Os 53 projetos de condomínios e edifícios aprovados pela Prefeitura em 2010 indicam que o mercado imobiliário, só neste segmento, movimentou próximo de R$ 750 milhões na economia de Mogi das Cruzes. Esses empreendimentos, que devem estar todos prontos e entregues até 2014, contabilizam 3.930 unidades habitacionais, que implicam em cerca de 15 mil pessoas que vão sair do aluguel para morar em casa própria pagando, em média, R$ 2.350 mil pelo metro quadrado (m2) construído – valor de lançamento.
"Pela tendência, a Cidade demonstra que o mercado ainda tem um crescimento acentuado e que Mogi é a bola da vez. O Município inteiro tem empreendimentos e para toda faixa de público. Há lançamentos tanto para quem ganha de 0 a 3 salários, por meio dos programas do Governo, como para quem tem renda bem superior e não se encaixa nas faixas sociais", ressalta João Francisco Chavedar, secretário municipal de Planejamento e Urbanismo. "Temos imóveis de R$ 50 mil, que são os do Minha Casa, Minha Vida para quem ganha até três salários (o tamanho é de 45 m2), como temos alguns que chegam a custar R$ 3,5 mil, ou até mais, por m2", acrescentou o arquiteto.
E basta verificar o sucesso de vendas de alguns desses empreendimentos para confirmar que Mogi das Cruzes é a bola da vez, como acredita o secretário de Planejamento, e que há demanda para os projetos imobiliários. O Helbor Spazio Club Alto do Ipiranga é um exemplo disso. As 184 unidades projetadas para o número 907 da Rua Jardelina de Almeida Lopes foram vendidas no final de semana do lançamento, ocorrido em dezembro.
Comercializado sob o conceito de condomínio clube, o Helbor Spazio teve, no lançamento, um custo médio de R$ 3,6 mil por m2. Isso significa que os apartamentos de três dormitórios foram vendidos por valores que variam de R$ 317 mil a R$ 412 mil, dependendo da metragem escolhida – são duas opções, de 86,90 m2 e 113,17 m2.
Os 184 apartamentos estão distribuídos em duas torres construídas numa área de 32,5 mil m2, e devem ser entregues em 2014. Os projetos voltados para as classes mais baixas, porém, ocupam terrenos bem menores. No Caputera, por exemplo, a Mudar Spe obteve a aprovação da Prefeitura para implantar 176 unidades numa área de 8,8 mil m2 na Rua Kikuji Iwanani. O empreendimento faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida e é voltado para famílias com renda de três a seis salários mínimos. O custo médio dos apartamentos varia de R$ 75 mil a R$ 80 mil e o tamanho gira em torno de 50 m2. Com o mesmo conceito, a Montmartre vai construir mais 200 apartamentos na Avenida Antonio Vieira do Nascimento, no Jardim Nathalie, num terreno de 9,1 mil m2 (veja matérias à página 2).
Os números da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo confirmam essa fase de aquecimento do setor e a diversidade nos empreendimentos. No ano passado, um total de 5.287 edificações foi aprovado pela Prefeitura, sendo que a maioria esmagadora – 5.239 – para fins de habitação. As demais são voltadas para o uso comercial e industrial. Ao todo, as novas construções habitacionais vão ocupar 516,6 mil metros quadrados de áreas urbanas. E o que é mais um fator que chama a atenção. Os lançamentos não estão concentrados numa ou em outra região, como acontecia antes, mas espalhados por bairros diversos do Município.
"Não há uma região específica para investimento. Temos imóveis tanto na Vila Suíssa como na Vila Cintra. Isso significa o aproveitamento de áreas ociosas existentes hoje e a possibilidade de implantar um empreendimento onde ainda tem infraestrutura suficiente", avalia o secretário de Planejamento. "Daqui para frente, o Município passará a exigir contrapartidas maiores dos empreendedores, como creches, escolas e acessos viários", complementa Chavedar, ao citar uma nova legislação que a Prefeitura enviará para a Câmara ainda neste semestre.
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