sábado, 15 de janeiro de 2011

BMC faturou 600% mais em 2010

O crescimento da indústria da construção civil, sobretudo, nos segmentos imobiliário e de infra-estrutura fez o volume faturado pela Brasil Máquinas (BMC), distribuidora de equipamentos para construção, saltar de R$ 100 milhões, em 2009, para R$ 600 milhões, no ano passado.
A companhia, que representa gigantes do setor, como a Hyundai, se prepara para consolidar presença nos demais países latino-americanos. Para o presidente-executivo da BMC, Felipe Cavalieri, a instalação da fábrica de máquinas pesadas da sul-coreana no País será fundamental para atingir a meta de expansão. "Esta será a plataforma de exportação da Hyundai na América Latina", disse.
Embora a construção da unidade só deva terminar no ano que vem, o executivo afirma que as expectativas são enorme. A planta deverá contribuir para que os ganhos da BMC subam cerca de 20% em 2011. "O projeto solidifica a confiança do mercado brasileiro na força da nossa empresa", afirmou. "Esta será a primeira fábrica da Hyundai no Ocidente".
POTENCIAL. Cavalieri lembrou que, inicialmente, a direção da empresa sul-coreana considerou construir a fábrica nos Estados Unidos. Acabou escolhendo o Brasil. "Eles perceberam que, apesar de ser menor, o mercado brasileiro apresenta perspectivas melhores de crescimento que o norte-americano".
O executivo confirmou que grupo oriental decidirá qual estado sediará a fábrica em fevereiro próximo. "A disputa está entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. São Paulo e Espírito Santos já saíram do páreo", antecipou. A planta, que deve entrar em operação no primeiro semestre de 2012, demandará investimento de US$ 150 milhões (R$ 253,65 milhões) e terá capacidade de produção anual de 5 mil máquinas - entre escavadeiras, retroescavadeiras e pás-carregadeiras.
A planta brasileira será plataforma de exportação na América Latina. A empresa considerou construir a unidade nos EUA, mas decidou pelo Brasil que tem melhores perspectivas de crescimento".
Cavalieri antecipou que uma parceria com a também sul-coreana XCMG representa outra oportunidade de expansão para a BMC no País. Segundo o executivo, a empresa pretende instalar uma fábrica de máquinas de construção no Brasil. Como primeiro passo, a BMC investiu R$ 10 milhões na reformar o galpão alugado em Serra (ES), onde as peças serão montadas até que a unidade seja construída. "A previsão é que a linha de montagem entre em operação no final do primeiro semestre".
Além disso, informou ele, com a ajuda de uma consultoria internacional contratada pela XCMG, a BMC está desenvolvendo um estudo de viabilidade do empreendimento. Cavalieri garantiu que o projeto sairá do papel. "As conversas coma empresa já estão bastante avançadas", disse. O executivo frisou que o assunto foi discutido com o vice-presidente da sul-coreana, quando ele esteve no Brasil no fim do ano passado.
Cavallieri não divulgou o montante do investimento na construção da planta, mas disse que, apesar das empresas avaliarem diversas possibilidades, o Espírito Santo é forte candidato a sediar a unidade. "Isso porque a primeira linha de montagem será estruturada no estado", justificou.
CRESCIMENTO. A Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) trabalha com projeção de crescimento de entre 10% e 15% do mercado interno de máquinas para construção crescerá este ano. Cavalieri acredita que a forte demanda por moradia e infraestrutura impulsionará o setor.
"A renda das famílias brasileiras está melhor do era há alguns anos", constatou o executivo. Com isso, afirmou, crescem as demandas por casas, rodovias de boa qualidade e aeroportos bem planejados".

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