terça-feira, 15 de março de 2011

Índice FipeZap registra variação de 13,2% nos preços de imóveis no acumulado dos últimos seis meses

Rio de Janeiro, impulsionado pela Copa do Mundo e Olimpíadas, registrou a maior alta do mês de fevereiro
O mercado imobiliário teve, no mês de fevereiro, novo período de alta nos preços. A evolução foi de 2,1%, superando a variação de 1,8% do mês de janeiro. Esses dados compõem o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, resultado da parceria entre o ZAP Imóveis, maior portal de imóveis do Brasil, e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). No acumulado dos últimos seis meses este aumento já soma 13,2%.
Os eventos dos próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, impulsionaram o mercado carioca.
O Rio de Janeiro foi o Estado com a evolução mais acentuada em fevereiro: 2,8%. Já a cidade de Salvador foi a que apresentou o menor crescimento entre as cidades contempladas pelo estudo (+0,6%). No acumulado de 12 meses, São Paulo teve variação positiva de 24,5%, Rio de Janeiro 41,7% e Belo Horizonte 19,1%.
O Índice FipeZap também permite o acompanhamento dos preços segundo o número de dormitórios. Para o conjunto das sete regiões, em fevereiro os imóveis de 1, 2, 3 e 4 ou mais dormitórios valorizaram-se, respectivamente, 2%, 2,2%, 2,1% e 1,8% em relação a janeiro. Desde janeiro de 2008, em São Paulo, os apartamentos com 1 dormitório apresentaram variação de 92%, os de 2 dormitórios variaram 93%, os de 3 dormitórios apresentaram alta de 76%, enquanto os de 4 ou mais dormitórios variaram 59%. No Rio de Janeiro, esses números são, respectivamente, 111%, 99%, 97% e 80%.
Também em fevereiro, a Taxa de Aluguel (razão entre o preço do m2 de locação e de venda) foi de 0,58% em São Paulo e de 0,44% no Rio de Janeiro. Há um ano, esses valores eram respectivamente 0,61% e 0,49% e, em janeiro/2008, 0,71% e 0,54%. O preço médio do metro quadrado em fevereiro ficou entre R$ 7.097 (Distrito Federal) e R$ 3.343 (Salvador). Em São Paulo, foi de R$ 4.954.
“A evolução dos preços imobiliários dos últimos anos pode ser ancorada em fundamentos econômicos bastante objetivos. Fatores como a elevação da renda média dos brasileiros, com a ascensão de grandes parcelas da população ao consumo de bens duráveis e a expansão do crédito imobiliário são aspectos que contribuíram para o aumento da procura e consequente elevação dos preços”, afirma Caio Bianchi, diretor de Business Intelligence do ZAP.
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