No rastro do aquecimento do mercado imobiliário no Brasil, a procura pela profissão de corretor de imóveis vem crescendo a cada dia. As oportunidades de ganhos geradas pelo incremento das vendas atraem cada vez mais profissionais interessados no grande número de comissões que podem receber. No entanto, apesar da grande oferta de profissionais, as imobiliárias queixam-se da falta de pessoal qualificado.
Segundo Gilberto Cabeda, vice-presidente de Comercialização de Imóveis do Sindicato da Habitação (Secovi-RS), a expansão de vendas de imóveis tem gerado uma necessidade por mais corretores. Além disso, a vinda para o Estado de grandes empresas nacionais também contribuiu para aumentar a demanda por profissionais. "Eles têm que manter equipes grandes, de 300 a 500 corretores, o que gera uma falta de mão de obra", afirma Cabeda.
Apenas no Rio Grande do Sul, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RS) registrou um aumento expressivo de novos profissionais no mercado de trabalho. Em 2010, o órgão credenciou 1.996 corretores de imóveis autônomos. Em 2009, o número foi de 1.753. De acordo com Maria de Lourdes de Moura, assessora pedagógica do Creci-RS, 55% dos que ingressaram na profissão nos últimos anos são jovens de 23 a 32 anos. "Os demais são pessoas mais maduras que buscam na profissão ganhos maiores do que tinham."
A possibilidade de remuneração alta é um dos grandes atrativos para esses novos profissionais. "Dependendo da empresa onde se trabalha e da quantidade de negócios que realiza, um corretor pode ganhar mais que um executivo de uma multinacional, faturando acima de R$ 30 mil", afirma Carolina Alencar, coordenadora de Recursos Humanos da Lopes. No entanto, a maior oferta de mão de obra não chega a cobrir a maior exigência das empresas: qualificação. "Há uma falta de profissionais com a experiência necessária para fechar bons negócios", lembra. Essa opinião é compartilhada por Christian Voelcker, vice-presidente e diretor de Operações da Auxiliadora Predial. "Se tornar corretor é fácil, difícil e raro é conjugar a habilitação com a prática. Cerca de 20% dos profissionais são qualificados", calcula.
Para manter os profissionais, as empresas têm lançado mão de estratégias criativas. É o caso da Melnick Even, que neste mês premiou os corretores que se destacaram em 2010. "Nosso objetivo é reconhecer os melhores profissionais, que buscam treinamento e procuram realizar um bom atendimento aos clientes", explica Juliano Melnick, diretor comercial da empresa. Entre os prêmios, estão viagens ao exterior e um automóvel. Um dos profissionais agraciados foi a corretora Fabiani de Conto. Para ela, essa valorização mostra preocupação em criar vínculos, tanto com os funcionários quanto com os clientes. "Dessa forma ela garante bons negócios a longo prazo", destaca.
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Mercado imobiliário aquecido valoriza os corretores
Ano de 2010 só deu alegrias ao setor imobiliário
MRV tem venda recorde no trimestre
Resultado de R$ 1,14 bilhão supera em 82,7% o obtido no quarto trimestre de 2009
Impulsionada pela expansão de seus resultados operacionais, a MRV Engenharia e Participações, construtora e incorporadora baseada em Minas Gerais, registrou lucro líquido de R$ 634,5 milhões no acumulado de 2010, aumento de 82,7% em relação ao exercício anterior. As vendas contratadas no quarto trimestre somaram R$ 1,14 bilhão, com aumento de 53% em relação a igual período de 2009.
"No ano de 2010, a MRV atingiu todos os guidances. Estamos muito otimistas em relação a 2011, tantos pelos fundamentos do mercado imobiliário, que estão fortes, como pelas condições em que nos encontramos. Vamos atingir os guidances de 2011, e o que nos dá tranquilidade para fazer esta afirmação é que todas as áreas da empresa estão muito bem preparadas", afirmou o diretor presidente companhia, Rubens Menin.
Lucro cresce 25%
Somente no quarto trimestre do ano passado, o lucro somou R$ 152,1 milhões, incremento de 25% em relação aos três últimos meses de 2009. Apesar de ter subido mais de 20% na comparação entre os trimestres de 2009 e 2010, os três últimos meses do ano passado sofreram uma queda de quase 29,6% em relação ao terceiro trimestre de 2010.
"A MRV foi a única construtora que conseguiu se destacar pelo crescimento orgânico, o que mostra a força de nosso time", ressaltou o executivo, complementando que "a demanda continua alta, impulsionada pelo aumento de renda da classe média e pela expansão da oferta de crédito imobiliário".
Vendas
A receita líquida do ano saltou para R$ 3,02 bilhões, evolução de 83,4% sobre 2009. A do quarto trimestre atingiu R$ 866,2 milhões, crescimento de 61,7% em relação ao mesmo período de 2009. O Ebitda de 2010 atingiu os R$ 795,93 milhões, crescimento de 81%, com margem Ebitda de 26,3%, pequeno recuo de 0,3 ponto percentual. O Ebitda foi de R$ 187,49 milhões no quarto trimestre, alta de 20,4% sobre o mesmo período de 2009, mas redução de 30,5% quando comparada com o terceiro trimestre do mesmo ano. A margem Ebitda ficou em 21,6%, redução de 7,4 pontos percentuais em relação ao último período de 2009, e 9,0 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre do ano.
O grande destaque do balanço da MRV foi o recorde nas vendas contratadas em um trimestre nos últimos quatro meses do ano passado, que atingiram R$ 1,14 bilhão, com aumento de 53% em relação ao mesmo período de 2009. No acumulado do ano, as vendas também subiram, 33%, para R$ 3,75 bilhões.
Outro resultado que marcou o período foi o número de lançamentos, o mais da história da companhia, que subiu 76%, para R$ 1,85 bilhões. Nos 12 meses de 2010, os lançamentos, essa cifra chegou a R$ 4,60%, com alta de 78%.
No quarto trimestre de 2010, foram construídas aproximadamente 7 mil unidades, sendo que, ao longo de 2010, foram aproximadamente 26 mil unidades, aumento de 92,4% quando comparada ao ano anterior. "A área de produção, que em 2010 construiu 26 mil unidades, começou o ano passado com 12 mil funcionários e este ano, com 25 mil", disse Menin, bastante otimista em relação aos planos para o restante de 2011.
Crédito imobiliário
"No crédito imobiliário, temos o maior e mais experiente time do Brasil. Fomos responsáveis por 12% das contratações da Caixa Econômica Federal, na faixa entre 3 e 10 salários mínimos, no programa Minha Casa, Minha Vida", afirma o executivo. O volume de unidades contratadas no ano de 2010 foi 73,3% superior ao total do ano de 2009. O volume de repasses para a CEF no quarto trimestre de 2010 cresceu 77,4%, e o crescimento acumulado no ano de 2010 foi de 180,5% em relação ao ano anterior.
"Nossa experiência acumulada em moradias populares, com mais de 30 anos no setor, nos permite ter tecnologia e expertise para nos consolidar como a maior construtora do segmento econômico do país", concluiu Menin.
http://www.monitormercantil.com.br
Resultado de R$ 1,14 bilhão supera em 82,7% o obtido no quarto trimestre de 2009
Impulsionada pela expansão de seus resultados operacionais, a MRV Engenharia e Participações, construtora e incorporadora baseada em Minas Gerais, registrou lucro líquido de R$ 634,5 milhões no acumulado de 2010, aumento de 82,7% em relação ao exercício anterior. As vendas contratadas no quarto trimestre somaram R$ 1,14 bilhão, com aumento de 53% em relação a igual período de 2009.
"No ano de 2010, a MRV atingiu todos os guidances. Estamos muito otimistas em relação a 2011, tantos pelos fundamentos do mercado imobiliário, que estão fortes, como pelas condições em que nos encontramos. Vamos atingir os guidances de 2011, e o que nos dá tranquilidade para fazer esta afirmação é que todas as áreas da empresa estão muito bem preparadas", afirmou o diretor presidente companhia, Rubens Menin.
Lucro cresce 25%
Somente no quarto trimestre do ano passado, o lucro somou R$ 152,1 milhões, incremento de 25% em relação aos três últimos meses de 2009. Apesar de ter subido mais de 20% na comparação entre os trimestres de 2009 e 2010, os três últimos meses do ano passado sofreram uma queda de quase 29,6% em relação ao terceiro trimestre de 2010.
"A MRV foi a única construtora que conseguiu se destacar pelo crescimento orgânico, o que mostra a força de nosso time", ressaltou o executivo, complementando que "a demanda continua alta, impulsionada pelo aumento de renda da classe média e pela expansão da oferta de crédito imobiliário".
Vendas
A receita líquida do ano saltou para R$ 3,02 bilhões, evolução de 83,4% sobre 2009. A do quarto trimestre atingiu R$ 866,2 milhões, crescimento de 61,7% em relação ao mesmo período de 2009. O Ebitda de 2010 atingiu os R$ 795,93 milhões, crescimento de 81%, com margem Ebitda de 26,3%, pequeno recuo de 0,3 ponto percentual. O Ebitda foi de R$ 187,49 milhões no quarto trimestre, alta de 20,4% sobre o mesmo período de 2009, mas redução de 30,5% quando comparada com o terceiro trimestre do mesmo ano. A margem Ebitda ficou em 21,6%, redução de 7,4 pontos percentuais em relação ao último período de 2009, e 9,0 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre do ano.
O grande destaque do balanço da MRV foi o recorde nas vendas contratadas em um trimestre nos últimos quatro meses do ano passado, que atingiram R$ 1,14 bilhão, com aumento de 53% em relação ao mesmo período de 2009. No acumulado do ano, as vendas também subiram, 33%, para R$ 3,75 bilhões.
Outro resultado que marcou o período foi o número de lançamentos, o mais da história da companhia, que subiu 76%, para R$ 1,85 bilhões. Nos 12 meses de 2010, os lançamentos, essa cifra chegou a R$ 4,60%, com alta de 78%.
No quarto trimestre de 2010, foram construídas aproximadamente 7 mil unidades, sendo que, ao longo de 2010, foram aproximadamente 26 mil unidades, aumento de 92,4% quando comparada ao ano anterior. "A área de produção, que em 2010 construiu 26 mil unidades, começou o ano passado com 12 mil funcionários e este ano, com 25 mil", disse Menin, bastante otimista em relação aos planos para o restante de 2011.
Crédito imobiliário
"No crédito imobiliário, temos o maior e mais experiente time do Brasil. Fomos responsáveis por 12% das contratações da Caixa Econômica Federal, na faixa entre 3 e 10 salários mínimos, no programa Minha Casa, Minha Vida", afirma o executivo. O volume de unidades contratadas no ano de 2010 foi 73,3% superior ao total do ano de 2009. O volume de repasses para a CEF no quarto trimestre de 2010 cresceu 77,4%, e o crescimento acumulado no ano de 2010 foi de 180,5% em relação ao ano anterior.
"Nossa experiência acumulada em moradias populares, com mais de 30 anos no setor, nos permite ter tecnologia e expertise para nos consolidar como a maior construtora do segmento econômico do país", concluiu Menin.
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Restrição no crédito diminuirá inadimplência no mercado imobiliário
No primeiro bimestre de 2001 foi atingido o maior índice de inadimplência dos últimos nove anos. Foto: Divulgação.
A decisão do Banco Central de dar início a medidas para conter a expansão do crédito, divulgada nesta semana, deve refletir a curto prazo no setor imobiliário. As medidas devem diminuir o volume de vendas de imóveis, porém, também reduzirão a inadimplência - que atingiu o maior índice dos últimos nove anos: aumentou 25% no primeiro bimestre de 2011, comparado com o mesmo período do ano passado.
"É claro que todo mundo quer diminuir o déficit habitacional do país, mas o consumidor também precisa fazer uma boa aquisição. Comprar um bom imóvel e conseguir pagar depois é o mais importante", avalia Virgínia Duailibe, presidente da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI). Ela diz que o setor imobiliário já esperava medidas preventivas do Banco Central diante da alta da inflação e da inadimplência.
As mudanças que vem pela frente vão fazer as construtoras reverem os projetos para 2011 - depois de viverem o boom imobiliário de 2010. A primeira a anunciar esta revisão foi a Cyrela Brazil Realty, que previa vender entre 7,6 e 8,4 bilhões de reais neste ano. Neste mês, a construtora e incorporadora anunciou novas metas: as vendas devem ficar entre 6,9 e 7,7 bilhões de reais.
O anuncio fez as ações da companhia recuarem mais de 6% em um dia. "Acredito que agora o mercado fará projeções mais conscientes e seguras. O que não chega a ser negativo. Será um momento mais realista", analisa Virgínia Duailibe.
http://www.economiasc.com.br
A decisão do Banco Central de dar início a medidas para conter a expansão do crédito, divulgada nesta semana, deve refletir a curto prazo no setor imobiliário. As medidas devem diminuir o volume de vendas de imóveis, porém, também reduzirão a inadimplência - que atingiu o maior índice dos últimos nove anos: aumentou 25% no primeiro bimestre de 2011, comparado com o mesmo período do ano passado.
"É claro que todo mundo quer diminuir o déficit habitacional do país, mas o consumidor também precisa fazer uma boa aquisição. Comprar um bom imóvel e conseguir pagar depois é o mais importante", avalia Virgínia Duailibe, presidente da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI). Ela diz que o setor imobiliário já esperava medidas preventivas do Banco Central diante da alta da inflação e da inadimplência.
As mudanças que vem pela frente vão fazer as construtoras reverem os projetos para 2011 - depois de viverem o boom imobiliário de 2010. A primeira a anunciar esta revisão foi a Cyrela Brazil Realty, que previa vender entre 7,6 e 8,4 bilhões de reais neste ano. Neste mês, a construtora e incorporadora anunciou novas metas: as vendas devem ficar entre 6,9 e 7,7 bilhões de reais.
O anuncio fez as ações da companhia recuarem mais de 6% em um dia. "Acredito que agora o mercado fará projeções mais conscientes e seguras. O que não chega a ser negativo. Será um momento mais realista", analisa Virgínia Duailibe.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Empresa imobiliária de Roberto Carlos investirá R$ 1 bilhão no Brasil
Você já imaginou morar em um condomínio com ruas, praças e até uma escola batizadas com nomes de músicas do cantor Roberto Carlos? Pois saiba que as ruas Detalhes, Calhambeque ou Amigo estão perto de sair do papel e estampar as placas dos condomínios da incorporadora Emoções, lançada pelo Rei e por outros três empresários neste ano. Apesar de o nome emotivo, a novata entra no mercado com um plano agressivo de investimentos: R$ 1 bilhão, em quatro anos.
A ideia de criar uma incorporadora foi do próprio Roberto Carlos. Além de administrar sua carreira artística, o músico é dono de negócios no ramo de turismo, alimentos e agropecuário, mas sempre manifestou o desejo de investir no setor imobiliário. “Ele dizia que se não fosse cantor, queria ser arquiteto”, afirma Jaime Sirena, um dos sócios da Emoções.
Os amigos e conselheiros de negócios de Roberto não levaram o desejo a sério e pensavam que ele desistiria do sonho. Mas, no decorrer dos anos, o cantor continuou a insistir em lançar empreendimentos com “a sua cara”. Há dois anos, ele convenceu seu amigo Ubirajara Guimarães, seu empresário, Dody Sirena, e o irmão dele, Jaime Sirena, a desenvolver o projeto.
Sem experiência no ramo imobiliário, os sócios de Roberto aceitaram o desafio de criar uma empresa “à altura do ‘Rei’”. “Ele tem uma imagem a zelar e, por isso, temos que fazer algo bem feito”, afirma Jaime Sirena, que concedeu entrevista ao iG em uma sala com cerca de 15 discos de ouro de Roberto Carlos pendurados na parede, no escritório de Dody, seu irmão e sócio.
Fachada do Horizonte JK, lançamento da incorporadora Emoções
Emoções e Horizonte
No plano inicial, a Emoções entraria no mercado para construir condomínios de casas em todo o Brasil para famílias da classe A/B, começando pela Grande São Paulo. Mas, em poucos meses de vida, foi preciso rever esse foco. Os empresários se depararam com a escassez de terrenos para os empreendimentos e com restrições ambientais nas áreas. Por outro lado, surgiram oportunidades de projetos verticais, em parcerias com outras incorporadoras.
Assim, a incorporadora definiu que fará tanto conjuntos de casas, sempre batizados de Condomínio Emoções, quanto prédios, que levarão o nome de Horizonte, em homenagem ao sucesso “Além do Horizonte”.
O primeiro empreendimento será o Horizonte JK, prédio residencial e comercial na avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo, que será lançado em abril, em parceria com as incorporadoras AAM e Toledo Ferrari. O valor geral de vendas (VGV, a soma do preço de todas as unidades) será de R$ 300 milhões.
Antes mesmo de realizar seu primeiro lançamento, a empresa já desenvolve os próximos empreendimentos. Para viabilizar a construção do condomínio Emoções, a incorporadora negocia a compra de duas áreas na Grande São Paulo. A meta de Sirena é elaborar o projeto neste ano e fazer o lançamento no ano que vem. A estimativa é que o condomínio tenha 600 casas e movimente um volume de vendas entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões. A empresa também estuda novos negócios em Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e no Rio de Janeiro.
Empresário, sim; garoto-propaganda, não
Apesar de ter nome e projetos vinculados à imagem de Roberto Carlos, dono de 30% da empresa, a Emoções não usará o cantor como garoto-propaganda dos empreendimentos. “Seria uma exposição demasiada. Temos que cuidar para não confundir o artista e o empresário Roberto Carlos”, afirma Sirena.
Os lançamentos serão associados ao cantor, assim como diz a letra de um de seus maiores sucessos: “só nos detalhes”. No Horizonte JK, por exemplo, a fachada será em tons de azul, a cor preferida do cantor, e as perspectivas internas poderão ter imagens de um violão encostado na sala ou um CD de Roberto Carlos guardado na estante.
Como aconteceu com a escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro este ano, a Beija-Flor, a força do nome Roberto Carlos pode ajudar na divulgação dos empreendimentos. Porém, sua venda dependerá, evidentemente, da qualidade do projeto, afirma Ricardo Klein, gerente de marketing da consultoria de marcas Troiano. “Ninguém vai comprar uma casa só porque ela está em um condomínio do Roberto Carlos”, diz o consultor. Para ele, um projeto associado a Roberto Carlos irá criar um marketing espontâneo. Os clientes podem ter curiosidade em visitar o stand de vendas, o que, por si só, já representa uma oportunidade comercial.
http://www.jornaldeluzilandia.com.br
A ideia de criar uma incorporadora foi do próprio Roberto Carlos. Além de administrar sua carreira artística, o músico é dono de negócios no ramo de turismo, alimentos e agropecuário, mas sempre manifestou o desejo de investir no setor imobiliário. “Ele dizia que se não fosse cantor, queria ser arquiteto”, afirma Jaime Sirena, um dos sócios da Emoções.
Os amigos e conselheiros de negócios de Roberto não levaram o desejo a sério e pensavam que ele desistiria do sonho. Mas, no decorrer dos anos, o cantor continuou a insistir em lançar empreendimentos com “a sua cara”. Há dois anos, ele convenceu seu amigo Ubirajara Guimarães, seu empresário, Dody Sirena, e o irmão dele, Jaime Sirena, a desenvolver o projeto.
Sem experiência no ramo imobiliário, os sócios de Roberto aceitaram o desafio de criar uma empresa “à altura do ‘Rei’”. “Ele tem uma imagem a zelar e, por isso, temos que fazer algo bem feito”, afirma Jaime Sirena, que concedeu entrevista ao iG em uma sala com cerca de 15 discos de ouro de Roberto Carlos pendurados na parede, no escritório de Dody, seu irmão e sócio.
Fachada do Horizonte JK, lançamento da incorporadora Emoções
Emoções e Horizonte
No plano inicial, a Emoções entraria no mercado para construir condomínios de casas em todo o Brasil para famílias da classe A/B, começando pela Grande São Paulo. Mas, em poucos meses de vida, foi preciso rever esse foco. Os empresários se depararam com a escassez de terrenos para os empreendimentos e com restrições ambientais nas áreas. Por outro lado, surgiram oportunidades de projetos verticais, em parcerias com outras incorporadoras.
Assim, a incorporadora definiu que fará tanto conjuntos de casas, sempre batizados de Condomínio Emoções, quanto prédios, que levarão o nome de Horizonte, em homenagem ao sucesso “Além do Horizonte”.
O primeiro empreendimento será o Horizonte JK, prédio residencial e comercial na avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo, que será lançado em abril, em parceria com as incorporadoras AAM e Toledo Ferrari. O valor geral de vendas (VGV, a soma do preço de todas as unidades) será de R$ 300 milhões.
Antes mesmo de realizar seu primeiro lançamento, a empresa já desenvolve os próximos empreendimentos. Para viabilizar a construção do condomínio Emoções, a incorporadora negocia a compra de duas áreas na Grande São Paulo. A meta de Sirena é elaborar o projeto neste ano e fazer o lançamento no ano que vem. A estimativa é que o condomínio tenha 600 casas e movimente um volume de vendas entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões. A empresa também estuda novos negócios em Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e no Rio de Janeiro.
Empresário, sim; garoto-propaganda, não
Apesar de ter nome e projetos vinculados à imagem de Roberto Carlos, dono de 30% da empresa, a Emoções não usará o cantor como garoto-propaganda dos empreendimentos. “Seria uma exposição demasiada. Temos que cuidar para não confundir o artista e o empresário Roberto Carlos”, afirma Sirena.
Os lançamentos serão associados ao cantor, assim como diz a letra de um de seus maiores sucessos: “só nos detalhes”. No Horizonte JK, por exemplo, a fachada será em tons de azul, a cor preferida do cantor, e as perspectivas internas poderão ter imagens de um violão encostado na sala ou um CD de Roberto Carlos guardado na estante.
Como aconteceu com a escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro este ano, a Beija-Flor, a força do nome Roberto Carlos pode ajudar na divulgação dos empreendimentos. Porém, sua venda dependerá, evidentemente, da qualidade do projeto, afirma Ricardo Klein, gerente de marketing da consultoria de marcas Troiano. “Ninguém vai comprar uma casa só porque ela está em um condomínio do Roberto Carlos”, diz o consultor. Para ele, um projeto associado a Roberto Carlos irá criar um marketing espontâneo. Os clientes podem ter curiosidade em visitar o stand de vendas, o que, por si só, já representa uma oportunidade comercial.
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Saldo de crédito imobiliário com recursos da poupança cresce 66% em um ano
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SÃO PAULO - O volume de empréstimos para a compra de imóveis com recursos da poupança cresceu 66% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 58 bilhões, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
No mês de janeiro, as operações realizadas com recurso da poupança atingiram R$ 4,65 bilhões, o que representa crescimento de 62% na comparação com o mesmo mês de 2010. Já na comparação com dezembro, houve queda, já que naquele mês foram emprestados R$ 6,16 bilhões, de acordo com a Abecip.
Unidades financiadas
O número de unidades financiadas em janeiro somou 33 mil. Em comparação com janeiro de 2010, houve crescimento de 45%. Em relação a dezembro, quando 43,5 mil unidades foram financiadas, houve queda.
Em 12 meses, foram financiados 432 mil imóveis, resultado 40% superior ao dos 12 meses anteriores.
Em relação a 2010, quando foram financiadas 421 mil unidades, o resultado acumulado em janeiro confirma as expectativas de continuidade no aumento das contratações.
Captação líquida
Em janeiro, a captação líquida da poupança (depósitos menos saques) foi negativa em R$ 200 milhões.
“O primeiro mês do ano apresenta desempenho negativo, pois os depositantes, em sua maioria, são chefes de famílias sujeitos ao pagamento de IPVA, IPTU, matrículas escolares etc. A maior concentração de vencimentos ocorre no início de cada ano, o que reduz a capacidade de pagamento da população”, diz a Abecip.
O saldo das contas de poupança superou a marca de R$ 300 bilhões em janeiro e superou em 17% o saldo do primeiro mês do ano passado.
http://economia.uol.com.br
SÃO PAULO - O volume de empréstimos para a compra de imóveis com recursos da poupança cresceu 66% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 58 bilhões, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
No mês de janeiro, as operações realizadas com recurso da poupança atingiram R$ 4,65 bilhões, o que representa crescimento de 62% na comparação com o mesmo mês de 2010. Já na comparação com dezembro, houve queda, já que naquele mês foram emprestados R$ 6,16 bilhões, de acordo com a Abecip.
Unidades financiadas
O número de unidades financiadas em janeiro somou 33 mil. Em comparação com janeiro de 2010, houve crescimento de 45%. Em relação a dezembro, quando 43,5 mil unidades foram financiadas, houve queda.
Em 12 meses, foram financiados 432 mil imóveis, resultado 40% superior ao dos 12 meses anteriores.
Em relação a 2010, quando foram financiadas 421 mil unidades, o resultado acumulado em janeiro confirma as expectativas de continuidade no aumento das contratações.
Captação líquida
Em janeiro, a captação líquida da poupança (depósitos menos saques) foi negativa em R$ 200 milhões.
“O primeiro mês do ano apresenta desempenho negativo, pois os depositantes, em sua maioria, são chefes de famílias sujeitos ao pagamento de IPVA, IPTU, matrículas escolares etc. A maior concentração de vencimentos ocorre no início de cada ano, o que reduz a capacidade de pagamento da população”, diz a Abecip.
O saldo das contas de poupança superou a marca de R$ 300 bilhões em janeiro e superou em 17% o saldo do primeiro mês do ano passado.
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terça-feira, 15 de março de 2011
Índice FipeZap registra variação de 13,2% nos preços de imóveis no acumulado dos últimos seis meses
Rio de Janeiro, impulsionado pela Copa do Mundo e Olimpíadas, registrou a maior alta do mês de fevereiro
O mercado imobiliário teve, no mês de fevereiro, novo período de alta nos preços. A evolução foi de 2,1%, superando a variação de 1,8% do mês de janeiro. Esses dados compõem o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, resultado da parceria entre o ZAP Imóveis, maior portal de imóveis do Brasil, e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). No acumulado dos últimos seis meses este aumento já soma 13,2%.
Os eventos dos próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, impulsionaram o mercado carioca.
O Rio de Janeiro foi o Estado com a evolução mais acentuada em fevereiro: 2,8%. Já a cidade de Salvador foi a que apresentou o menor crescimento entre as cidades contempladas pelo estudo (+0,6%). No acumulado de 12 meses, São Paulo teve variação positiva de 24,5%, Rio de Janeiro 41,7% e Belo Horizonte 19,1%.
O Índice FipeZap também permite o acompanhamento dos preços segundo o número de dormitórios. Para o conjunto das sete regiões, em fevereiro os imóveis de 1, 2, 3 e 4 ou mais dormitórios valorizaram-se, respectivamente, 2%, 2,2%, 2,1% e 1,8% em relação a janeiro. Desde janeiro de 2008, em São Paulo, os apartamentos com 1 dormitório apresentaram variação de 92%, os de 2 dormitórios variaram 93%, os de 3 dormitórios apresentaram alta de 76%, enquanto os de 4 ou mais dormitórios variaram 59%. No Rio de Janeiro, esses números são, respectivamente, 111%, 99%, 97% e 80%.
Também em fevereiro, a Taxa de Aluguel (razão entre o preço do m2 de locação e de venda) foi de 0,58% em São Paulo e de 0,44% no Rio de Janeiro. Há um ano, esses valores eram respectivamente 0,61% e 0,49% e, em janeiro/2008, 0,71% e 0,54%. O preço médio do metro quadrado em fevereiro ficou entre R$ 7.097 (Distrito Federal) e R$ 3.343 (Salvador). Em São Paulo, foi de R$ 4.954.
“A evolução dos preços imobiliários dos últimos anos pode ser ancorada em fundamentos econômicos bastante objetivos. Fatores como a elevação da renda média dos brasileiros, com a ascensão de grandes parcelas da população ao consumo de bens duráveis e a expansão do crédito imobiliário são aspectos que contribuíram para o aumento da procura e consequente elevação dos preços”, afirma Caio Bianchi, diretor de Business Intelligence do ZAP.
http://bagarai.com.br
O mercado imobiliário teve, no mês de fevereiro, novo período de alta nos preços. A evolução foi de 2,1%, superando a variação de 1,8% do mês de janeiro. Esses dados compõem o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, resultado da parceria entre o ZAP Imóveis, maior portal de imóveis do Brasil, e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). No acumulado dos últimos seis meses este aumento já soma 13,2%.
Os eventos dos próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, impulsionaram o mercado carioca.
O Rio de Janeiro foi o Estado com a evolução mais acentuada em fevereiro: 2,8%. Já a cidade de Salvador foi a que apresentou o menor crescimento entre as cidades contempladas pelo estudo (+0,6%). No acumulado de 12 meses, São Paulo teve variação positiva de 24,5%, Rio de Janeiro 41,7% e Belo Horizonte 19,1%.
O Índice FipeZap também permite o acompanhamento dos preços segundo o número de dormitórios. Para o conjunto das sete regiões, em fevereiro os imóveis de 1, 2, 3 e 4 ou mais dormitórios valorizaram-se, respectivamente, 2%, 2,2%, 2,1% e 1,8% em relação a janeiro. Desde janeiro de 2008, em São Paulo, os apartamentos com 1 dormitório apresentaram variação de 92%, os de 2 dormitórios variaram 93%, os de 3 dormitórios apresentaram alta de 76%, enquanto os de 4 ou mais dormitórios variaram 59%. No Rio de Janeiro, esses números são, respectivamente, 111%, 99%, 97% e 80%.
Também em fevereiro, a Taxa de Aluguel (razão entre o preço do m2 de locação e de venda) foi de 0,58% em São Paulo e de 0,44% no Rio de Janeiro. Há um ano, esses valores eram respectivamente 0,61% e 0,49% e, em janeiro/2008, 0,71% e 0,54%. O preço médio do metro quadrado em fevereiro ficou entre R$ 7.097 (Distrito Federal) e R$ 3.343 (Salvador). Em São Paulo, foi de R$ 4.954.
“A evolução dos preços imobiliários dos últimos anos pode ser ancorada em fundamentos econômicos bastante objetivos. Fatores como a elevação da renda média dos brasileiros, com a ascensão de grandes parcelas da população ao consumo de bens duráveis e a expansão do crédito imobiliário são aspectos que contribuíram para o aumento da procura e consequente elevação dos preços”, afirma Caio Bianchi, diretor de Business Intelligence do ZAP.
http://bagarai.com.br
Após fusão, banco JBS vai oferecer crédito imobiliário
O banco JBS, pertencente à família Batista (dona do frigorífico JBS), e o banco Matone, com atuação no varejo e mais forte no Sul do país, anunciaram ontem acordo para realizar a fusão das duas instituições.
Com a união, o banco JBS, que é especializado em crédito para pecuaristas, planeja entrar no mercado de crédito imobiliário e de cartões, entre outros planos.
Até 2012
A ideia é apostar nos novos segmentos a partir do segundo semestre deste ano ou no início de 2012, disse Emerson Loureiro, presidente do banco JBS, que ficará à frente da nova instituição.
"É uma união para crescer no varejo; é o nosso grande mote. De alguma forma, queremos capturar esse crescimento que o Brasil vai ter nos anos que virão. Queremos, através do banco, participar disso", afirmou Loureiro em entrevista a ao site da revista Exame.
O banco resultante da fusão, que deverá receber uma nova marca, nasce com uma carteira de crédito de R$ 2,5 bilhões.
Com a união, o banco JBS, que é especializado em crédito para pecuaristas, planeja entrar no mercado de crédito imobiliário e de cartões, entre outros planos.
Até 2012
A ideia é apostar nos novos segmentos a partir do segundo semestre deste ano ou no início de 2012, disse Emerson Loureiro, presidente do banco JBS, que ficará à frente da nova instituição.
"É uma união para crescer no varejo; é o nosso grande mote. De alguma forma, queremos capturar esse crescimento que o Brasil vai ter nos anos que virão. Queremos, através do banco, participar disso", afirmou Loureiro em entrevista a ao site da revista Exame.
O banco resultante da fusão, que deverá receber uma nova marca, nasce com uma carteira de crédito de R$ 2,5 bilhões.
domingo, 13 de março de 2011
Confira alguns mitos e verdades sobre o comércio imobiliário
Antes de finalizar a negociação, analise o contrato e se informe
Muitas são as dúvidas a respeito das normas de negociação no mercado imobiliário. Na hora de alugar, vender ou comprar um imóvel é necessário ter muito cuidado para não fazer um mau negócio.
Entretanto, muito do que se ouve a respeito deste setor é mito e o que os especialistas recomendam é que todas as partes envolvidas na transação conheçam bem a respeito da legislação.
O vice-presidente do Sindimóveis do Paraná e diretor da imobiliária Sandri, Claudio Sandri, explica que a presença de um corretor ou de um imobiliarista é fundamental para o sucesso da negociação de um imóvel.
"O profissional conhece todos os trâmites e principalmente fica responsável por solicitar os documentos necessários para comprovar a integridade do comprador ou do inquilino", explica Sandri.
Ele comenta que muitas pessoas não contratam uma imobiliária ou corretor para não pagar comissão, mas esta aparente economia pode resultar em prejuízos. "Na transação direta, normalmente não são cobrados documentos importantes e o proprietário pode sair perdendo", frisa, acrescentando que no caso de financiamento a presença do profissional é ainda mais relevante, já que o processo é mais lento e burocrático.
Aluguel
No setor de locação muitos mitos também geram dúvidas entre proprietários e inquilinos. Uma delas é a respeito do direito sobre o imóvel.
Algumas pessoas pensam que o proprietário pode perder o imóvel para o inquilino, depois de cinco anos, se não houver contrato de negociação.
Sandri explica que o proprietário jamais perderá o imóvel, já que, mesmo em negociação verbal, terá os recibos que comprovam o recebimento do aluguel.
Anunciar o imóvel em várias imobiliárias é uma opção que passa pela cabeça das pessoas que precisam vender ou alugar o bem com urgência. O vice-presidente do Sindimóveis explica que essa é uma atitude que não é permitida pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci).
"Quando o proprietário procura a imobiliária para anunciar o imóvel deve assinar uma autorização que consta a exclusividade da permissão. O cliente deve respeitar o prazo do vencimento para a negociação. Se o prazo acabou e o imóvel não foi vendido, aí sim, pode procurar outra imobiliária para anunciar".
Depois de entrar no imóvel, outra dúvida comum é sobre a responsabilidade de manutenção do apartamento ou da casa. Sandri esclarece que a responsabilidade do proprietário é entregar o imóvel em perfeito estado e quando o inquilino sai deve devolvê-lo nas mesmas condições.
Já em casos de problemas decorrentes de fenômenos da natureza, o proprietário é quem deve fazer os reparos necessários.
O pagamento do IPTU, também é mais um fator que requer conhecimento na hora de negociar o aluguel. De acordo com o imobiliarista, o proprietário é quem decide como o imposto será pago.
"Ele deve solicitar à imobiliária a inclusão de uma cláusula no contrato de locação, se preferir que o inquilino pague o imposto. Se a cláusula não constar no documento, o inquilino não precisará se preocupar", explica.
Quando sair
Muitos locatários temem que o proprietário solicite a saída do imóvel sem um aviso prévio e em contrapartida o locador também se preocupa com o inquilino que por algum motivo não queira deixar o imóvel.
"No fim de 30 meses de contrato, o proprietário não precisa justificar a solicitação do imóvel", diz Sandri. Porém, se o pedido para saída do imóvel acontecer antes deste prazo, o locador deve justificar que necessita do bem para residir.
O imobiliarista observa que o proprietário deve pedir o imóvel com um prazo de no mínimo 60 dias, para que o locatário procure outro lugar para morar.
http://www.odiario.com
Muitas são as dúvidas a respeito das normas de negociação no mercado imobiliário. Na hora de alugar, vender ou comprar um imóvel é necessário ter muito cuidado para não fazer um mau negócio.
Entretanto, muito do que se ouve a respeito deste setor é mito e o que os especialistas recomendam é que todas as partes envolvidas na transação conheçam bem a respeito da legislação.
O vice-presidente do Sindimóveis do Paraná e diretor da imobiliária Sandri, Claudio Sandri, explica que a presença de um corretor ou de um imobiliarista é fundamental para o sucesso da negociação de um imóvel.
"O profissional conhece todos os trâmites e principalmente fica responsável por solicitar os documentos necessários para comprovar a integridade do comprador ou do inquilino", explica Sandri.
Ele comenta que muitas pessoas não contratam uma imobiliária ou corretor para não pagar comissão, mas esta aparente economia pode resultar em prejuízos. "Na transação direta, normalmente não são cobrados documentos importantes e o proprietário pode sair perdendo", frisa, acrescentando que no caso de financiamento a presença do profissional é ainda mais relevante, já que o processo é mais lento e burocrático.
Aluguel
No setor de locação muitos mitos também geram dúvidas entre proprietários e inquilinos. Uma delas é a respeito do direito sobre o imóvel.
Algumas pessoas pensam que o proprietário pode perder o imóvel para o inquilino, depois de cinco anos, se não houver contrato de negociação.
Sandri explica que o proprietário jamais perderá o imóvel, já que, mesmo em negociação verbal, terá os recibos que comprovam o recebimento do aluguel.
Anunciar o imóvel em várias imobiliárias é uma opção que passa pela cabeça das pessoas que precisam vender ou alugar o bem com urgência. O vice-presidente do Sindimóveis explica que essa é uma atitude que não é permitida pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci).
"Quando o proprietário procura a imobiliária para anunciar o imóvel deve assinar uma autorização que consta a exclusividade da permissão. O cliente deve respeitar o prazo do vencimento para a negociação. Se o prazo acabou e o imóvel não foi vendido, aí sim, pode procurar outra imobiliária para anunciar".
Depois de entrar no imóvel, outra dúvida comum é sobre a responsabilidade de manutenção do apartamento ou da casa. Sandri esclarece que a responsabilidade do proprietário é entregar o imóvel em perfeito estado e quando o inquilino sai deve devolvê-lo nas mesmas condições.
Já em casos de problemas decorrentes de fenômenos da natureza, o proprietário é quem deve fazer os reparos necessários.
O pagamento do IPTU, também é mais um fator que requer conhecimento na hora de negociar o aluguel. De acordo com o imobiliarista, o proprietário é quem decide como o imposto será pago.
"Ele deve solicitar à imobiliária a inclusão de uma cláusula no contrato de locação, se preferir que o inquilino pague o imposto. Se a cláusula não constar no documento, o inquilino não precisará se preocupar", explica.
Quando sair
Muitos locatários temem que o proprietário solicite a saída do imóvel sem um aviso prévio e em contrapartida o locador também se preocupa com o inquilino que por algum motivo não queira deixar o imóvel.
"No fim de 30 meses de contrato, o proprietário não precisa justificar a solicitação do imóvel", diz Sandri. Porém, se o pedido para saída do imóvel acontecer antes deste prazo, o locador deve justificar que necessita do bem para residir.
O imobiliarista observa que o proprietário deve pedir o imóvel com um prazo de no mínimo 60 dias, para que o locatário procure outro lugar para morar.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Construtoras rumam ao Norte e ao Nordeste
São Paulo - Tidas como líderes em construção civil até os próximos cinco anos, com destaque para o período de eventos como a Copa do Mundo como agente impulsionador do setor, as regiões Norte e Nordeste se destacaram com quase duas mil obras na área da construção civil brasileira e a movimentação de U$ 58 bilhões, apenas no ano passado.
Para a consultoria ITCnet, as regiões são a bola da vez no setor e, para 2011, a expectativa é um crescimento na casa dos 14% em números de obras, que elevaria as regiões a 2.276 novas construções este ano. O otimismo vem na onda do ano passado, que pode ser considerado de ouro para o setor de construção civil, com um movimento estimado de US$ 325,5 bilhões em todo território nacional entre obras comerciais, industriais e residenciais.
A aposta em construção civil para os próximos anos também foi passada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que prevê investimentos de R$ 607 bilhões no Brasil até 2014, fatia superior aos outros investimentos do banco para o Brasil. "Obras como construção ou revitalização de estádios, melhoria e ampliação de rodovias, construção de shopping e hotéis são parte fundamental desse boom de construção civil que vive o norte e nordeste", afirmou Sheila Schavarria, professora de Engenharia Civil da FEI.
"Boa parte dos investimentos anunciados pelo BNDS serão no Norte e Nordeste", disse a acadêmica, que completou, "mesmo sem dados oficiais, as tendências de mercado é que muitos investimentos públicos quanto iniciativas privadas migrem com mais força e mais dinheiro para essa regiões", disse.
Para acompanhar o bom momento de investimentos nas regiões, a construtora e incorporadora Rossi Residencial anunciou recentemente uma parceria com a construtora Norcon para atuação na Região do Nordeste, de acordo com a empresa, o negócio tem potencial para valor geral de vendas (VGV) de R$ 300 milhões.
Por meio da parceria, a Rossi atuará em Sergipe, Pernambuco, Alagoas e na Bahia com empreendimentos econômicos.
Do VGV previsto para este ano, R$ 194 milhões caberão à Rossi, sendo o restante destinado aos parceiros no desenvolvimento dos projetos imobiliários.
Joint venture
E esta não foi a primeira intervenção do grupo Rossi para investimentos no nordeste. No final de 2010, a construtora lançou uma joint venture em Goiás para atuar, principalmente, no segmento econômico de imóveis de até R$ 250 mil. A nova empresa, com controle e lucro divididos meio a meio entre a Rossi e a goiana Toctao Engenharia, entrou em operação em janeiro e espera lançar R$ 4,1 bilhões em imóveis, sendo R$ 1,6 bilhão em cinco anos. A Rossi - que pretende aumentar a participação de mercado em Goiás de 5% para de 20% a 30% - será responsável por toda a governança corporativa da Toctao Rossi e vai coordenar o sistema de construção, as finanças e os recursos humanos.
A Toctao entra com conhecimento da demanda regional, mão de obra já contratada e terrenos em "locais estratégicos" no estado. "A maior parte dos terrenos da nova empresa vem da Toctao", diz Cássio Audi, diretor Financeiro da Rossi. Mas, de acordo com o executivo, o estoque total de terrenos já neste início de operações da joint venture é suficiente para abrigar 19.360 apartamentos ou casas. "De 80% a 90% dos empreendimentos devem ser para o segmento econômico. Temos terrenos grandes para esse projeto", disse o executivo.
Estados em destaque
Com 1.997 obras em 2010, e a expectativa de crescer 14% em 2011 os estados que se destacaram em 2010 na construção civil foram: Bahia, líder nos estados no segmento alimentício, com 13 novas fábricas; Ceará, que obteve 18 novas instalações para o segmento de energia e telefonia; e Pernambuco, que abriu ano passado 17 novas fábricas só de consumo.
"Temos percebido um crescimento muito maior da Região Nordeste em relação à evolução média nacional. Nos últimos dois anos, Ceará está se destacando, com crescimento dos índices bem próximos aos de Pernambuco e Bahia, que historicamente sempre foram maiores", diz Viviane Guirão, diretora de Pesquisas do ITCNet.
"Com a crescente importância desses estados, que se tornaram mais atraentes aos investidores nos últimos cinco anos, a tendência é manter essa crescente, já que é uma área que ainda tem muito potencial para crescer", completa Viviane .
De acordo com a especialista, exemplos como o Ceará, que recebeu o maior número de obras em energia e telefonia dos estados, exemplifica este dado. "há uma necessidade crescente de aumento de tecnologia nessa região, dada a importância dela para o Brasil, por isso esse número alto de investimento", concluiu.
De olho nesse bom momento, a Eternit Multiprodutos, especializada no segmento de coberturas, painéis e placas, anunciou a construção de uma nova fábrica , localizado no Distrito Industrial do Porto de Pecem, Município de Caucaia (CE). "A Eternit iniciou prospecção e estudos para instalação da nova fábrica em 2010, e concluiu que a Região Nordeste seria ideal para abrigar a nova unidade que atenderá também às demandas de outras regiões do País", afirma Élio A. Martins, presidente do Grupo Eternit.
Ainda sem divulgar os números oficiais de investimentos para a construção da nova unidade, Martins afirmou apenas que a escolha da Região Nordeste também resulta do bom prospecto de crescimento dessa região na construção civil nos próximos anos. "Nosso trabalho é voltado também para atender crescimento de demanda da construção civil, achando soluções para as incorporadoras nos diferentes estados do País. Hoje oferecemos ao mercado linhas de telhas de fibrocimento, placas cimentícias para sistemas construtivos, telhas de concreto, telhas metálicas, louças sanitárias e sistemas de aquecimento solar, dentre outros produtos que serão muito mais usados no nordeste e norte nos próximos anos", diz Martins.
http://www.dci.com.br
Para a consultoria ITCnet, as regiões são a bola da vez no setor e, para 2011, a expectativa é um crescimento na casa dos 14% em números de obras, que elevaria as regiões a 2.276 novas construções este ano. O otimismo vem na onda do ano passado, que pode ser considerado de ouro para o setor de construção civil, com um movimento estimado de US$ 325,5 bilhões em todo território nacional entre obras comerciais, industriais e residenciais.
A aposta em construção civil para os próximos anos também foi passada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que prevê investimentos de R$ 607 bilhões no Brasil até 2014, fatia superior aos outros investimentos do banco para o Brasil. "Obras como construção ou revitalização de estádios, melhoria e ampliação de rodovias, construção de shopping e hotéis são parte fundamental desse boom de construção civil que vive o norte e nordeste", afirmou Sheila Schavarria, professora de Engenharia Civil da FEI.
"Boa parte dos investimentos anunciados pelo BNDS serão no Norte e Nordeste", disse a acadêmica, que completou, "mesmo sem dados oficiais, as tendências de mercado é que muitos investimentos públicos quanto iniciativas privadas migrem com mais força e mais dinheiro para essa regiões", disse.
Para acompanhar o bom momento de investimentos nas regiões, a construtora e incorporadora Rossi Residencial anunciou recentemente uma parceria com a construtora Norcon para atuação na Região do Nordeste, de acordo com a empresa, o negócio tem potencial para valor geral de vendas (VGV) de R$ 300 milhões.
Por meio da parceria, a Rossi atuará em Sergipe, Pernambuco, Alagoas e na Bahia com empreendimentos econômicos.
Do VGV previsto para este ano, R$ 194 milhões caberão à Rossi, sendo o restante destinado aos parceiros no desenvolvimento dos projetos imobiliários.
Joint venture
E esta não foi a primeira intervenção do grupo Rossi para investimentos no nordeste. No final de 2010, a construtora lançou uma joint venture em Goiás para atuar, principalmente, no segmento econômico de imóveis de até R$ 250 mil. A nova empresa, com controle e lucro divididos meio a meio entre a Rossi e a goiana Toctao Engenharia, entrou em operação em janeiro e espera lançar R$ 4,1 bilhões em imóveis, sendo R$ 1,6 bilhão em cinco anos. A Rossi - que pretende aumentar a participação de mercado em Goiás de 5% para de 20% a 30% - será responsável por toda a governança corporativa da Toctao Rossi e vai coordenar o sistema de construção, as finanças e os recursos humanos.
A Toctao entra com conhecimento da demanda regional, mão de obra já contratada e terrenos em "locais estratégicos" no estado. "A maior parte dos terrenos da nova empresa vem da Toctao", diz Cássio Audi, diretor Financeiro da Rossi. Mas, de acordo com o executivo, o estoque total de terrenos já neste início de operações da joint venture é suficiente para abrigar 19.360 apartamentos ou casas. "De 80% a 90% dos empreendimentos devem ser para o segmento econômico. Temos terrenos grandes para esse projeto", disse o executivo.
Estados em destaque
Com 1.997 obras em 2010, e a expectativa de crescer 14% em 2011 os estados que se destacaram em 2010 na construção civil foram: Bahia, líder nos estados no segmento alimentício, com 13 novas fábricas; Ceará, que obteve 18 novas instalações para o segmento de energia e telefonia; e Pernambuco, que abriu ano passado 17 novas fábricas só de consumo.
"Temos percebido um crescimento muito maior da Região Nordeste em relação à evolução média nacional. Nos últimos dois anos, Ceará está se destacando, com crescimento dos índices bem próximos aos de Pernambuco e Bahia, que historicamente sempre foram maiores", diz Viviane Guirão, diretora de Pesquisas do ITCNet.
"Com a crescente importância desses estados, que se tornaram mais atraentes aos investidores nos últimos cinco anos, a tendência é manter essa crescente, já que é uma área que ainda tem muito potencial para crescer", completa Viviane .
De acordo com a especialista, exemplos como o Ceará, que recebeu o maior número de obras em energia e telefonia dos estados, exemplifica este dado. "há uma necessidade crescente de aumento de tecnologia nessa região, dada a importância dela para o Brasil, por isso esse número alto de investimento", concluiu.
De olho nesse bom momento, a Eternit Multiprodutos, especializada no segmento de coberturas, painéis e placas, anunciou a construção de uma nova fábrica , localizado no Distrito Industrial do Porto de Pecem, Município de Caucaia (CE). "A Eternit iniciou prospecção e estudos para instalação da nova fábrica em 2010, e concluiu que a Região Nordeste seria ideal para abrigar a nova unidade que atenderá também às demandas de outras regiões do País", afirma Élio A. Martins, presidente do Grupo Eternit.
Ainda sem divulgar os números oficiais de investimentos para a construção da nova unidade, Martins afirmou apenas que a escolha da Região Nordeste também resulta do bom prospecto de crescimento dessa região na construção civil nos próximos anos. "Nosso trabalho é voltado também para atender crescimento de demanda da construção civil, achando soluções para as incorporadoras nos diferentes estados do País. Hoje oferecemos ao mercado linhas de telhas de fibrocimento, placas cimentícias para sistemas construtivos, telhas de concreto, telhas metálicas, louças sanitárias e sistemas de aquecimento solar, dentre outros produtos que serão muito mais usados no nordeste e norte nos próximos anos", diz Martins.
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Sucesso nas compras: UPP valoriza imóveis
Rio - O mercado imobiliário está reagindo às UPPs. Cada vez mais os imóveis dessas áreas aumentam seus valores de aluguel e venda. A valorização vem da redução da violência e da conquista da paz, assim como de sua localização privilegiada. Na maioria das vezes, esses imóveis estão em bairros próximos a escolas, lazer, comércio e transporte público. Com a pacificação, vem uma grande melhoria de valor de mercado.
PERGUNTA E RESPOSTA
Estou pensando em comprar um apartamento perto de uma favela na Zona Norte. Dizem que ela vai ser pacificada ainda este ano. É bom negócio eu comprar agora? O apartamento pode valorizar muito quando chegar a UPP?
Mariana, Bonsucesso
O processo de instalação das Unidades de Polícia Pacificadora trouxe controle da criminalidade nas favelas cariocas, que passaram a ser chamadas e tratadas como “comunidades”. Esse movimento social, além de vários benefícios diretos à população, também motivou uma grande revitalização imobiliária que expandiu os limites das comunidades, evoluindo para os bairros próximos.
Se existe a programação real e definida da instalação da UPP e você tem o capital suficiente para pagar totalmente ou até mesmo financiar a compra do imóvel ideal, eu sugiro que você providencie logo a sua aquisição.
O aumento da renda do trabalhador brasileiro e de trabalhos de carteira assinada, a confiança do consumidor e os grandes investimentos imobiliários para a classe C também aqueceram o mercado imobiliário. Hoje, muitos bairros, mesmos os próximos das comunidades, são alvo de empresas de construção civil e também de pessoas que juntaram seu dinheiro para a compra da casa própria.
Por isso, procure se programar para fazer um bom negócio. Pesquise, observe atentamente a documentação, a legalização do imóvel e que esteja livre de inventários ou execuções. Também observe cada detalhe do imóvel, não só a estrutura física, mas também a vizinhança, transporte e o saneamento local. E, por fim, consulte um advogado para ver se toda documentação está correta. Caso não esteja correta, é isso que pode lhe dar grandes problemas no futuro.
http://odia.terra.com.br
PERGUNTA E RESPOSTA
Estou pensando em comprar um apartamento perto de uma favela na Zona Norte. Dizem que ela vai ser pacificada ainda este ano. É bom negócio eu comprar agora? O apartamento pode valorizar muito quando chegar a UPP?
Mariana, Bonsucesso
O processo de instalação das Unidades de Polícia Pacificadora trouxe controle da criminalidade nas favelas cariocas, que passaram a ser chamadas e tratadas como “comunidades”. Esse movimento social, além de vários benefícios diretos à população, também motivou uma grande revitalização imobiliária que expandiu os limites das comunidades, evoluindo para os bairros próximos.
Se existe a programação real e definida da instalação da UPP e você tem o capital suficiente para pagar totalmente ou até mesmo financiar a compra do imóvel ideal, eu sugiro que você providencie logo a sua aquisição.
O aumento da renda do trabalhador brasileiro e de trabalhos de carteira assinada, a confiança do consumidor e os grandes investimentos imobiliários para a classe C também aqueceram o mercado imobiliário. Hoje, muitos bairros, mesmos os próximos das comunidades, são alvo de empresas de construção civil e também de pessoas que juntaram seu dinheiro para a compra da casa própria.
Por isso, procure se programar para fazer um bom negócio. Pesquise, observe atentamente a documentação, a legalização do imóvel e que esteja livre de inventários ou execuções. Também observe cada detalhe do imóvel, não só a estrutura física, mas também a vizinhança, transporte e o saneamento local. E, por fim, consulte um advogado para ver se toda documentação está correta. Caso não esteja correta, é isso que pode lhe dar grandes problemas no futuro.
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Otimismo do mercado de capitais deve continuar, diz vice-presidente da Anbima
SÃO PAULO - Fevereiro foi novamente um mês de sucesso para o mercado de capitais brasileiro, conforme dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Houve um aumento de 98% nas emissões realizadas no ano, frente ao mesmo período de 2010, totalizando R$ 14,3 bilhões. Desse montante, R$ 10 bilhões correspondem ao mês de fevereiro. Após o bom resultado, o vice presidente da associação, Alberto Kiraly, comenta o início de ano aquecido, chamando a atenção para o equilíbrio entre renda fixa e variável na captação de fevereiro.
No acumulado do ano, todavia, a presença da renda fixa é realmente grande. Durante teleconferência, Kiraly revelou que o destaque fica com as debêntures e as notas promissórias, feitas sob regra de esforços restritos. Para o vice-presidente, essa preferência por renda fixa é uma tendência que vem desde o ano passado. As empresas optam por esse tipo de captação pelo fato de haver um alongamento de prazos e maior competitividade de custos.
Destaques da renda fixa
Nesse cenário, houve um grande avanço sobre debêntures e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Para Kiraly, o mercado imobiliário está em um ótimo momento e a tendência de crescimento deve continuar, uma vez que a demanda deve permanecer aquecida, com destaque para investimento não só de pessoa jurídica, mas também de pessoa física, o que mostra o potencial crescimento do setor. "No Brasil ainda há muito espaço para avançar nesse quesito", afirma o vice-presidente.
Ele ainda ressalta que as empresas do setor começarão a pensar em diversificação de fontes de financiamento.
Em relação às notas promissórias, Kiraly ressalta que o desempenho tem sido positivo. Esse tipo de operação, porém, relaciona-se a circunstâncias bem específicas das empresas. As empresas optam pelas notas promissórias tendo em vista um compromisso de curto prazo, feito isso, a empresa passa a planejar um refinanciamento a longo prazo, via debêntures.
Renda variável
Porém, Kiraly ressalta que o mercado começou forte para captações via renda variável. No ano são 4 IPOs (Initial Public Offering) e 5 follow-on (operações subsequentes ao IPO), com destaque para volume de R$ 3,1 bilhões captados via IPO, um valor 121,1% superior ao mesmo período do ano anterior, o que mostra o potencial desse segmento.
Para o vice-presidente, 2011 apresenta-se com um cenário mais favorável para IPOs em detrimento de follow-ons e, além disso, estas aberturas de capital na bolsa devem ser de menor porte. "Apesar de o risco ser grande, o apetite do investidor também é maior", conclui.
Captação no exterior
Outro grande destaque do resultado do mercado de capitais foi a captação no exterior. Kiraly destacou a atratividade dada pela alta dos juros no País.
Segundo o vice-presidente da associação, o bom volume captado está relacionado ao apetitie do investidor do mercado internacional, que nos dois primeiros meses do ano estava especialmente forte. Um dos principais fatores que explicam esse apetite é a crise do mundo árabe.
Porém, Kiraly refutou a hipótese de que as captações no exterior se destacaram por uma questão cambial. Para ele, apesar de o real estar fortalecido, o investidor que faz esse tipo de operação pode se endividar tranquilamente em dólar, ou ainda, são instituições financeiras que fazem swap para a moeda brasileira e depois emprestam em mercados locais.
Mesmo com um cenário promissor pela frente, durante a teleconferência, as incertezas que rondam o mercado não foram deixadas de lado. Segundo a associação, esse movimento recente de turbulência internacional cria volatilidade e deixa o mercado mais instável. Portanto, é difícil prever o que pode acontecer, ou em que ritmo as coisas podem evoluir. Questões como a alta do petróleo, a possibilidade de inflação na Europa e a mudança de foco para os EUA com seus sinais de melhora econômica, podem diminuir o fluxo de recursos para mercados emergentes, inclusive o Brasil.
http://br.noticias.yahoo.com
No acumulado do ano, todavia, a presença da renda fixa é realmente grande. Durante teleconferência, Kiraly revelou que o destaque fica com as debêntures e as notas promissórias, feitas sob regra de esforços restritos. Para o vice-presidente, essa preferência por renda fixa é uma tendência que vem desde o ano passado. As empresas optam por esse tipo de captação pelo fato de haver um alongamento de prazos e maior competitividade de custos.
Destaques da renda fixa
Nesse cenário, houve um grande avanço sobre debêntures e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Para Kiraly, o mercado imobiliário está em um ótimo momento e a tendência de crescimento deve continuar, uma vez que a demanda deve permanecer aquecida, com destaque para investimento não só de pessoa jurídica, mas também de pessoa física, o que mostra o potencial crescimento do setor. "No Brasil ainda há muito espaço para avançar nesse quesito", afirma o vice-presidente.
Ele ainda ressalta que as empresas do setor começarão a pensar em diversificação de fontes de financiamento.
Em relação às notas promissórias, Kiraly ressalta que o desempenho tem sido positivo. Esse tipo de operação, porém, relaciona-se a circunstâncias bem específicas das empresas. As empresas optam pelas notas promissórias tendo em vista um compromisso de curto prazo, feito isso, a empresa passa a planejar um refinanciamento a longo prazo, via debêntures.
Renda variável
Porém, Kiraly ressalta que o mercado começou forte para captações via renda variável. No ano são 4 IPOs (Initial Public Offering) e 5 follow-on (operações subsequentes ao IPO), com destaque para volume de R$ 3,1 bilhões captados via IPO, um valor 121,1% superior ao mesmo período do ano anterior, o que mostra o potencial desse segmento.
Para o vice-presidente, 2011 apresenta-se com um cenário mais favorável para IPOs em detrimento de follow-ons e, além disso, estas aberturas de capital na bolsa devem ser de menor porte. "Apesar de o risco ser grande, o apetite do investidor também é maior", conclui.
Captação no exterior
Outro grande destaque do resultado do mercado de capitais foi a captação no exterior. Kiraly destacou a atratividade dada pela alta dos juros no País.
Segundo o vice-presidente da associação, o bom volume captado está relacionado ao apetitie do investidor do mercado internacional, que nos dois primeiros meses do ano estava especialmente forte. Um dos principais fatores que explicam esse apetite é a crise do mundo árabe.
Porém, Kiraly refutou a hipótese de que as captações no exterior se destacaram por uma questão cambial. Para ele, apesar de o real estar fortalecido, o investidor que faz esse tipo de operação pode se endividar tranquilamente em dólar, ou ainda, são instituições financeiras que fazem swap para a moeda brasileira e depois emprestam em mercados locais.
Mesmo com um cenário promissor pela frente, durante a teleconferência, as incertezas que rondam o mercado não foram deixadas de lado. Segundo a associação, esse movimento recente de turbulência internacional cria volatilidade e deixa o mercado mais instável. Portanto, é difícil prever o que pode acontecer, ou em que ritmo as coisas podem evoluir. Questões como a alta do petróleo, a possibilidade de inflação na Europa e a mudança de foco para os EUA com seus sinais de melhora econômica, podem diminuir o fluxo de recursos para mercados emergentes, inclusive o Brasil.
http://br.noticias.yahoo.com
quinta-feira, 10 de março de 2011
Investidor internauta cresce 18% na Bolsa
São Paulo - A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) registrou saída dos investidores pessoas físicas em fevereiro. Mas o volume financeiro negociado via home broker (que permite negociar ações pelo computador) teve crescimento de 18,6% se comparado com o mês anterior. Em fevereiro, o montante negociado foi de R$ 45,03 bilhões, contra R$ 37,96 bilhões em janeiro.
O número de contas de investidores pessoas físicas no mercado de ações foi de 600.341 em fevereiro, ante 603.512 em janeiro. No mês passado, a média diária de negócios, via home broker, foi de 285.872, ante 245.000 no mês anterior. O número total de negócios realizados foi de 5.717.442, ante 4.899.995 em janeiro. A participação no número de negócios do segmento Bovespa foi de 26,23%, ante 26,33% em janeiro.
Para especialista que prefere não ser identificado, a tendência é natural do crescimento dos negócios por meio do home broker, já que a BM&F Bovespa vem fazendo uma forte campanha de popularização da Bolsa. "Os investidores estão cada vez mais engajados nos investimentos.
A pessoa física vem estudando mais o mercado de capitais brasileiro", diz a fonte. Em fevereiro, o número de negócios no segmento Bovespa atingiu a marca histórica de 10.897.755. O recorde anterior foi de 10.261.145 em maio de 2010. Em janeiro, foram realizados 9.304.931 negócios. A média diária de negócios atingiu o recorde de 544.888 em fevereiro, superando a marca de 511.041 em outubro do ano passado. Em janeiro de 2011, a média diária foi de 465.247.
O segmento Bovespa movimentou em fevereiro de 2011, R$ 145,67 bilhões, ante R$ 129,49 bilhões registrados em janeiro do mesmo ano. A média diária foi de R$ 7,28 bilhões, contra R$ 6,47 bilhões do mês anterior. O Ibovespa encerrou o mês passado aos 67.383 pontos, com alta de 1,21%. A maior alta entre os indicadores da Bolsa ficou com o índice Ifinanceiro, que mede o desempenho de uma carteira de ações do setor financeiro na Bolsa, com valorização de 3,06%. O pior resultado foi apresentado pelo Imob, que mede o setor imobiliário na Bolsa, com retração de 2,07% no mês.
"O setor financeiro foi beneficiado pelo desempenho financeiros dos principais bancos brasileiros, que registraram lucros recordes. Já o setor imobiliário sofreu, principalmente, com as notícias do corte de R$ 5,1 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida", explica o especialista.
Como já é de costume os investidores estrangeiros lideraram a movimentação financeira no segmento Bovespa em fevereiro, com participação de 34,05%, ante 34,76% em janeiro. Na segunda posição, ficaram os investidores institucionais, que obtiveram participação de 33,47%, ante 33,60%. As pessoas físicas movimentaram 22,38%, ante 21,76%. As instituições financeiras ficaram com 8,53%, ante 8,21%; as empresas, com 1,53%, ante 1,56%; e o grupo Outros com 0,04%, contra 0,11% em janeiro.
Em 2011, os investimentos estrangeiros nos papéis de empresas brasileiras até fevereiro atingiram R$ 36,6 milhões, resultado de R$ 819,6 milhões em distribuições públicas e o saldo negativo de R$ 782,9 milhões na negociação no mercado secundário da BM&F Bovespa. No mês de fevereiro, o balanço da negociação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi negativo em R$ 1,1 bilhão, resultado de vendas no valor de R$ 50 bilhões e de compras de ações de R$ 48,8 bilhões.
"Nesta época do ano os investidores estrangeiros sempre retiram recursos alocados em outros países. Este movimento pode ser observado também no período de férias de meio de ano, como em junho e julho", acrescenta o agente de mercado.
A participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo as ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), representa 67,2% do total de R$ 1,2 bilhão das operações realizadas com Anúncios de Encerramento publicados até o dia 02 de março deste ano. Os negócios com os ETFs (fundos de índices) atingiram no mês de fevereiro a marca histórica de 33.804 negócios, um crescimento de 76,8% em relação ao mês de janeiro, quando foram realizados 19.120 negócios. O recorde anterior, de 30.059, que foi registrado em dezembro de 2010.
O volume financeiro nos ETFs, em fevereiro, também atingiu a marca histórica de R$ 876,2 milhões, ante R$ 717,9 milhões de janeiro. O destaque ficou com o BOVA11, que replica o índice Ibovespa, com volume financeiro de R$ 779,9 milhões e 30.489 negócios. No mês de fevereiro também foi registrado recorde diário de número de negócios e volume financeiro de ETFs: foram 1.690 negócios, ante 1.431 de dezembro de 2010, com um giro médio financeiro de R$ 43,8 mil, ante R$ 33,1 mil de dezembro de 2010.
http://www.dci.com.br
O número de contas de investidores pessoas físicas no mercado de ações foi de 600.341 em fevereiro, ante 603.512 em janeiro. No mês passado, a média diária de negócios, via home broker, foi de 285.872, ante 245.000 no mês anterior. O número total de negócios realizados foi de 5.717.442, ante 4.899.995 em janeiro. A participação no número de negócios do segmento Bovespa foi de 26,23%, ante 26,33% em janeiro.
Para especialista que prefere não ser identificado, a tendência é natural do crescimento dos negócios por meio do home broker, já que a BM&F Bovespa vem fazendo uma forte campanha de popularização da Bolsa. "Os investidores estão cada vez mais engajados nos investimentos.
A pessoa física vem estudando mais o mercado de capitais brasileiro", diz a fonte. Em fevereiro, o número de negócios no segmento Bovespa atingiu a marca histórica de 10.897.755. O recorde anterior foi de 10.261.145 em maio de 2010. Em janeiro, foram realizados 9.304.931 negócios. A média diária de negócios atingiu o recorde de 544.888 em fevereiro, superando a marca de 511.041 em outubro do ano passado. Em janeiro de 2011, a média diária foi de 465.247.
O segmento Bovespa movimentou em fevereiro de 2011, R$ 145,67 bilhões, ante R$ 129,49 bilhões registrados em janeiro do mesmo ano. A média diária foi de R$ 7,28 bilhões, contra R$ 6,47 bilhões do mês anterior. O Ibovespa encerrou o mês passado aos 67.383 pontos, com alta de 1,21%. A maior alta entre os indicadores da Bolsa ficou com o índice Ifinanceiro, que mede o desempenho de uma carteira de ações do setor financeiro na Bolsa, com valorização de 3,06%. O pior resultado foi apresentado pelo Imob, que mede o setor imobiliário na Bolsa, com retração de 2,07% no mês.
"O setor financeiro foi beneficiado pelo desempenho financeiros dos principais bancos brasileiros, que registraram lucros recordes. Já o setor imobiliário sofreu, principalmente, com as notícias do corte de R$ 5,1 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida", explica o especialista.
Como já é de costume os investidores estrangeiros lideraram a movimentação financeira no segmento Bovespa em fevereiro, com participação de 34,05%, ante 34,76% em janeiro. Na segunda posição, ficaram os investidores institucionais, que obtiveram participação de 33,47%, ante 33,60%. As pessoas físicas movimentaram 22,38%, ante 21,76%. As instituições financeiras ficaram com 8,53%, ante 8,21%; as empresas, com 1,53%, ante 1,56%; e o grupo Outros com 0,04%, contra 0,11% em janeiro.
Em 2011, os investimentos estrangeiros nos papéis de empresas brasileiras até fevereiro atingiram R$ 36,6 milhões, resultado de R$ 819,6 milhões em distribuições públicas e o saldo negativo de R$ 782,9 milhões na negociação no mercado secundário da BM&F Bovespa. No mês de fevereiro, o balanço da negociação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi negativo em R$ 1,1 bilhão, resultado de vendas no valor de R$ 50 bilhões e de compras de ações de R$ 48,8 bilhões.
"Nesta época do ano os investidores estrangeiros sempre retiram recursos alocados em outros países. Este movimento pode ser observado também no período de férias de meio de ano, como em junho e julho", acrescenta o agente de mercado.
A participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo as ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), representa 67,2% do total de R$ 1,2 bilhão das operações realizadas com Anúncios de Encerramento publicados até o dia 02 de março deste ano. Os negócios com os ETFs (fundos de índices) atingiram no mês de fevereiro a marca histórica de 33.804 negócios, um crescimento de 76,8% em relação ao mês de janeiro, quando foram realizados 19.120 negócios. O recorde anterior, de 30.059, que foi registrado em dezembro de 2010.
O volume financeiro nos ETFs, em fevereiro, também atingiu a marca histórica de R$ 876,2 milhões, ante R$ 717,9 milhões de janeiro. O destaque ficou com o BOVA11, que replica o índice Ibovespa, com volume financeiro de R$ 779,9 milhões e 30.489 negócios. No mês de fevereiro também foi registrado recorde diário de número de negócios e volume financeiro de ETFs: foram 1.690 negócios, ante 1.431 de dezembro de 2010, com um giro médio financeiro de R$ 43,8 mil, ante R$ 33,1 mil de dezembro de 2010.
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terça-feira, 8 de março de 2011
Mercado imobiliário aposta na remodelação de empreendimentos antigos
SÃO PAULO – Em vez de construir empreendimentos novos, remodelar estruturas antigas e que perderam valor ao longo do tempo. Esta tem sido uma das apostas do mercado imobiliário brasileiro, por meio do que ficou chamado de “retrofit”.
O termo em inglês é usado para definir reforma, mas com customização, adaptação, melhora de equipamentos, do conforto e das possibilidades de uso de um prédio.
“As tecnologias atuais de equipamentos, materiais e de inteligência predial permitem que os edifícios antigos, após um processo de retrofit, passem a oferecer os mesmos benefícios, conforto e qualidade dos edifícios mais modernos”, afirmou o diretor financeiro da BNCORP, César Worms.
Regiões inteiras
O processo pode atingir grandes áreas urbanas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização das cidades e atualização de construções, sem perder as características arquitetônicas originais.
E espaço para o retrofit não falta no país. Em São Paulo, de acordo com Worms, regiões como a do Centro Velho e a da Avenida Paulista têm 90% de edifícios que não são dotados de inteligência predial.
No Rio de Janeiro, a revitalização de um prédio na região central da cidade fez com que o preço do aluguel do metro quadrado passasse de algo entre R$ 20 e R$ 25 para R$ 100. Tudo isso por conta da modernização das faixadas e instalações, que datavam da década de 1950.
http://economia.uol.com.br
O termo em inglês é usado para definir reforma, mas com customização, adaptação, melhora de equipamentos, do conforto e das possibilidades de uso de um prédio.
“As tecnologias atuais de equipamentos, materiais e de inteligência predial permitem que os edifícios antigos, após um processo de retrofit, passem a oferecer os mesmos benefícios, conforto e qualidade dos edifícios mais modernos”, afirmou o diretor financeiro da BNCORP, César Worms.
Regiões inteiras
O processo pode atingir grandes áreas urbanas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização das cidades e atualização de construções, sem perder as características arquitetônicas originais.
E espaço para o retrofit não falta no país. Em São Paulo, de acordo com Worms, regiões como a do Centro Velho e a da Avenida Paulista têm 90% de edifícios que não são dotados de inteligência predial.
No Rio de Janeiro, a revitalização de um prédio na região central da cidade fez com que o preço do aluguel do metro quadrado passasse de algo entre R$ 20 e R$ 25 para R$ 100. Tudo isso por conta da modernização das faixadas e instalações, que datavam da década de 1950.
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sábado, 5 de março de 2011
Sonho da casa própria e suas armadilhas
Nos últimos anos, o sonho de adquirir a casa própria ficou mais próximo, isso somado à facilidade em conseguir financiamento bancário. Programas como, "Minha Casa Minha Vida", do governo federal, ajudaram no aumento da oferta do credito imobiliário. Para se ter uma ideia, só no ano passado, foram comercializados 421 mil imóveis pelo SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Com a inclusão de unidades obtidas por meio do FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o número salta para 1,052 milhões de imóveis. Para 2011, o boom do mercado imobiliário deve continuar. A previsão é de que até o final deste ano sejam vendidas 1,070 bilhões de unidades, incluso recursos provenientes da caderneta de poupança e FGTS, o número deve ser superado, segundo a Abecip - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.
Com o crescimento da economia, muitas pessoas, na ânsia de comprar sua residência, não se atentam aos detalhes na hora de fechar o negócio. Com isso, é presa fácil de instituições financeiras, construtoras e imobiliárias, as quais visam apenas seus próprios interesses. Segundo estudo do Instituto Data Popular, nos próximos 12 meses, 9 milhões de famílias pretendem comprar seu imóvel. Mas antes de realizar a ambição da casa própria, cautela é essencial para não cair em armadilhas. Entre elas: taxas Sati e interveniência, pagamento da comissão do corretor, incidência de juros sobre juros, atraso na entrega do imóvel, problemas na obra ou no prazo de entrega, propaganda enganosa, entre outros casos de abusos contra o mutuário.
Uma das práticas comuns no mercado imobiliário é a taxa Sati - Serviço de Assessoria Técnica Imobiliária, pela qual as imobiliárias impõem ao comprador o pagamento do percentual de 0,88% sobre o valor total do bem, alegando custos de assistência jurídica. Essa cobrança, porém, fere o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pela imposição de um defensor. O mutuário que estiver nesta situação deve entrar na Justiça para reaver o dinheiro que deverá ser restituído em dobro, além de ser acrescido de correção monetária e juros.
Outra cobrança indevida é a de juros sobre juros nos contratos feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O procedimento é ilegal, como reconhecem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Superior Tribunal Federal (STF). Mas a realidade, para o mutuário, é bem diferente: as parcelas aumentam e o comprador fica refém das instituições financeiras por não conseguir pagar, sem saber dos juros excessivos acrescidos nas suas prestações. Com base em jurisprudência, o mutuário deve requisitar na esfera judiciária a restituição dos encargos financeiros, mesmo aqueles que já quitaram o pagamento do imóvel. Mais um abuso é a arrecadação da chamada "taxa de interveniência", que as construtoras impõem, na hipótese de o mutuário não optar pela financeira parceira dela. A sua imposição é considerada como venda casada e órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, a condenam. O valor pode chegar a R$3 mil ou, em alguns casos, a 2% do financiamento. O prejudicado poderá exigir no poder judiciário o dobro do valor pago, para isso é importante guardar todos os comprovantes.
O atraso na entrega do imóvel e problemas na sua estrutura são uma das situações que vêm gerando muitas reclamações. Cuidados como verificar a idoneidade da incorporadora, a qualidade dos outros empreendimentos da respectiva construtora e conversar com seus moradores é umas das formas de evitar as dores de cabeça. Depois, é preciso certificar se existem vazamentos, entupimentos, rachaduras ou problemas nas instalações elétricas e hidráulicas. Essa precaução é imprescindível antes de fechar o contrato. Em ambos os casos, se não houver acordo com o responsável pela obra, a vítima deve pleitear judicialmente o pagamento de indenização por danos materiais e morais, além do lucro que deixou ganhar. Cabe também, a opção do pedido de cancelamento do negócio firmado com a devolução integral da quantia já paga, devidamente atualizadas e acrescidas de juros. A comissão do corretor é outra artimanha que as construtoras utilizam para prejudicar o mutuário.
As incorporadoras contratam uma imobiliária para fazer a intermediação com o comprador e, para livrarem-se de pagar a comissão de 6% a 8%, na venda de imóveis residenciais - determinada pelo Creci - Conselho Regional de Corretores de Imóveis - obrigam o agente comercial a passar o recibo em nome dele ou até mesmo emitir nota fiscal pela imobiliária. Com isso, no momento de fechar o contrato, o adquirente do imóvel paga sem saber da sua ilegalidade ou muitas das vezes é coagido a aceitá-la. O procedimento é ilícito e a devolução deve acontecer de uma só vez em até 10 dias, corrigida com os encargos devidos. Quanto mais atraso no pagamento, é acrescida multa de 10% até chegar a penhorar bens da imobiliária ou da construtora. Atenção é primordial para que o mutuário fuja das armadilhas e da propaganda enganosa de bancos, incorporadoras e imobiliárias. Guarde todos os comprovantes que possam lhe auxiliar na hora de procurar os órgãos de defesa do consumidor e até mesmo a Justiça, seja para tirar dúvidas ou denunciar abusos. Tomando esses cuidados, o principal investimento da família será tranquilo.
http://www.monitormercantil.com.br
Com o crescimento da economia, muitas pessoas, na ânsia de comprar sua residência, não se atentam aos detalhes na hora de fechar o negócio. Com isso, é presa fácil de instituições financeiras, construtoras e imobiliárias, as quais visam apenas seus próprios interesses. Segundo estudo do Instituto Data Popular, nos próximos 12 meses, 9 milhões de famílias pretendem comprar seu imóvel. Mas antes de realizar a ambição da casa própria, cautela é essencial para não cair em armadilhas. Entre elas: taxas Sati e interveniência, pagamento da comissão do corretor, incidência de juros sobre juros, atraso na entrega do imóvel, problemas na obra ou no prazo de entrega, propaganda enganosa, entre outros casos de abusos contra o mutuário.
Uma das práticas comuns no mercado imobiliário é a taxa Sati - Serviço de Assessoria Técnica Imobiliária, pela qual as imobiliárias impõem ao comprador o pagamento do percentual de 0,88% sobre o valor total do bem, alegando custos de assistência jurídica. Essa cobrança, porém, fere o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pela imposição de um defensor. O mutuário que estiver nesta situação deve entrar na Justiça para reaver o dinheiro que deverá ser restituído em dobro, além de ser acrescido de correção monetária e juros.
Outra cobrança indevida é a de juros sobre juros nos contratos feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O procedimento é ilegal, como reconhecem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Superior Tribunal Federal (STF). Mas a realidade, para o mutuário, é bem diferente: as parcelas aumentam e o comprador fica refém das instituições financeiras por não conseguir pagar, sem saber dos juros excessivos acrescidos nas suas prestações. Com base em jurisprudência, o mutuário deve requisitar na esfera judiciária a restituição dos encargos financeiros, mesmo aqueles que já quitaram o pagamento do imóvel. Mais um abuso é a arrecadação da chamada "taxa de interveniência", que as construtoras impõem, na hipótese de o mutuário não optar pela financeira parceira dela. A sua imposição é considerada como venda casada e órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, a condenam. O valor pode chegar a R$3 mil ou, em alguns casos, a 2% do financiamento. O prejudicado poderá exigir no poder judiciário o dobro do valor pago, para isso é importante guardar todos os comprovantes.
O atraso na entrega do imóvel e problemas na sua estrutura são uma das situações que vêm gerando muitas reclamações. Cuidados como verificar a idoneidade da incorporadora, a qualidade dos outros empreendimentos da respectiva construtora e conversar com seus moradores é umas das formas de evitar as dores de cabeça. Depois, é preciso certificar se existem vazamentos, entupimentos, rachaduras ou problemas nas instalações elétricas e hidráulicas. Essa precaução é imprescindível antes de fechar o contrato. Em ambos os casos, se não houver acordo com o responsável pela obra, a vítima deve pleitear judicialmente o pagamento de indenização por danos materiais e morais, além do lucro que deixou ganhar. Cabe também, a opção do pedido de cancelamento do negócio firmado com a devolução integral da quantia já paga, devidamente atualizadas e acrescidas de juros. A comissão do corretor é outra artimanha que as construtoras utilizam para prejudicar o mutuário.
As incorporadoras contratam uma imobiliária para fazer a intermediação com o comprador e, para livrarem-se de pagar a comissão de 6% a 8%, na venda de imóveis residenciais - determinada pelo Creci - Conselho Regional de Corretores de Imóveis - obrigam o agente comercial a passar o recibo em nome dele ou até mesmo emitir nota fiscal pela imobiliária. Com isso, no momento de fechar o contrato, o adquirente do imóvel paga sem saber da sua ilegalidade ou muitas das vezes é coagido a aceitá-la. O procedimento é ilícito e a devolução deve acontecer de uma só vez em até 10 dias, corrigida com os encargos devidos. Quanto mais atraso no pagamento, é acrescida multa de 10% até chegar a penhorar bens da imobiliária ou da construtora. Atenção é primordial para que o mutuário fuja das armadilhas e da propaganda enganosa de bancos, incorporadoras e imobiliárias. Guarde todos os comprovantes que possam lhe auxiliar na hora de procurar os órgãos de defesa do consumidor e até mesmo a Justiça, seja para tirar dúvidas ou denunciar abusos. Tomando esses cuidados, o principal investimento da família será tranquilo.
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sexta-feira, 4 de março de 2011
Novo teto do Minha Casa, Minha Vida entra em vigor
Os novos limites para financiamento de imóveis dentro das regras do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) começaram a valer nesta quinta-feira. Com isso, sobe também o teto dos imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.
A Caixa Econômica Federal informou que já trabalha com os novos valores para avaliação de imóveis.
A justificativa para o aumento do teto é proporcionar a equivalência aos valores praticados no mercado imobiliário e pretende cobrir o deficit na habitação popular. Desde 2007 não havia reajuste desses valores.
No início de fevereiro, o Conselho Curador do FGTS já havia anunciado a elevação no valor dos imóveis que podem ser financiados com recursos do fundo e que passou a valer agora.
A renda familiar máxima para enquadramento nos financiamentos continua em R$ 4.900 para regiões metropolitanas de SP, RJ, DF e demais capitais. O mesmo limite passa a ser utilizado também para os municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes. Nas demais regiões do país, o valor é de R$ 3.900.
NOVOS VALORES
O teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil. Nas demais capitais e municípios com população superior a 1 milhão, foi elevado de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 100 mil para R$ 130 mil.
Municípios com população igual ou superior a 50 mil e abaixo de 250 mil habitantes, de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Para os demais municípios, o valor segue em R$ 80 mil.
http://www.jornalfloripa.com.br
A Caixa Econômica Federal informou que já trabalha com os novos valores para avaliação de imóveis.
A justificativa para o aumento do teto é proporcionar a equivalência aos valores praticados no mercado imobiliário e pretende cobrir o deficit na habitação popular. Desde 2007 não havia reajuste desses valores.
No início de fevereiro, o Conselho Curador do FGTS já havia anunciado a elevação no valor dos imóveis que podem ser financiados com recursos do fundo e que passou a valer agora.
A renda familiar máxima para enquadramento nos financiamentos continua em R$ 4.900 para regiões metropolitanas de SP, RJ, DF e demais capitais. O mesmo limite passa a ser utilizado também para os municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes. Nas demais regiões do país, o valor é de R$ 3.900.
NOVOS VALORES
O teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil. Nas demais capitais e municípios com população superior a 1 milhão, foi elevado de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 100 mil para R$ 130 mil.
Municípios com população igual ou superior a 50 mil e abaixo de 250 mil habitantes, de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Para os demais municípios, o valor segue em R$ 80 mil.
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Corte no Minha Casa, Minha Vida não afeta emissão de CRI
São Paulo - Os mercados de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e outros ativos imobiliários não serão afetados pelo corte de R$ 5,1 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida, segundo o advogado Carlos Ferrari, especialista nas áreas de Mercado de Capitais e setor Imobiliários, do Lobo & de Rizzo Advogados. O corte foi anunciado na 2ª feira pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. "O que deve ter ocorrido foi um pequeno erro de calculo no montante destinado na primeira fase do programa. O mercado não precisava de todo o montante dos recursos. O que ocorreu foi um ajuste no valor", afirma Ferrari.
O advogado se mostrou muito otimista com as ofertas que virão em 2011. "Acabamos de fechar uma operação da MRV Engenharia no valor de R$ 248 milhões. Acabamos de publicar na CVM [Comissão de Valores Mobiliários]", revela o especialista.
Ferrari afirma ainda que no escritório tem 5 operação para sair, contando com a da MRV, que juntas, chegam próximo de R$ 600 milhões. "O mercado está com uma velocidade de emissões que jamais vi", acrescenta Ferrari. O advogado diz ainda que só neste início de ano a CVM já concentra um estoque de emissões no montante de R$ 2 bilhões. "Este foi o volume que fechou o ano inteiro de 2010", lembra o especialista.
De acordo com os valores divulgados pela CVM, 2010 finalizou com R$ 2,1 bilhões em ofertas registradas, contra R$ 1,223 bilhão em relação ao ano anterior, correspondendo a um crescimento de 74,8% no período. Em 2008, o montante foi de R$ 830 milhões e, em 2007, o volume financeiro foi de R$ 868 milhões.
Ferrari lembrou ainda que a demanda dos investidores também tem sido fundamental para o crescimento deste mercado. "Além do interesse do investidor, estamos tendo uma alta no mercado secundário deste título, coisa que não tínhamos no passado", explica o especialista, dizendo ainda que investidor estrangeiro também está demonstrando grande interesse nos CRIs. "Temos de lembrar que o estrangeiro não paga Imposto de Renda sobre esta operação. Para eles é bem vantajoso", explica Ferrari.
Considerados importantes fontes de financiamento para o crédito imobiliário, os ativos como Cédula de Crédito Imobiliário (CCI), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e CRI registraram um volume de R$ 58,8 bilhões em 2011 na Cetip. Esses ativos, juntos, acumularam um crescimento de cerca de 40%, de 2009 para 2010. A Cetip detém quase que a totalidade do mercado de registro desses papéis, com 96% do mercado.
O crédito imobiliário no mercado de securitização foi o assunto da palestra que Carlos Ratto, diretor executivo Comercial e de Produtos da Cetip, apresentou no Encontro de Executivos dos Mercados de Securitização e Crédito Imobiliário. O encontro reuniu aproximadamente de 80 profissionais ligados a instituições financeiras do setor de crédito imobiliário e securitização.
Ainda sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, Ferrari explica que tem contato com diversos agentes de mercado e que não ouviu ninguém questionando o corte. "Este é um mercado de títulos com cada vez mais segurança no lastro, isso atrai investidores".
O cenário atual e o mercado secundário também fizeram parte da apresentação de Ratto. Para o executivo, é necessário o desenvolvimento do mercado. "O estímulo ao mercado secundário será extremamente importante para que investidores do mercado primário saibam que esses ativos poderão ser negociados futuramente", explica o diretor da Cetip.
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O advogado se mostrou muito otimista com as ofertas que virão em 2011. "Acabamos de fechar uma operação da MRV Engenharia no valor de R$ 248 milhões. Acabamos de publicar na CVM [Comissão de Valores Mobiliários]", revela o especialista.
Ferrari afirma ainda que no escritório tem 5 operação para sair, contando com a da MRV, que juntas, chegam próximo de R$ 600 milhões. "O mercado está com uma velocidade de emissões que jamais vi", acrescenta Ferrari. O advogado diz ainda que só neste início de ano a CVM já concentra um estoque de emissões no montante de R$ 2 bilhões. "Este foi o volume que fechou o ano inteiro de 2010", lembra o especialista.
De acordo com os valores divulgados pela CVM, 2010 finalizou com R$ 2,1 bilhões em ofertas registradas, contra R$ 1,223 bilhão em relação ao ano anterior, correspondendo a um crescimento de 74,8% no período. Em 2008, o montante foi de R$ 830 milhões e, em 2007, o volume financeiro foi de R$ 868 milhões.
Ferrari lembrou ainda que a demanda dos investidores também tem sido fundamental para o crescimento deste mercado. "Além do interesse do investidor, estamos tendo uma alta no mercado secundário deste título, coisa que não tínhamos no passado", explica o especialista, dizendo ainda que investidor estrangeiro também está demonstrando grande interesse nos CRIs. "Temos de lembrar que o estrangeiro não paga Imposto de Renda sobre esta operação. Para eles é bem vantajoso", explica Ferrari.
Considerados importantes fontes de financiamento para o crédito imobiliário, os ativos como Cédula de Crédito Imobiliário (CCI), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e CRI registraram um volume de R$ 58,8 bilhões em 2011 na Cetip. Esses ativos, juntos, acumularam um crescimento de cerca de 40%, de 2009 para 2010. A Cetip detém quase que a totalidade do mercado de registro desses papéis, com 96% do mercado.
O crédito imobiliário no mercado de securitização foi o assunto da palestra que Carlos Ratto, diretor executivo Comercial e de Produtos da Cetip, apresentou no Encontro de Executivos dos Mercados de Securitização e Crédito Imobiliário. O encontro reuniu aproximadamente de 80 profissionais ligados a instituições financeiras do setor de crédito imobiliário e securitização.
Ainda sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, Ferrari explica que tem contato com diversos agentes de mercado e que não ouviu ninguém questionando o corte. "Este é um mercado de títulos com cada vez mais segurança no lastro, isso atrai investidores".
O cenário atual e o mercado secundário também fizeram parte da apresentação de Ratto. Para o executivo, é necessário o desenvolvimento do mercado. "O estímulo ao mercado secundário será extremamente importante para que investidores do mercado primário saibam que esses ativos poderão ser negociados futuramente", explica o diretor da Cetip.
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Família com renda até R$ 4.900 já pode financiar casa mais cara
Os novos limites para financiamento de imóveis dentro das regras do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) começaram a valer nesta quinta-feira. Com isso, sobe também o teto dos imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.
A Caixa Econômica Federal informou que já trabalha com os novos valores para avaliação de imóveis.
A renda familiar máxima para enquadramento nos financiamentos é de R$ 4.900 para regiões metropolitanas de SP, RJ, DF e demais capitais. O mesmo limite passa a ser utilizado também para os municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes. Nas demais regiões do país, o valor é de R$ 3.900.
A justificativa para o aumento do teto é proporcionar a equivalência aos valores praticados no mercado imobiliário e pretende cobrir o deficit na habitação popular. Desde 2007 não havia reajuste desses valores.
No início de fevereiro, o Conselho Curador do FGTS já havia anunciado a elevação no valor dos imóveis que podem ser financiados com recursos do fundo e que passou a valer agora.
NOVOS VALORES
O teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil. Nas demais capitais e municípios com população superior a 1 milhão, foi elevado de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 100 mil para R$ 130 mil.
Municípios com população igual ou superior a 50 mil e abaixo de 250 mil habitantes, de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Para os demais municípios, o valor segue em R$ 80 mil.
http://www.jornalfloripa.com.br
A Caixa Econômica Federal informou que já trabalha com os novos valores para avaliação de imóveis.
A renda familiar máxima para enquadramento nos financiamentos é de R$ 4.900 para regiões metropolitanas de SP, RJ, DF e demais capitais. O mesmo limite passa a ser utilizado também para os municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes. Nas demais regiões do país, o valor é de R$ 3.900.
A justificativa para o aumento do teto é proporcionar a equivalência aos valores praticados no mercado imobiliário e pretende cobrir o deficit na habitação popular. Desde 2007 não havia reajuste desses valores.
No início de fevereiro, o Conselho Curador do FGTS já havia anunciado a elevação no valor dos imóveis que podem ser financiados com recursos do fundo e que passou a valer agora.
NOVOS VALORES
O teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil. Nas demais capitais e municípios com população superior a 1 milhão, foi elevado de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 100 mil para R$ 130 mil.
Municípios com população igual ou superior a 50 mil e abaixo de 250 mil habitantes, de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Para os demais municípios, o valor segue em R$ 80 mil.
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Os erros mais comuns de quem investe em imóveis
SÃO PAULO – O investimento em imóveis é cultural no Brasil, mas isso não significa que as pessoas não estejam sujeitas a cometer alguns erros na hora de aderir à modalidade.
De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, um dos erros dos investidores de imóveis é ter uma avaliação distorcida quanto ao retorno que a aplicação pode proporcionar.
“Se quero comprar um imóvel para revender, tenho de entender de liquidez, qual o tempo de demora de venda, quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado, qual o montante que estará aplicado e qual o retorno”, afirmou.
Ele completou: “Porque, se eu vou comprar para obter lucro, tenho de comprar abaixo do valor do mercado para, no mínimo, vender no valor do mercado”. Esse tipo de negócio, segundo Viana, se consegue quando se encontra alguém querendo vender o imóvel com urgência, seja para mudar de cidade, para empreender etc.
“Quem compra pensando em vender em um preço acima do mercado não vai conseguir. Só pela facilidade que a internet traz, tem muita informação, então todo mundo sabe o preço”, completou, justificando a estratégia de comprar barato.
Locação
Um erro na compra de um imóvel para locação é não ficar atento às características da unidade. De acordo com Viana, de nada adianta um imóvel grande próximo ao metrô, por exemplo, onde tem muitos jovens e solteiros querendo locar, e não famílias grandes.
“Tem de investir no perfil certo: um apartamento que seja na proximidade do metrô não pode ter mais de dois dormitórios, porque há mais clientes neste local para este tipo de imóvel”, afirmou o presidente do Creci-SP.
Na locação, segundo ele, um outro erro é tratar diretamente do contrato com o inquilino e acabar misturando amizade com negócios. “Porque, se o inquilino passa por aperto, ele faz apelo emocional. Já quando deixa em uma imobiliária, é uma vacina contra esse apelo emocional”.
Documentação
Com o avanço da informática, ficou mais fácil falsificar alguns documentos, inclusive os relacionados a um imóvel. Um dos erros que os investidores podem cometer é não ficar atento a isso e acabar sendo alvo de um golpe.
Um dos documentos necessários é a certidão de ônus reais do imóvel, emitida pelo cartório de registro de imóveis e que informa se há alguma restrição à fruição de propriedade de um imóvel. Tal certidão declara, por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado.
Viana indica ainda que a pessoa peça documentos como a certidão de casamento dos proprietários, para ver o regime de bens e se a venda é permitida; a certidão de nascimento, porque se a pessoa está interditada judicialmente, aparece neste documento; a certidão de débitos municipais do imóvel, para analisar o pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano); e a certidão do condomínio, para saber se o pagamento desta conta está em dia.
Fora isso, um erro dos investidores é permitir que o antigo proprietário do imóvel informe um valor menor na hora de declarar a venda, com o intuito de pagar menos Imposto de Renda. Isso porque, quando o investidor for vender a propriedade, também terá de fazer a mesma declaração e pode ter de arcar com mais imposto por conta disso.
Mas o erro mais perigoso, segundo Viana, é a pessoa fazer contratos de gaveta, ou aderir aos documentos informais. “A pessoa compra e não quer pagar uma escritura porque fica muito caro. Aí, ela faz um instrumento particular para, quando vender, passar direto do vendedor anterior para o comprador. Isso é perigoso. Porque, se de repente o antigo proprietário morre, o imóvel entra no inventário dele. Esses contratos de gaveta são perigosíssimos e ensejam a sonegação fiscal”.
O lado emocional
De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, quem está comprando um imóvel como forma de investimento tem de tomar cuidado com o lado emocional.
Isso porque, como os imóveis hoje estão em destaque, por conta da valorização que apresentaram nos últimos anos, muitos acreditam que é possível ganhar dinheiro com eles de qualquer jeito, o que não é verdade. “Na hora de fechar, de escolher, tem de ver a localização”, argumentou.
Ele completou: “Tem de escolher um imóvel que não seja no primeiro andar, tem de ser um imóvel menor, que o prédio não seja velho, que não precise de manutenção, porque eles têm mais liquidez”.
Schneider recomenda, a quem for vender, que opte uma boa orientação, principalmente por conta da documentação.
http://casaeimoveis.uol.com.br
De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, um dos erros dos investidores de imóveis é ter uma avaliação distorcida quanto ao retorno que a aplicação pode proporcionar.
“Se quero comprar um imóvel para revender, tenho de entender de liquidez, qual o tempo de demora de venda, quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado, qual o montante que estará aplicado e qual o retorno”, afirmou.
Ele completou: “Porque, se eu vou comprar para obter lucro, tenho de comprar abaixo do valor do mercado para, no mínimo, vender no valor do mercado”. Esse tipo de negócio, segundo Viana, se consegue quando se encontra alguém querendo vender o imóvel com urgência, seja para mudar de cidade, para empreender etc.
“Quem compra pensando em vender em um preço acima do mercado não vai conseguir. Só pela facilidade que a internet traz, tem muita informação, então todo mundo sabe o preço”, completou, justificando a estratégia de comprar barato.
Locação
Um erro na compra de um imóvel para locação é não ficar atento às características da unidade. De acordo com Viana, de nada adianta um imóvel grande próximo ao metrô, por exemplo, onde tem muitos jovens e solteiros querendo locar, e não famílias grandes.
“Tem de investir no perfil certo: um apartamento que seja na proximidade do metrô não pode ter mais de dois dormitórios, porque há mais clientes neste local para este tipo de imóvel”, afirmou o presidente do Creci-SP.
Na locação, segundo ele, um outro erro é tratar diretamente do contrato com o inquilino e acabar misturando amizade com negócios. “Porque, se o inquilino passa por aperto, ele faz apelo emocional. Já quando deixa em uma imobiliária, é uma vacina contra esse apelo emocional”.
Documentação
Com o avanço da informática, ficou mais fácil falsificar alguns documentos, inclusive os relacionados a um imóvel. Um dos erros que os investidores podem cometer é não ficar atento a isso e acabar sendo alvo de um golpe.
Um dos documentos necessários é a certidão de ônus reais do imóvel, emitida pelo cartório de registro de imóveis e que informa se há alguma restrição à fruição de propriedade de um imóvel. Tal certidão declara, por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado.
Viana indica ainda que a pessoa peça documentos como a certidão de casamento dos proprietários, para ver o regime de bens e se a venda é permitida; a certidão de nascimento, porque se a pessoa está interditada judicialmente, aparece neste documento; a certidão de débitos municipais do imóvel, para analisar o pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano); e a certidão do condomínio, para saber se o pagamento desta conta está em dia.
Fora isso, um erro dos investidores é permitir que o antigo proprietário do imóvel informe um valor menor na hora de declarar a venda, com o intuito de pagar menos Imposto de Renda. Isso porque, quando o investidor for vender a propriedade, também terá de fazer a mesma declaração e pode ter de arcar com mais imposto por conta disso.
Mas o erro mais perigoso, segundo Viana, é a pessoa fazer contratos de gaveta, ou aderir aos documentos informais. “A pessoa compra e não quer pagar uma escritura porque fica muito caro. Aí, ela faz um instrumento particular para, quando vender, passar direto do vendedor anterior para o comprador. Isso é perigoso. Porque, se de repente o antigo proprietário morre, o imóvel entra no inventário dele. Esses contratos de gaveta são perigosíssimos e ensejam a sonegação fiscal”.
O lado emocional
De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, quem está comprando um imóvel como forma de investimento tem de tomar cuidado com o lado emocional.
Isso porque, como os imóveis hoje estão em destaque, por conta da valorização que apresentaram nos últimos anos, muitos acreditam que é possível ganhar dinheiro com eles de qualquer jeito, o que não é verdade. “Na hora de fechar, de escolher, tem de ver a localização”, argumentou.
Ele completou: “Tem de escolher um imóvel que não seja no primeiro andar, tem de ser um imóvel menor, que o prédio não seja velho, que não precise de manutenção, porque eles têm mais liquidez”.
Schneider recomenda, a quem for vender, que opte uma boa orientação, principalmente por conta da documentação.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
Móveis modernos que agradam nova classe média
Casas Bahia e Ponto Frio oferecem opções para decorar sala, quarto e cozinha, além de suporte técnico para instalação
Rio - Decorar a casa está cada vez mais na moda e o melhor: o mercado oferece condições especiais de pagamento. A nova classe média brasileira reforça essa tendência. Redes como Casas Bahia e Ponto Frio também acompanham o boom do mercado imobiliário, em que um número expressivo de pessoas consegue trocar o aluguel pela casa própria. As varejistas investem em ambientes decorados nas lojas, com móveis de qualidade e preços mais em conta.
“Para os consumidores das classes mais populares o design, a beleza e a modernidade são tão importantes quanto a qualidade e o preço atrativo. Percebemos uma mudança no desejo de consumo dos clientes. A cozinha compacta, com três peças, por exemplo, antes era a campeã de vendas nas lojas. Hoje, uma das mais vendidas é a cozinha modulada muito similar às cozinhas planejadas disponíveis no mercado”, explica Jonas Victor Vieira, diretor de móveis da Casas Bahia/ Ponto Frio.
Segundo ele, isso é um exemplo prático das exigências dos consumidores das classes mais populares que procuram produtos maiores, mais bonitos e de qualidade. “Esse público busca um produto de qualidade, mas também deseja conforto, beleza, durabilidade, tudo junto. Ele é mais criterioso e valoriza o seu dinheiro, não compra por comprar”, complementa Vieira.
BUSCA POR TENDÊNCIAS
Para buscar tendências, a Bartira — fábrica de móveis do Grupo Casas Bahia — enviou por duas vezes profissionais da fábrica ao Salão do Móvel de Milão, na Itália, reconhecido mundialmente como o mais importante evento do setor. Outro diferencial é a que a rede acaba de lançar a venda de serviços técnicos.
No Rio, o Técnico Pessoal Casas Bahia, vai funcionar a partir de terça-feira. Tem como objetivo facilitar a vida do consumidor e garantir a correta instalação de equipamentos de vídeo, áudio e informática. A contratação pode ser feita no ato da compra dos produtos.
http://odia.terra.com.br
Rio - Decorar a casa está cada vez mais na moda e o melhor: o mercado oferece condições especiais de pagamento. A nova classe média brasileira reforça essa tendência. Redes como Casas Bahia e Ponto Frio também acompanham o boom do mercado imobiliário, em que um número expressivo de pessoas consegue trocar o aluguel pela casa própria. As varejistas investem em ambientes decorados nas lojas, com móveis de qualidade e preços mais em conta.
“Para os consumidores das classes mais populares o design, a beleza e a modernidade são tão importantes quanto a qualidade e o preço atrativo. Percebemos uma mudança no desejo de consumo dos clientes. A cozinha compacta, com três peças, por exemplo, antes era a campeã de vendas nas lojas. Hoje, uma das mais vendidas é a cozinha modulada muito similar às cozinhas planejadas disponíveis no mercado”, explica Jonas Victor Vieira, diretor de móveis da Casas Bahia/ Ponto Frio.
Segundo ele, isso é um exemplo prático das exigências dos consumidores das classes mais populares que procuram produtos maiores, mais bonitos e de qualidade. “Esse público busca um produto de qualidade, mas também deseja conforto, beleza, durabilidade, tudo junto. Ele é mais criterioso e valoriza o seu dinheiro, não compra por comprar”, complementa Vieira.
BUSCA POR TENDÊNCIAS
Para buscar tendências, a Bartira — fábrica de móveis do Grupo Casas Bahia — enviou por duas vezes profissionais da fábrica ao Salão do Móvel de Milão, na Itália, reconhecido mundialmente como o mais importante evento do setor. Outro diferencial é a que a rede acaba de lançar a venda de serviços técnicos.
No Rio, o Técnico Pessoal Casas Bahia, vai funcionar a partir de terça-feira. Tem como objetivo facilitar a vida do consumidor e garantir a correta instalação de equipamentos de vídeo, áudio e informática. A contratação pode ser feita no ato da compra dos produtos.
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As emoções empresariais de Roberto Carlos

Em 15 anos, o cantor construiu um império de negócios diversificados e associou sua marca a cruzeiros marítimos, condomínios residenciais e comerciais, panetones, touros, vacas e cartões de crédito. E isso é só o começo.
Um dos maiores cantores e compositores da música popular brasileira, recordista de vendas de discos no Brasil e na América Latina, o Rei Roberto Carlos, quem diria, tem pelo menos uma frustração profissional: ele queria ser caminhoneiro ou arquiteto.
A primeira opção parece mesmo um sonho distante. Difícil imaginar o Rei por aí, na boleia de um caminhão, dirigindo pelas estradas, carregando e descarregando mercadorias.
Já o segundo sonho – embora não literalmente – está mais próximo de se concretizar com o lançamento, logo após o Carnaval, de um megaempreendimento imobiliário na Vila Olímpia, uma das áreas mais nobres da São Paulo.
Trata-se do primeiro projeto da incorporadora Emoções, que tem como sócios, além de Roberto Carlos, os empresários Ubirajara Guimarães, seu amigo há mais de 30 anos, Jorge “Dody” Sirena, manager e sócio do cantor em outros negócios, e o irmão de Dody, Jaime Sirena.
A Emoções é dona de 50% no Edifício Horizonte, que, assim como todos os negócios que envolvem o cantor, teve seu nome inspirado em um de seus grandes sucessos (para quem é fã do Rei, nesta parte é só cantarolar: “além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz”.) Os outros 50% pertencem às incorporadoras AAM e Toledo Ferrari.
O investimento previsto é de R$ 200 milhões na obra de duas torres – uma comercial de 15 andares e outra residencial com 39 andares. O Valor Global de Vendas (VGV) do empreendimento é calculado pelos empresários em R$ 300 milhões, o que significa dizer um retorno de 50% sobre o valor investido, quando a média do mercado é de 15% a 20%, segundo especialistas do setor.
O próximo passo da incorporadora Emoções (“quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo”) é a construção de um condomínio residencial em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e um conjunto imobiliário em Santa Catarina, que envolve a construção de um hotel, um condomínio residencial e uma marina – com capacidade para barcos de pequeno, médio e grande portes.
Embora não adiantem maiores detalhes desses investimentos, os sócios já deixam escapar duas informações. A primeira: o nome de cada rua, tanto do condomínio de Indaiatuba, quanto em Santa Catarina, será o título de uma das canções de Roberto Carlos. A outra é o tamanho do investimento catarinense. “Estamos falando de algo em torno de R$ 150 milhões”, diz Ubirajara Guimarães.
A incursão de Roberto Carlos pelo ramo imobiliário é apenas a parte mais visível do artista no papel de empreendedor. Nos últimos 15 anos, o Rei construiu um império empresarial, com negócios nos setores financeiro, agrícola e de turismo, além do imobiliário, que devem movimentar cerca de R$ 350 milhões só em 2011.
Esse valor não leva em conta o que o cantor ganha com shows, venda de CDs ou de direitos autorais, um dado guardado a sete chaves, mas que deve ultrapassar os R$ 100 milhões por ano, segundo estimativas do mercado.
Há sete anos, por exemplo, ele lançou a Amizade Empreendimentos (você meu amigo de fé, meu irmão camarada), uma empresa especializada na organização, operação e cobrança de cruzeiros marítimos.
O principal produto da empresa, que conta com 30 funcionários, é o Projeto Emoções Em Alto-Mar, como foram batizados os cruzeiros que o Rei realiza pelo menos uma vez por ano. No início, os cruzeiros aconteciam no navio Costa Vitória, com capacidade para 2,2 mil passageiros.
http://www.istoedinheiro.com.br
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