página 2).
Os números da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo confirmam essa fase de aquecimento do setor e a diversidade nos empreendimentos. No ano passado, um total de 5.287 edificações foi aprovado pela Prefeitura, sendo que a maioria esmagadora – 5.239 – para fins de habitação. As demais são voltadas para o uso comercial e industrial. Ao todo, as novas construções habitacionais vão ocupar 516,6 mil metros quadrados de áreas urbanas. E o que é mais um fator que chama a atenção. Os lançamentos não estão concentrados numa ou em outra região, como acontecia antes, mas espalhados por bairros diversos do Município.
"Não há uma região específica para investimento. Temos imóveis tanto na Vila Suíssa como na Vila Cintra. Isso significa o aproveitamento de áreas ociosas existentes hoje e a possibilidade de implantar um empreendimento onde ainda tem infraestrutura suficiente", avalia o secretário de Planejamento. "Daqui para frente, o Município passará a exigir contrapartidas maiores dos empreendedores, como creches, escolas e acessos viários", complementa Chavedar, ao citar uma nova legislação que a Prefeitura enviará para a Câmara ainda neste semestre.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Imposto da venda de imóveis bate recorde em 2010 em Ribeirão Preto

Mercado imobiliário aquecido reflete na arrecadação do ITBI e aumento foi de 55% de um ano para outro
O aquecimento do mercado imobiliário em 2010 fez com que a arrecadação do ITBI (imposto sobre a venda de imóveis) batesse um recorde histórico, atingindo mais de R$ 43 mi, quase R$ 7 mi a mais do que previa a prefeitura.
Segundo o secretário da Fazenda, Manoel Saraiva, o montante arrecadado é um recorde histórico. "Nunca antes atingimos valor sequer próximo. No orçamento de 2010, a estimativa era de apurar R$ 36 milhões", analisa.
Mais de 60% do imposto provém da venda de imóveis novos, conforme disse o secretário. Para 2011, a projeção é de otimismo. "O mercado vai continuar aquecido, temos edifícios em acabamento por toda a cidade", acredita Saraiva.
No ano passado, a área licenciada para construção civil também bateu recorde, crescendo mais de 50% em relação a 2009 - atingiu 2,7 milhões de m2.
Fernando Piccolo, secretário de Planejamento, comenta que a arrecadação do ITBI, que significa Imposto sobre Transação "Intervivos" de Bens Imóveis, é uma consequência do boom da construção civil iniciado em de 2008 e 2009.
"Mais obras significa mais imóveis sendo vendidos. E quanto mais transações de imóveis, mais se arrecada de ITBI", justifica.
Para Rodrigo Villas Boas, diretor comercial da Bild Desenvolvimento Imobiliário, a arrecadação crescente do ITBI vai se manter nos próximos três ou quatro anos. Ele se baseia no prazo de conclusão de obras.
"O prazo médio de entrega de um edifício é de três anos. E o ITBI é pago após a entrega, quando a escritura é lavrada. Ou seja, pelo menos até 2013 a arrecadação vai continuar em alta", conclui Villas Boas.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ABC - Lançamentos de imóveis crescem 80% na região

O ano de 2010 foi bastante expressivo para o mercado de imóveis no Grande ABC, que se tornou um verdadeiro canteiro de obras, com 8.728 empreendimentos em construção. Sendo que 4.368 devem ser entregues só em 2013.
Segundo balanço do mercado imobiliário realizado pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), 2010 terminou com 8.887 unidades lançadas; 80,67% a mais do que em 2009 e 2,5% a menos que em 2008, ano marcado pelo início da crise financeira.
Foram comercializadas 6.730 unidades, crescimento de 31,29% em relação a 2009. Na comparação com 2008, houve recuo de 3,1%.
Os crescimentos, no caso das vendas, decorrem da melhora no emprego, aumento da confiança na economia e aumento do poder de compra. No caso dos lançamentos, principalmente por conta do alto número de empreendimentos que estavam represados por conta da crise.
Para 2011, entretanto, a quantidade de vendas e a oferta de apartamentos - o estudo leva em conta apenas unidades verticais, já que, por conta da escassez de terrenos na região, a prioridade é dada aos edifícios, e não às casas ou conjuntos residenciais - devem seguir crescentes, segundo o presidente da Acigabc, Milton Bigucci, mas não como foi em 2010. "Como a nossa base do ano passado foi alta, o volume de lançamentos não ocorrerá na mesma proporção. Haverá crescimento em 2011, mas menor."
Dessa forma, o setor imobiliário acompanha os demais segmentos da economia, muitos dos quais bateram recorde em 2010 - caso do varejo -, que devem continuar se expandindo neste ano, mas não com tanta intensidade. A própria conjuntura econômica vai ajudar a frear tanto o consumo como a produção, elevando a taxa básica de juros, a Selic (hoje em 11,25%, mas com grandes chances de encerrar 2011 com 12,5%) para conter a inflação e restringindo o acesso ao crédito para conter o consumo desenfreado visto em 2010. A indústria nacional não possui capacidade produtiva para dar conta da demanda, se continuasse no ritmo em que estava.
Por esses motivos, o setor imobiliário não deve sofrer bolha, como ocorreu nos Estados Unidos e deu origem à crise internacional. Questionado sobre o assunto, Bigucci foi categórico: "O Brasil não tem chance de criar bolha porque a concessão de crédito passa por muitas análises antes de o empréstimo ser oferecido pelos agentes financeiros".
Em 2010, os imóveis de dois e três dormitórios foram os mais procurados, respondendo por 86% das vendas. Para este ano, Bigucci acredita que a tendência continue a mesma, já que os lançamentos do ano passado foram essencialmente deste tamanho. Das 8.887 unidades lançadas, que somaram R$ 2,6 bilhões, 7.600 eram desses tamanhos.
Oferta de unidades para o Minha Casa pode expandir até 20%
O programa habitacional do governo federal, Minha Casa, Minha Vida, começou 2011 com uma novidade. O teto para o financiamento de imóveis com juros subsidiados, que era de R$ 130 mil até o ano passado, chegou a R$ 170 mil.
A medida, que certamente deverá beneficiar mais pessoas em busca da casa própria, tem uma ressalva. Para o presidente da Acigabc, embora o aumento tenha sido expressivo, ainda falta mexer na renda máxima familiar que o solicitante ao programa precisa ter. Hoje, esse limite é de R$ 4.650 - dez salários-mínimos vigente em 2009, de R$ 465. "A renda familiar do trabalhador tinha de ser pelo menos uns R$ 7.000, para que o programa se torne mais acessível. Estamos pleiteando isso junto ao governo", conta.
Bigucci estima que se houvesse o aumento da renda neste ano a produção de imóveis cresceria mais 20%. "Se não houver alteração neste ano, não deve haver esse aumento."
Questionado sobre a existência de apartamentos de até R$ 170 mil no Grande ABC, ele diz que existem diversos de dois dormitórios. De acordo com o balanço, em São Bernardo e em Diadema o preço médio de uma unidade com dois quartos foi de R$ 144 mil e R$ 145 mil, respectivamente, no ano passado (veja arte ao lado).
Os valores, conforme disse Bigucci, não devem sofrer alteração neste ano, principalmente por conta da estabilidade do custo dos terrenos. Assim, o metro quadrado na região, hoje entre R$ 3.000 a R$ 5.000, deverá se manter.
Diadema e Mauá na mira das construtoras
O levantamento da Acigabc é tradicionalmente realizado em três cidades: Santo André, São Bernardo e São Caetano. A justificativa é a concentração do mercado imobiliário nessas cidades.
No ano passado, entretanto, Diadema passou a integrar a lista, respondendo por números expressivos.
Das 8.887 unidades lançadas em 2010, 1.823 foram em Diadema. Em outras palavras, 21% do total. Na comparação entre os 6.730 apartamentos vendidos, 1.837 foram na cidade, ou seja, 27,2%.
Segundo Bigucci, dentre os fatores atrativos para Diadema, está a proximidade com a Capital. "Além disso, o preço dos imóveis vendidos na cidade ainda não chegou aos praticados em Santo André, São Bernardo e São Caetano. E dificilmente chegarão."
Neste ano, Mauá será incluída no balanço. "Com a expansão do setor imobiliário nessas cidades, elas devem ser os focos dos próximos anos."
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