O nome do investidor norte-americano Tom Shapiro vai ser cada vez mais ouvido no mercado imobiliário brasileiro. O private equity GTIS, comandado por Shapiro, promete despejar uma dinheirama no país para montar um colar de participações societárias no setor de construção e incorporação.
O fundo – que, a título de hors d´oeuvre, já aportou cerca de US$ 100 milhões no Brasil – tem reservados mais US$ 300 milhões para novos investimentos.
A estratégia do TIS passa pela formação de um cinturão de parcerias com incorporadoras e construtoras. Há conversas com a Cyrela em torno do projeto de criação de uma construtora voltada exclusivamente à habitação popular. Trata-se de uma mega operação de mais de R$ 1,5 bilhão, que envolve ainda as construtoras Cury, Plano & Plano e o fundo Temasek, de Cingapura, além da própria Living, atual subsidiária da Cyrela para a população de baixa renda. O fundo norte-americano estaria mantendo gestões também com a construtora paulista Inpar, desta vez voltada a uma associação para a venda de imóveis de alto padrão. Do alto do 31º andar do Rockfeller Center, em Nova York, sede da GTIS, Tom Shapiro enxerga o Brasil como uma joia rara. Em três anos, a expectativa é de que a carteira de projetos no país seja praticamente similar às cifras investidas no próprio mercado norte-americano. O modelo de negócio do private equity prevê a criação de joint ventures com construtoras e incorporadoras. A bula serve tanto para os Estados Unidos quanto para o Brasil. Ao contrário de seus congêneres, o fundo norte-americano tem por tradição ser acionista majoritário dos projetos. Assim foi em suas duas primeiras investidas no país. Há cerca de dois anos, comprou 75% do Seridó, complexo imobiliário de luxo em São Paulo idealizado pela antiga Klabin Segall.
O restante das ações está nas mãos da Yuni. Mais recentemente, fechou uma parceria com a incorporadora carioca Ager para projetos conjuntos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Os norte-americanos ficaram com 90% da joint venture.
Identidade unificada
A partir de fevereiro CHL, Agre e Goldfarb passam a adotar a marca da controladora, a PDG. O objetivo é dar maior visibilidade ao grupo e aprofundar o relacionamento com o cliente. “A estratégia diferenciada de branding será uma vantagem competitiva. Queremos ser a 1ª marca lembrada na hora da compra do imóvel”, diz José Grabowsky, CEO da PDG.
As empresas continuarão com operações independentes. Mas haverá sinergias em compras, RH e crédito imobiliário. Além disso, a holding espera economia de 20% nos gastos em mídia, que somam 2% dos lançamentos. Este ano a PDG planeja lançar entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões, contra R$ 7 bi em 2010. Metade vai para o segmento econômico. A participação da média renda (imóveis de até R$ 500 mil) subirá para 25% a 30%, ante 20% em 2010. Criado pelo escritório Ana Couto, o novo logotipo exclui o sobrenome Realty e usa as cores roxo, cinza e amarelo. A transição levará seis meses.
http://www.2la.com.br
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