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sábado, 12 de março de 2011

Salão Imobiliário

Tendo como slogam “Onde Você Quiser, Tem“, começará na próxima quarta-feira, no Centro de Convenções de Natal, o X Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, reunindo expositores nacionais e internacionais. Cerca de 300 empresas estarão participando do evento, que contará com muitas oportunidades, entre casas, apartamentos, empreendimentos turísticos, condomínios comerciais e rurais, com financiamento da Caixa Econômica Federal. O Salão, que é o segundo maior evento do setor no Brasil, deve atrair 35 mil visitantes e a expectativa dos organizadores é que o volume de negócios atinja R$ 300 milhões.
Estande
A Ecocil participará do X Salão Imobiliário do RN com um amplo e bem decorado estande, ocupando 56m² numa área central do evento. A incorporadora preparou uma série de promoções e novidades, visando atender clientes de várias faixas de renda. Entre os destaques, está a apresentação em uma grande maquete, do condomínio de apartamentos “Vida Ecocil Ecopark”, dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Trata-se do primeiro empreendimento da Ecocil em parceria com o programa implantado pelo Governo Federal, através da Caixa Econômica Federal.
Mês da Mulher
A Empório do Sono realiza uma campanha especial para comemorar o Mês da Mulher, com o tema “para todas as mulheres que existem em você”, a rede oferece preços e condições especiais em camas box, colchões e enxovais. Toda as peças gráficas foram criadas e estão sendo executadas pela Aragão Publicidade.
WestClinical
A EMBRACO lança em Mossoró um empreendimento inédito e exclusivo para os profissionais da saúde: o WestClinical, com uma infraestrutura de 1º mundo elaborada para atendimentos de alto nível. Uma extensa campanha coordenada pela Aragão Publicidade está sendo desenvolvida para divulgar esse prédio pioneiro na cidade.
Veículo
Os criativos da Art & C assinam a nova campanha do Picanto. A surpresa dos consumidores com o carro foi justamente o que inspirou a nova série de anúncios criados para a KIA DUNAS. Comunicação compacta e surpreendente.
Novo diretor
A criação da Art & C ganha mais um reforço. É o Diretor de Arte Fernando Liberato. Há 5 anos no mercado e concluindo o último ano do curso de Publicidade e Propaganda na UnP, o publicitário já traz prêmios Central do Outdoor e Prêmios Estudantis da UnP.
Nacional
A RedeTV! Apresentou proposta de R$ 1,5 bilhão e venceu a licitação do C13 para os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012-2014. A proposta apresentada pela emissora paulista foi de R$ 516 milhões anuais, totalizando R$ 1,54 bilhão e, por ter sido a única a participar do processo licitatório, acabou ganhando a “concorrência”. Os diretores da RedeTV! exigiram na proposta que os 20 principais clubes do futebol brasileiro sejam signatários da licitação, e pediram prazo para pagamento das luvas, cujo valor é de 20% dos R$ 1,548 bilhão por três anos de contrato. Além disso, a emissora pediu ao C13 paciência e flexibilidade durante o tempo em que será levantado o valor de R$ 309,6 milhões para confirmação do contrato, já que o montantes total a ser pago será parcelado em 39 meses, de outubro de 2011 e dezembro de 2014.
Prêmio
As inscrições para a 58ª edição do Cannes Lions, que se encerrariam nesta sexta-feira (11), foram prorrogadas por mais duas semanas. Os interessados em concorrer por Leões nas áreas de Film, Film Craft, Outdoor, Press, Design, Direct, Media, Radio, PR, Promo & Activation, Cyber ou Titanium and Integrated terão agora até 25 de março para garantir seus trabalhos entre os concorrentes.
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Alugar um imóvel requer cuidados

Alugar um imóvel pode ser uma boa fonte de renda mensal. Mas é preciso ter cuidado para que esse investimento lucrativo não se transforme em dor de cabeça. E o principal meio de evitar problemas, como a inadimplência e depredação, é procurar um corretor de imóveis. “Defendemos a participação de um corretor de imóveis nesse tipo de transação porque ele vai orientar o contrato de locação - que regula o direito de ambas as partes contratantes - pesquisar as referências do inquilino e, dependendo do contrato, a imobiliária poderá, inclusive administrar o imóvel, receber os aluguéis, realizar vistorias periódicas”, explicou o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), Waldemir Bezerra.
Casa que foi idealizada pelo jornalista Celso da Silveira estava deteriorada quando foi devolvidaNos casos em que o acerto é feito diretamente com o proprietário ou pessoa física, fica mais difícil de reclamar. A taxa paga para a imobiliária ou para o corretor pode encarecer o imóvel, mas dará a segurança ao consumidor.
Mas às vezes, mesmo cercando-se de cuidados, os problemas podem aparecer. Foi o que aconteceu com a jornalista Cristiana Coeli da Silveira Goldie. Em 2006, ela alugou, através de uma imobiliária, o casarão da família – construído na década de 60 - e quatro anos depois, com o fim do contrato recebeu o imóvel deteriorado.
“Antes de alugar a casa tinha feito uma grande reforma, contratei um restaurador para que fossem conservadas as características originais, pois o imóvel, além de valor econômico tem o lado sentimental, já que foi lá onde passei a minha infância. Mas quando recebi o imóvel, ele estava em péssimo estado de conservação. O inquilino – deputado Rogério Marinho – pintou a casa e como se não bastasse fez modificações na estrutura da casa”, disse Cristiana.
A casa a qual a jornalista se refere, está localizada na avenida Alexandrino de Alencar e foi idealizada pelo jornalista Celso da Silveira, com a ajuda de Moacyr Gomes da Costa – arquiteto que projetou o estádio Machadão. “Moacyr orientou o meu pai, pois ele queria tudo do bom e do melhor. Ele construiu um bar, com madeira de Jacarandá, que foi completamente destruído por Rogério Marinho. Ele retirou tudo! Ficou o espaço vazio, com o piso totalmente quebrado. Quando eu vi a cena, desmaiei”, disse Cristiana.
Ainda segundo a jornalista, no imóvel funcionaria um escritório para encontros de profissionais da educação. “Como meus pais foram grandes incentivadores da educação potiguar, ficamos muito contente que a casa também ajudaria a melhorar a educação porque engrandeceria ainda mais a memória dos meus pais. Mas na verdade, o imóvel foi utilizado como comitê de campanha do deputado Rogério marinho”, reclamou Cristiana.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE não teve acesso a parte interna da casa, porque a proprietária não está com as chaves do imóvel. Ela se recusou a recebê-las, pois tem medo que o ex- inquilino não pague pela reforma da casa, que foi orçada pelo vistoriador da imobiliária no valor de R$55 mil. Mas pelas fotos feitas por Cristiana dá para ter uma ideia do estado que ficou a casa.
“ Perdi as contas de quantas vezes fui até a Abreu Imóveis tentar resolver esse problema, mas ninguém me deu resposta. Dizem que não estão conseguindo falar com Rogério Marinho, que o jurídico está tentando resolver o caso, mas até agora nada. O que me deixa triste não é só o estado em que ficou a casa, mas a falta de respeito comigo e a minha família”, disse Cristiana Coeli.
A TN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Abreu Imóveis, que informou que está tentando um acordo entre as duas partes. E que nesta semana houve uma reunião com os advogados dos envolvidos e que deve-se chegar a um acordo. A reportagem também procurou, por telefone, Rogério Marinho. Mas até o fechamento desta edição ele não atendeu e nem retornou as ligações.
Dicas para inquilinos e proprietários
Deveres do Proprietário
- Entregar o imóvel em condições de uso. Se o inquilino perceber qualquer problema após a locação, deverá comunicar o proprietário e solicitar o conserto, por escrito;
- Fornecer os recibos de pagamento do aluguel discriminado;
- Pagar os impostos (IPTU), taxas e prêmios de seguro complementar contra incêndio. Porém, se no contrato constar que essa obrigação é do inquilino, ele terá que cumprir o que foi estabelecido;
- No caso de apartamento, cabe ao proprietário pagar as despesas extraordinárias do condomínio: reformas no prédio, fundo de reserva, troca de cabo de elevador, etc.

Deveres do Inquilino
- Pagar pontualmente o aluguel no prazo e local estipulados;
- Utilizar o imóvel conforme determinado em contrato (se para fins residenciais, não poderá ser utilizado para comércio);
- Restituir o imóvel, no final da locação, no estado em que o recebeu;
- Não modificar o imóvel sem o consentimento prévio, e por escrito, do proprietário;
- No caso de apartamento, cabe ao inquilino pagar as despesas ordinárias do condomínio: luz, água, limpeza, salários dos empregados;
Garantias que podem ser exigidas do inquilino
Caução
Pode ser de bens móveis ou imóveis. Normalmente é em dinheiro, não podendo exceder ao valor de três aluguéis e deverá ser depositada em caderneta de poupança. No final do contrato, não havendo dívidas, o inquilino deverá receber o total da conta de poupança
Seguro fiança
O inquilino faz um seguro junto a uma companhia seguradora
Importante
A cobrança antecipada do valor do aluguel (mês a vencer) somente poderá ser exigida pelo proprietário, caso o inquilino não ofereça uma das garantias acima descritas.
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quinta-feira, 3 de março de 2011

Somente OAS comparece à abertura de propostas para Estádio das Dunas

Da Redação do DIARIODENATAL.COM.BR, com informações de Alex Costa
O desfecho para a concretização da Parceria Público Privada (PPP) tomou um importante passo para a construção do Estádio das Dunas na manhã desta quarta-feira (2), durante a abertura dos envelopes de proposta, no prédio do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), onde também funciona a Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo (Secopa).
Após 28 empresas terem comprado o edital e apenas duas depositarem o caução no valor de 1% do custo total da obra, a OAS, empresa baiana responsável pela construção do novo estádio da Fonte Nova, um dos palcos da Copa, foi a única a comparecer ao local e confirmar o interesse na parceira com o Governo do Rio Grande do Norte.
Estiveram presentes no DER, o secretário da Secopa, Demétrios Torres, o diretor comercial da OAS, Elmar Varjão, representantes do comitê de licitação e o tribunal de contas. De acordo com o diretor da empresa baiana, a OAS preferiu aguardar os novos ajustes do edital, onde foram esclarecidos alguns pontos questionados pelas empresas interessadas.
“Se a nossa empresa foi capaz de investir R$ 1 milhão no projeto é sinal que pretendemos fechar o acordo”, disse Elmar Varjão.
O diretor financeiro ainda entregou uma pasta com quatro volumes, que foram classificados na seguinte ordem: credenciamento; proposta de habilitação; proposta técnica e proposta comercial, onde os custos previstos foram expostos.
A Secopa tem até 4 de abril para analisar a proposta, o que não significa que a parceria seja anunciada com antecipação.
OAS
O Grupo OAS, criado em 1976, atua em três segmentos da engenharia. Com a Construtora OAS, opera na construção civil e pesada; a OAS Empreendimentos é o segmento da empresa no mercado imobiliário; e a OAS Investimentos responsável por investimentos privados em infraestrutura e concessões de serviços públicos e privados. A empresa conta com mais de 35 mil colaboradores, das mais diferentes áreas, que fazem da companhia baiana uma referência em empreendedorismo, solidez e qualidade.
A OAS tem em seu portifólio mais de duas mil obras realizadas, incluindo estradas, ferrovias, portos, dutos, barragens, aeroportos, pontes, estádios, indústrias, shoppings, loteamentos, hotéis, condomínios residenciais e empresariais. São projetos arrojados, que transformaram as cidades onde a empresa está presente, tais como o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro; a Linha 4 do Metrô de São Paulo; a fábrica da Ford, em Camaçari, Bahia; o Aeroporto Zumbi dos Palmares, na cidade de Maceió, entre outros projetos.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Empresa do RN fecha parceria com o BB para facilitar o acesso e agilizar os financiamentos

A construtora Constel fechou, na manhã de ontem, uma parceria de cooperação com o Banco do Brasil, formalizando um contrato de Crédito Imobiliário inédito no Estado para seus clientes.

Entre os diferenciais do acordo, destacam-se as taxas especiais de juros, a partir de 8,4% ao ano; a carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela; a opção de “pular” uma prestação, onde o cliente pode escolher um mês do ano para adiar o pagamento da parcela, que será diluída ao longo do ano; o prazo do financiamento, que pode ser de até 30 anos (360 meses); o atendimento diferenciado, onde o Banco do Brasil garante a agilidade e finalização de todo o processo do financiamento em até 30 dias; a opção de incluir dentro do financiamento os custos da taxa de transferência e da escritura; e a redução dos custos, uma vez que a Constel ficará responsável pelo pagamento da Taxa de Avaliação do Imóvel, que antes era repassada para os clientes.

A Constel é a primeira construtora no Estado a dispor dessa modalidade de crédito com o Banco do Brasil, que, em sua política de expansão, planeja até 2014 estar entre os dois bancos de maior participação no mercado imobiliário do país. “A solidez financeira da Constel, somada a qualidade de seus processos construtivos, foram alguns dos fatores que fizeram o Banco do Brasil apostar nesta parceria” disse o superintendente estadual do BB, Sérgio Luiz Cordeiro.

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Demora na emissão de documentos emperra financiamentos de imóveis em Natal

A emissão da documentação necessária para que os empreendedores imobiliários possam entregar suas construções legalmente prontas e os clientes, por sua vez, garantam um financiamento, está sendo uma barreira no mercado de compra e venda de imóveis em Natal. De acordo com o diretor da Aliança Imobiliária, Luiz Dias Macedo, depois de uma construção concluída, a documentação pode demorar seis ou sete meses para estar juridicamente legal e o imóvel estar pronto para ser entregue ao novo proprietário. "Quanto maior o empreendimento, maior a dificuldade", destacou.
Segundo Luiz Dias, os trâmites burocráticos são uns dos grandes gargalos na compra de um imóvel. "O empresário tem dificuldades de entregar o empreendimento por questões meramente administrativas. As incorporadoras estão sendo obrigadas a alargar em um ano a entrega, em virtude dessa documentação", informou. O diretor de imobiliária ressalta que essa demora prejudica não só o empresário, mas, principalmente, a população, que pode perder as oportunidades de aquisição do imóvel.
Além da documentação necessária antes da construção da obra, como licença ambiental, licença do Corpo de Bombeiros, alvará de construção e registro de incorporação, que podem demorar até seis meses para estarem de acordo com o exigido, depois que a obra fica completamente pronta é preciso mais tempo para estar legalizada.
Segundo Luiz Dias, o tempo gasto com a emissão dos documentos vai depender do tamanho do imóvel e pode demorar de uma média de sete meses após o final da construção. "Depois que a obra está pronta, é preciso buscar, junto à prefeitura, a certidão do Habite-se e a certidão de Característica para que a averbação do imóvel possa ser feita no cartório. Além desses documentos, o empreendedor precisa pedir a certidão negativa de débitos (CND) da Previdência Social (INSS), bem como a vistoria do Corpo de Bombeiros", informou.
Desorganização e burocracia dificultam processo
Luiz Dias aponta que a dificuldade e a demora são ocasionadas principalmente pela desorganização administrativa dos órgãos públicos. "É preciso que se tenham mecanismos que estabeleçam um plano de ação para que as ações fluam mais rápido. O Corpo de Bombeiros não está preparado para atender a demanda de empreendimentos; existem apenas sete cartórios em Natal, a mesma quantidade existente em Mossoró, que tem um terço da população da capital, o que ocasiona uma sobrecarga nesses locais. No INSS, são dois servidores para atender todo o estado. Isso precisa ser revisto", explicou.
Segundo o especialista, o sonho da casa própria pode ser frustrado pelas dificuldades. "Muitas famílias não têm conseguido as negociações, porque dependem do financiamento e para que este seja realizado, os bancos analisam criteriosamente a situação jurídica do imóvel", disse. Segundo ele, a situação que existe hoje é de uma sociedade que tem o crédito do financiamento, mas acaba tropeçando na burocracia. "Esse é um momento em que o mercado imobiliário está muito abundante. Mas, apesar disso, as pessoas nem sempre conseguem finalizar suas negociações porque os órgãos públicos não acompanham o crescimento da demanda", disse.
Melhoria do serviço
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon/RN) está visitando os órgãos públicos para sugerir melhorias na emissão dos licenciamentos. Segundo a diretora-executiva do Sinduscon-RN, Ana Adalgisa Paulino, realmente existe essa demora, tanto no licenciamento inicial, quanto no final, por isso, o sindicato está conversando com as entidades no sentido de diminuir a dificuldade. "Temos uma proposta de que seja criada uma espécie de central fácil, onde todos os órgãos que precisem emitir esses documentos estejam acessíveis no mesmo local", informou. O sindicato acredita que isso ajudará a facilitar o processo, por isso, apresentou essa e outras sugestões ao secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Olegário Passos.
O que um empreendimento construído precisa
l Certidão do habite-se e de Característica - documentos que atestam que o imóvel foi construído seguindo-se as exigências (legislação local) estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos.
l CND - Certidão negativa de débitos do INSS - documento emitido pela Previdência Social, para comprovar a regularidade de contribuições dos empreendedores com a Seguridade Social.
l Vistoria técnica do Corpo de Bombeiros - uma vistoria técnica do Corpo de Bombeiros para segurança contra incêndio, pânico, rachaduras e risco de desabamento.
l Registro do imóvel - é o ato que declara quem é o verdadeiro proprietário do imóvel, ou se a propriedade deste bem está sendo transmitida de uma pessoa para outra. Toda vez que se leva uma escritura de compra e venda ou hipoteca de um imóvel ao Cartório, por exemplo, ela é registrada na matrícula, ou seja, os dados referentes ao negócio que se efetivou são anotados na matrícula do imóvel ao qual diz respeito.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Minha Casa chega a nove municípios do Rio Grande do Norte

A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou novamente o balanço de financiamentos em 2010, mas dessa vez incluiu o detalhamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O programa foi responsável por R$ 852 milhões, do total de R$ 1,3 bilhões financiados pelo banco no ano passado. Dessa forma, o programa do Governo Federal foi responsável por 65% do volume financiado pela instituição bancária ao longo do ano passado e já permitiu a viabilização de imóveis nos municípios de Natal, Ceará Mirim, Extremoz, Macaíba, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo, Assu e Nísia Floresta.
A cidade de Parnamirim tem sido um dos principais alvos das construtoras que aderiram ao programaEm 2010, a CEF financiou mais de 21 mil imóveis no Rio Grande do Norte, dos quais 15,6 mil contratos foram fechados dentro do Minha Casa, Minha Vida, o que mostra que 74% do total de residências se concentraram no programa habitacional do Governo Federal. Com a ajuda do MCMV, a instituição superou a cifra de R$ 1,3 bilhão em aplicações no mercado imobiliário do estado, configurando um crescimento de 156%, em relação a 2009.
Na faixa de renda entre 0 e 3 salários mínimos, o banco contabilizou a participação de 13 construtoras, que são responsáveis por erguer 25 empreendimentos e um total de 8,8 mil unidades habitacionais, movimentando a soma de R$ 343 milhões em 2010.
Os imóveis, que deverão começar a ser entregues a partir do próximo mês, ficam nas cidades de Assu, Parnamirim, Ceará-Mirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Mossoró e Nísia Floresta.
Já em relação aos imóveis voltados à faixa de renda de 3 a 10 salários mínimos, 46 construtoras deverão erguer 54 empreendimentos, com um total de 8,4 mil unidades habitacionais, que movimentaram R$ 509 milhões ao longo do ano passado. Dentro deste grupo, as residências se concentram nos municípios de Natal, Mossoró e Parnamirim e a CEF não divulgou a previsão para o início da entrega dos imóveis.
Expectativa
O Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de 19.224 unidades habitacionais no Rio Grande do Norte, entre casas e apartamentos. Desse total, cerca de 40% devem ser destinadas a famílias com renda de zero a três salários mínimos, sendo 40% à faixa com renda de três a seis salários e 20% à parcela que ganha de seis a 10 salários mínimos, de acordo com informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal no final de 2010.
Para este ano, a expectativa da CEF é cumprir a meta de viabilizar 1 milhão de unidades habitacionais em todo o país, apenas dentro do Minha Casa Minha Vida. As perspectivas para 2011 seriam positivas em razão do elevado número de projetos em andamento no banco, das empresas terem se adequado às exigências do mercado financeiro e a prorrogação de incentivos como a isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre insumos.
Balanço
São Paulo (AE) - A participação da Caixa no mercado de crédito nacional chegou a 10,32% em 2010, acima dos 8,79% do ano anterior. Ontem, o vice presidente de controle e risco da Caixa, Marcos Vasconcelos, disse que há cerca de 5 anos essa participação não passava dos 5%. No crédito imobiliário, mesmo com a maior concorrência, a fatia do banco subiu de 74,9% para 76,05%. No ano passado, a carteira do empréstimos cresceu 41,3% e chegou a R$ 175,8 bilhões, recorde histórico. As receitas com prestação de serviços bateram em R$ 10,477 bilhões em 2010, expansão de 16,8%. Esse crescimento, segundo Vasconcelos, não significa aumento de tarifas, mas prestação de mais serviços pelo banco e atração de novos clientes. Os número do Panamericano só vão ser consolidados no balanço da Caixa no primeiro trimestre deste ano, informou Vasconcelos.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Investimento de R$ 1 mi em agência na ZN

O Banco do Brasil (BB) inaugurou ontem a terceira agência da instituição na Zona Norte de Natal, um investimento de R$ 1,05 milhão que marca a estreia do novo padrão visual do banco no estado e que, em dois anos, pretende atrair pelo menos 4 mil correntistas para a “carteira” de clientes da instituição. “Se considerarmos a possibilidade de migração de usuários, podemos dizer que esse número poderá até dobrar no período”, estimou a gerente geral da nova unidade, Ana Maria de Melo Lopes.
Parte de um plano de reforma e expansão que deverá consumir mais de R$ 15 milhões no Rio Grande do Norte este ano, a agência está localizada no interior do Norte Shopping e é a primeira do estado a ser ambientada no novo padrão visual do BB. Entre as novidades, uma das principais é que não há na unidade as tradicionais portas giratórias, o que, na visão do superintendente do banco, Sérgio Luiz Cordeiro de Oliveira, não compromete a segurança do estabelecimento.
“Dentro de um plano de segurança exigido pelo Banco Central é preciso ter no mínimo três equipamentos e nós temos os três: câmeras de filmagem, fechaduras de retardo de tempo e vigilância armada”, frisa. Segundo Cordeiro, no país, existem apenas 47 agências nesse padrão e, no caso do RN, o plano é adotar a mesma estrutura em outras 14 unidades em 2011. A unidade que inaugura esse novo conceito no estado aumenta para três o número de agências da instituição na Zona Norte [outras duas estão localizadas no bairro Igapó e no supermercado Nordestão]. “Deveremos continuar aumentando nossa infraestrutura na região via terminais de autoatendimento, mas, até 2012, é possível que inauguremos mais uma agência, considerando o tamanho da população”.
Shopping
Além de robustecer os negócios do banco, a inauguração da agência poderá aumentar o fluxo de consumidores no shopping em cerca de 15%, de acordo com estimativas do superintendente do empreendimento, Antônio Barandas. Atualmente, diz ele, 600 mil clientes circulam por mês nos corredores do shopping.
Outra investida do empreendimento para atrair mais consumidores são as cinco salas de cinema, que deverão receber até R$ 5 milhões em investimentos e eram esperadas para 2010, mas acabaram ficando para 2011. O atraso foi motivado pela crise financeira mundial, que provocou retração nos investimentos, e também por questões ligadas ao financiamento do projeto, disse o presidente do grupo Ecocil, controlador do Norte Shopping, Fernando Bezerra. De acordo come ele, as salas deverão ser inauguradas no segundo semestre do ano.
Ainda durante a solenidade de inauguração do Banco do Brasil no shopping, Bezerra anunciou que a Ecocil irá construir seu primeiro empreendimento imobiliário na Zona Norte, em frente ao shopping. O empreendimento deverá ser lançado até agosto deste ano e terá na primeira etapa 500 apartamentos.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

“A sociedade precisa saber comprar”

O empresário cearense Jorge Alberto Studart Gomes, o Beto Studart, é proprietário da BSPar Incorporações, e na semana passada fechou uma parceria com a Delphi Engenharia. Dessa forma, após uma negociação que durou 90 dias, foi criada a empresa BSPar Delphi gestora imobiliária, que promete erguer 20 empreendimentos na capital potiguar ao longo dos próximos dois anos. Nessa entrevista, Studart conta os motivos que o atraíram ao mercado natalense, fala sobre o programa habitacional Minha Casa Minha Vida e revela ver em Natal uma realidade de intenso desenvolvimento para a construção civil.
Como foi iniciada a conversa entre a BSPar e a Delphi?
Houve, inicialmente, um interesse recíproco das empresas. Eu conheço o pai da Cintia (Delfino – diretora da Delphi) há muito tempo, que é o Raimundo Delfino, o admiro muito como empresário, e soube do trabalho, da seriedade e do profissionalismo da Delphi, no mercado de Natal. Em Fortaleza, estamos desenvolvendo, além das atividades financeiras, na atividade da construção e da incorporação, um movimento muito forte. Assim, resolvemos passar a atuar em Natal e, casualmente, eu e Cintia nos encontramos em Fortaleza, começamos a conversar e depois de alguns novos encontros, terminamos por acertar a parceria.
Quanto tempo durou essa negociação?
Foram 90 dias. Esse processo teve início em 2010 e culminou durante a semana passada. Agora, com toda a documentação assinada, nós somos parceiros.
O que atraiu o senhor, no mercado do Rio Grande do Norte?
Natal está passando por um período pujante para a construção civil. O que mais me atraiu foi o histórico da Delphi, com aquilo que já foi realizado e de que forma foi realizado, o respeito que empresa tem pelo mercado e que o mercado tem pela empresa. Eu tenho a pesquisa de todos os empreendimentos da Delphi, mas antes de recebê-las, já prevalecia a confiança que eu tenho na direção da empresa. Esta foi a razão motivadora para eu entrar no mercado de Natal. Eu sempre digo que, embora sejamos parceiros meio a meio, a Cintia (Delfino) será a nossa presidente em Natal, pois ela que tocará as obras na capital potiguar, em conjunto com os diretores de Fortaleza, que se for necessário estarão com ela, decidindo sobre as mais diversas áreas.
De que forma o senhor acompanhará os 20 empreendimentos previstos para serem erguidos pela empresa em Natal?
Nós montamos uma gestora em Natal e os nossos diretores de Fortaleza irão se revezar. O diretor de suprimentos se reunirá com a Cintia Delfino, depois será o diretor técnico de engenharia, o de suprimentos e outros profissionais ligados às áreas de atuação que se fizerem necessárias. Dessa forma, a diretora da Delphi estará sempre cercada de pessoas da minha mais alta confiança e, tenho certeza, hoje também da mais alta confiança dela. Também poderemos conversar via videoconferência. É assim que iremos interagir, compartilhando as ações nessa caminhada.
Este é o seu primeiro investimento no Rio Grande do Norte?
É o nosso primeiro investimento no estado, sim. Já temos planos de realizar novos, pois a nossa vontade é de não parar nunca, até que o mercado nos dia “não”. Mas enquanto o mercado estiver promissor, crescendo É isso que vemos hoje em Natal, por causa da renda da população que é bastante estável, também pelo sistema bancário, que hoje entrou no mérito dos financiamentos da cada própria e não apenas para a população de baixa renda. Assim, tenho a impressão de que vamos continuar por bastante tempo. O nosso negócio é para valer.

Como o senhor avalia o programa habitacional Minha Casa Minha Vida?
O programa ajudou muito o setor da construção civil a crescer. O déficit habitacional brasileiro é em torno de oito milhões de residências e esse é um programa político social, que não tem fim. O Minha Casa Minha Vida atua em uma questão de dignidade da sociedade e não pode mais parar. Todo mundo tem o direito à casa própria e o governo foi muito inteligente em criar esse programa, pois ele dará acesso à casa para milhões de pessoas no nosso país, além de estar contribuindo para o desenvolvimento da nossa economia e do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Na quarta-feira passada, o teto para os financiamentos foi aumentado. O senhor acredita que essa medida ajudará o setor?
No nosso negócio, provavelmente não. Mas ajudará a construção civil como um todo.
O 20 empreendimentos previstos pela parceria da BSPar com a Delphi serão voltados para qual público?
Para o público de média e alta rendas. Serão todos em Natal. A nossa expectativa para o período entre 2011 e 2012 é de lançar aproximadamente 1,5 mil unidades habitacionais.
Quantos empregos a empresa irá gerar na capital do RN?
Acho que iremos contribuir para a manutenção. Não quero nem dizer na geração de novos empregos, porque a Delphi já vem, de forma importante, participando deste processo. Então, essa nova empresa irá ajudar a aumentar a quantidade de empregos, sim, porque agora dará uma maior velocidade aos empreendimentos. Eu não sei qual será o volume do aumento, mas isso irá acontecer e também haverá uma maior estabilidade aos empregos em questão. A mão de obra na construção civil está começando a ficar escassa. Às vezes a gente tem 100 pedreiros, precisa de mais 100 e tem uma certa dificuldade em contratar. Dessa forma, temos que lançar agora os empreendimentos de acordo, inclusive, com essa disponibilidade da mão de obra. E uma das limitantes que poderemos encontrar é exatamente essa capacidade de gerar empregos e qualificar os trabalhadores. Em Fortaleza, por intermédio da BSPar, estamos criando um centro de formação profissional.
Como será a atuação do centro profissional da BSPar?
Queremos profissionalizar as pessoas, tentar melhorar o nível de todos. Será uma forma de dar para os funcionários mais conhecimento, e ao mesmo tempo, de fidelizar. No Ceará, estamos começando essa ação, como iniciativa própria.
Votando à negociação entre a BSPar e a Delphi, há uma parceria ou uma sociedade?
Nós criamos uma nova empresa, chamada BSPar Delphi gestora imobiliária. A participação é de meio a meio. A empresa traz para o seu bojo 20 novos empreendimentos. Isso dará para a Delphi, a possibilidade de imprimir velocidade e encerrar todas as suas obras antigas.
Quais foram os valores envolvidos nessa negociação?
Eu não queria falar em valor. Mas o valor envolvido de VGV (Valor Geral de Vendas) é de R$ 600 milhões. O VGV de obras, que nós vamos fazer em 2011 e 2012. Esse é o valor que posso te passar. O valor da negociação em si, não. Acho que isso é um pouco mais nosso.
Falando do mercado imobiliário como um todo, o senhor acredita que a insegurança jurídica é uma questão superada ou ainda há muita preocupação do setor em relação a isso?
Eu acho que a sociedade, não apenas de Natal, mas do Brasil todo, precisa saber comprar. Ela precisa comprar das empresas que têm um bom histórico patrimonial. Não é somente o histórico de construção já realizada, mas a sua condição econômica atual. Hoje, a sociedade compra com base na confiança na incorporadora. Então, é preciso que antes da compra, se conheça quem é a incorporadora, quem são seus sócios, qual é o caráter dos seus sócios, qual é a sua condição econômica, se a empresa é forte e se tem lastro para poder dar continuidade. Isso é o que dá tranquilidade e segurança a todos.
A insegurança jurídica é uma realidade no Ceará?
Hoje, todo lançamento está sustentado por uma sociedade de propósito específico (SPE). É só as pessoas terem o cuidado de entrar na SPE, lerem os instrumentos contratuais cuidadosamente, para poder ter segurança. Na nossa gestão, por exemplo, cada SPE, cada edifício, cada lançamento, terá a sua administração financeira. Dessa forma, não vai haver possibilidade de contaminação de qualquer natureza passiva. Então, todo recurso que está no caixa daquela empresa é intrafegável entre as empresas. A maior segurança que podemos dar à sociedade do Rio Grande do Norte e de Natal é justamente a incomunicabilidade dos ativos das nossas SPE.
Para que os potiguares conheçam um pouco sobre a BSPar, o senhor pode dizer desde quando ela está no mercado e qual a área de atuação?
Eu já tenho muitos anos de empresário. Sou oriundo da química agrícola, tinha uma fábrica de defensivos agrícolas, que operava no Brasil todo e tornou-se a maior indústria de agroquímicos nacional, a Agripec. Em 2007, vendi essa fábrica para um grupo australiano. E, como em 2005, eu já tinha iniciado alguns movimentos na área imobiliária, me voltei para o setor de imóveis e estou achando muito bom, estou muito feliz. O nosso nome é extremamente respeitado em Fortaleza e acho que é o grande patrimônio que eu, como pessoa física e jurídica, tenho. A sociedade toda acredita em tudo o que nós fazemos, na solidez do nosso grupo. Somos um grupo antigo como pessoa e é isso o que nós fazemos. Temos hoje, em Fortaleza, um volume de obras a ser lançado nos próximos dois anos, superior a R$ 1,5 bilhão. É muita coisa.
Quantos empreendimentos a BSPar possui em Fortaleza?
Se não me falhe a memória, hoje estamos com 32 empreendimentos lançando e sendo preparados para lançar até 2012.
Qual o volume de empregos gerados na capital cearense?
Até meados de 2011, deveremos chegar a um total entre 1,1 mil e 1,2 mil empregos.
A qualificação será trabalhada junto a todos os empregados?
Sem dúvida. Dentro do possível, é tentar fazer do mestre de obras um engenheiro ou qualificá-lo melhor como mestre de obras, tentar levar o pedreiro a mestres de obras. Ou seja, ajudar essas pessoas a crescer dentro do mercado. Acho que isso oferece dignidade ao trabalhador.
O senhor gostaria de fazer mais alguma consideração?
Queria apenas deixar claro que a minha satisfação e a minha crença nos valores éticos são fundamentais. Foi por isso que construímos tanta coisa no Ceará. Também foi por causa desse meu pensamento, que me aliei à Delphi, pois os princípios da diretoria são extremamente fortes e éticos.
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Goleada da especulação imobiliária

A possibilidade de Natal sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014 já tem reflexo econômico direto no setor imobiliário, no entorno da área do Estádio João Machado. Lagoa Nova - bairro escolhido para a construção do futuro Estádio das Dunas - tem hoje o metro quadrado de área mais caro de Natal. Construtores apostam em valorização ainda maior.
Relacionado entre os bairros com maior número de domicílios particulares da cidade e com um dos maiores adensamentos da cidade (3.0), perdendo apenas para o eixo Tirol-Petrópolis e Ribeira (todos com 3.5), o bairro de Lagoa Nova abriga um fenômeno imobiliário único para uma cidade à beira mar: tem hoje o metro quadrado de terra mais caro de Natal. Embora terra propriamente dita seja mercadoria raríssima na região do entorno do estádio João Machado, o valor especulativo da metro2 ali se aproxima do que é praticado hoje nas áreas à beira mar de Natal.
Mesmo sem o privilégio da vista do Atlântico, todo o entorno do Machadão, formado preponderante mente por prédios públicos e um punhado de imóveis comerciais e apartamentos de classe média, é considerado hoje pelo mercado imobiliário o metro quadrado de terra mais valorizado de todos os tempos no mercado local. Isso, é claro, tirando alguns delírios comerciais que marcaram o auge da presença do capital estrangeiro, em meados da década passada.
Possível epicentro de um dos maiores eventos esportivos do mundo a área do entorno do Machadão é cobiçada por quem vislumbra negócios imobiliáriosEsta semana, uma pesquisa informal conduzida pela TRIBUNA com empresários do mercado de compra e venda de imóveis chegou a um valor aproximado para o metro quadrado da terra ali – entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00.
Essa condição especialíssima do VGVs (Valor Geral de Vendas) pode aumentar meteoricamente no caso da Copa de 2014 realmente ter Natal entre as suas subsedes – uma possibilidade que ainda flerta perigosamente com o fracasso.
Considerado a área mais central da cidade, onde boa parte do trânsito se distribui para diversas regiões, esse pequeno trecho emblemático de Lagoa Nova – quem diria – já foi um lugar ermo três décadas atrás.
Hoje, a região resume de maneira dramática um problema que aflige cidades de pequena extensão territorial, como Natal e Vitória, capital do Espírito Santo. “Como somos a menor capital em dimensão territorial do Brasil e a tendência de crescimento é a verticalização, começaremos a demolir antigos espaços para construir outros novos”, diz Olegário Passos, secretário municipal de Urbanismo e Meio Ambiente. E as regiões a serem mais afetadas são justamente a de maior coeficiente de adensamento e onde há a possibilidade de se licenciar torres altas, com maior número de unidades. O coeficiente de adensamento é o resultado de um cálculo simples: os metros quadrados do terreno multiplicado por 3 (no caso de Lagoa Nova), e dividido pela metragem média da unidade residencial (57 metros quadrados). Daí se tira o número de unidades que podem ser construídas na área.

Olegário Passos diz que o primeiro problema desse rápido crescimento será pensar como reciclar os restos de material de construção resultado das demolições. Um plano para reciclar todo esse resíduo sólido, especialmente com a possibilidades de um boom construtivo com a Copa de 2014, “é uma prioridade de qualquer gestor responsável”.
Sebrae/RN já tem projeto para mudar de endereço
Mesmo sem a confirmação de Natal como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol em 2014, mudanças urbanas importantes já estão em curso no trecho em torno do Estádio Machadão.
O novo presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RN, Sílvio Bezerra, confirmou esta semana à TRIBUNA DO NORTE que já está adiantada a idéia de venda do prédio do Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE), instalado numa área de seis mil metros quadrados na Avenida Lima e Silva, onde o viaduto do Quarto Centenário despeja centenas de veículos por hora.
“A idéia, que já está posta para o Sebrae Nacional, é a possibilidade da venda das instalações atuais, por meio de um leilão, e uso dos recursos na construção de uma nova sede com uma boa área de estacionamento”, disse Bezerra.
Nesse caso, realmente um dos grandes motivadores da transferência seria a falta de estacionamento. “Impressiona a dificuldade que a nossa clientela e até os funcionários têm para estacionar por aqui”, comenta Sílvio Bezerra, que transformou a idéia da mudança em uma de suas principais bandeiras administrativas. “Com mais espaço e conforto para o visitante, vamos produzir mais e melhor”, raciocina.
Ele calcula, preliminarmente, que o prédio do Sebrae-RN esteja avaliado em R$ 9 milhões, hoje. “É claro que com a Copa aqui a tendência é de uma valorização muito maior dos imóveis na região”, acrescenta.
Para Ricardo Abreu, ex-presidente do CDL e articulador de uma das operações imobiliárias mais bem sucedidas do mercado local – a transferência de sua empresa para uma grande imobiliária nacional - toda a área do entorno do Estádio Machadão seria apropriada para expansão residencial e comercial. Isso se houvesse terrenos disponíveis. “Nesse momento há um empreendimento em Cotovelo à beira mar com o preço do metro quadrado parecido com essa região do estádio João Machado”, lembrou Abreu. “Ali, o preço do metro quadrado construído está por volta dos R$ 5,7 mil”, informa.
SÍTIO
Um dos mais ilustres moradores no entorno do Machadão, o ex-governador Geraldo Melo mudou-se para Lagoa Nova quando a avenida Prudente de Morais e outras importantes vias de hoje não conheciam asfalto, embora o estádio de futebol já existisse.
Foi ali, no começo dos anos 80, que o ex-governador Geraldo Melo comprou ao Juiz de Direito Geraldo Fernandes a área de sete mil metros quadrados para construir uma mansão protegida por altos muros e voltada para o estádio João Machado. E, na época, teve que responder perguntas do tipo: “Resolveu morar no sítio?”
Pois só este ano, que mal começou, Geraldo Melo já recebeu seis propostas de venda da propriedade - entre inúmeras outras nos últimos anos. “Sempre aparece quem queira comprar - ele diz -, mas este ano o número foi maior”. Perguntado esta semana se realmente venderia a propriedade, Geraldo Melo se esquivou. Disse o seguinte sobre a possibilidade de um negócio na propriedade: “Eu só não vendo a mulher, os filhos e a honra”. Mas, acrescentou: “Nunca falo sobre valores, interessados e na minha disposição”.
Indagado se estava esperando a construção da nova arena que sucederia o Machadão para bater o martelo, foi ainda mais superficial na resposta: “Minhas prioridades não são orientadas senão pelas minhas necessidades pessoais e, portanto, independem da realização da Copa em Natal”.
Especulação ou não, o fato é que Natal foi impondo, ao longo da última década, uma valorização imobiliária forte, atribuída à expansão de seu turismo, especialmente depois da construção da Via Costeira, que fez de Ponta Negra um paraíso de grandes negócios de compra e venda. A possibilidade de Natal ser uma das sedes da Copa em 2014 aparece como o melhor momento imobiliário para Lagoa Nova. É esperar para confirmar a Copa e as boas negociações nesse setor.
Descartada a saída do Centro Administrativo
O secretário Demétrio Torres, que sucedeu o empresário Fernando Fernandes no comando da Secretaria Especial da Copa (Secopa), ficou contente ao saber sobre a valorização estimada da região do estádio João Machado. “Tenho uma casinha ali, sabia?” – disse esta semana ao saber do preço potencial do metro quadrado da terra.
Agora, se isso poderia influenciar numa possível decisão do Estado em se desfazer de parte da área do Centro Administrativo, como previa o projeto anterior da Copa, isso são outros quinhentos. “Sinceramente, acho muito difícil pensar neste momento em se desfazer do Centro Administrativo, com todas as secretarias instaladas ali e partir para um projeto mais ambicioso”, declarou.
Demétrio, que participou ativamente de uma solução para salvar toda a área da Secretaria de Infraestrutura de uma degola prevista no projeto original do estádio Arena das Dunas, diz que a redução nas dimensões do projeto original não inviabiliza a intenção de realizar a Copa do Mundo na cidade. “Agora, desmobilizar todo o aparato administrativo demandaria uma solução muito bem amarrada de para onde ir e quanto tempo isso ia levar”, avisa.

Empresários com interesse no mercado imobiliário, ouvidos esta semana pela TRIBUNA, disseram que a concretização da Copa de 2014 na cidade é algo equivalente à descoberta da camada de pré-sal para Natal. O entorno do Machadão, estendendo-se para várias vias de ligação, está no epicentro desse processo de enriquecimento.
Enquanto isso, os poucos terrenos que ainda restam no perímetro do estádio João Machado sinalizam favoravelmente aos bons tempos. Um deles fica ao lado da Promatre, na Rua São José, um imenso terreno que poderia abrigar ao menos duas torres.
De propriedade dos donos do hospital, a área é um estacionamento de administração terceirizada, que recebe em média 400 carros por dia – parte de funcionários e a outra parte de parentes dos pacientes.
O projeto Via Livre retirou qualquer possibilidade de um estacionamento gratuito na rua São José – uma tendência que deve se espalhar para todas as vias importantes da cidade. Isso não impediu que muitos negócios sem estacionamento prosperassem por ali.
Dois conhecidos restaurantes na mesma Rua São José, por exemplo, a poucas quadras no estádio, passaram e passam por reformas, melhorando as condições de atendimento.
Com aluguéis médios de R$ 1,8 mil por mês, são imóveis pertencentes ao espólio da Datanorte, que a atual administração da governadora Rosalba Ciarlini pretende fechar. Em média, informa a funcionária de um desses restaurantes, são servidas diariamente 500 refeições por almoço – uma marca mais com registrada apenas nas praças de alimentação de grandes shoppings.
Uma boa explicação para a prosperidade daquela área, repleta de comércio variado – de bares a revendas multimarcas de automóveis – está justamente na densidade habitacional.
Hoje, o bairro concentra mais de 36 mil habitantes, segundo pesquisa do IBGE de 2008. A população do bairro diminuiu 2% na última década, mas aumentou consideravelmente seu poder aquisitivo. Uma fenômeno típico da concentração de renda.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Alta estação: boa oportunidade para aquecer o mercado imobiliário no litoral potiguar

O movimento nas praias nesta época de veraneio está servindo para aquecer o mercado imobiliário, com o lançamento de grandes empreendimentos no litoral potiguar. Pegando carona no fluxo de turistas e veranistas, dois eventos irão agitar o mês de janeiro no litoral Sul. O primeiro será nesta quinta-feira (13), o lançamento oficial do "Fest MD Imóveis", no Espaço Pittsburg, na Praia de Pirangi do Norte, para divulgar a comercialização de empreendimentos da construtora Moura Dubeux, em parceria com a Caio Fernandes Negócios Imobiliários. A proposta é que os veranistas da região, além de desfrutarem de momentos de lazer e diversão, também possam conhecer excelentes oportunidades de moradia ou investimento.

O segundo evento ocorre no dia 22 de janeiro, no estande do In Mare Residencial Resort, na praia de Cotovelo, a partir das 16h. Será a badalada White Party (Festa Branca), com patrocínio da Cyrela Plano&Plano e Abreu, que respondem pelo empreendimento de alto padrão. A animação ficará por conta de bandas e DJ´s. O objetivo é aproveitar a badalação para mostrar o belo estande do In Mare, além dos detalhes do empreendimento apresentados pela maquete de mais de 80m².

http://www.nominuto.com