sábado, 12 de fevereiro de 2011

Minha Casa chega a nove municípios do Rio Grande do Norte

A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou novamente o balanço de financiamentos em 2010, mas dessa vez incluiu o detalhamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O programa foi responsável por R$ 852 milhões, do total de R$ 1,3 bilhões financiados pelo banco no ano passado. Dessa forma, o programa do Governo Federal foi responsável por 65% do volume financiado pela instituição bancária ao longo do ano passado e já permitiu a viabilização de imóveis nos municípios de Natal, Ceará Mirim, Extremoz, Macaíba, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo, Assu e Nísia Floresta.
A cidade de Parnamirim tem sido um dos principais alvos das construtoras que aderiram ao programaEm 2010, a CEF financiou mais de 21 mil imóveis no Rio Grande do Norte, dos quais 15,6 mil contratos foram fechados dentro do Minha Casa, Minha Vida, o que mostra que 74% do total de residências se concentraram no programa habitacional do Governo Federal. Com a ajuda do MCMV, a instituição superou a cifra de R$ 1,3 bilhão em aplicações no mercado imobiliário do estado, configurando um crescimento de 156%, em relação a 2009.
Na faixa de renda entre 0 e 3 salários mínimos, o banco contabilizou a participação de 13 construtoras, que são responsáveis por erguer 25 empreendimentos e um total de 8,8 mil unidades habitacionais, movimentando a soma de R$ 343 milhões em 2010.
Os imóveis, que deverão começar a ser entregues a partir do próximo mês, ficam nas cidades de Assu, Parnamirim, Ceará-Mirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Mossoró e Nísia Floresta.
Já em relação aos imóveis voltados à faixa de renda de 3 a 10 salários mínimos, 46 construtoras deverão erguer 54 empreendimentos, com um total de 8,4 mil unidades habitacionais, que movimentaram R$ 509 milhões ao longo do ano passado. Dentro deste grupo, as residências se concentram nos municípios de Natal, Mossoró e Parnamirim e a CEF não divulgou a previsão para o início da entrega dos imóveis.
Expectativa
O Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de 19.224 unidades habitacionais no Rio Grande do Norte, entre casas e apartamentos. Desse total, cerca de 40% devem ser destinadas a famílias com renda de zero a três salários mínimos, sendo 40% à faixa com renda de três a seis salários e 20% à parcela que ganha de seis a 10 salários mínimos, de acordo com informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal no final de 2010.
Para este ano, a expectativa da CEF é cumprir a meta de viabilizar 1 milhão de unidades habitacionais em todo o país, apenas dentro do Minha Casa Minha Vida. As perspectivas para 2011 seriam positivas em razão do elevado número de projetos em andamento no banco, das empresas terem se adequado às exigências do mercado financeiro e a prorrogação de incentivos como a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre insumos.
Balanço
São Paulo (AE) - A participação da Caixa no mercado de crédito nacional chegou a 10,32% em 2010, acima dos 8,79% do ano anterior. Ontem, o vice presidente de controle e risco da Caixa, Marcos Vasconcelos, disse que há cerca de 5 anos essa participação não passava dos 5%. No crédito imobiliário, mesmo com a maior concorrência, a fatia do banco subiu de 74,9% para 76,05%. No ano passado, a carteira do empréstimos cresceu 41,3% e chegou a R$ 175,8 bilhões, recorde histórico. As receitas com prestação de serviços bateram em R$ 10,477 bilhões em 2010, expansão de 16,8%. Esse crescimento, segundo Vasconcelos, não significa aumento de tarifas, mas prestação de mais serviços pelo banco e atração de novos clientes. Os número do Panamericano só vão ser consolidados no balanço da Caixa no primeiro trimestre deste ano, informou Vasconcelos.
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