
À medida que se posicionam para o final do ano, os investidores terão oportunidade para tomar o pulso à economia dos EUA
Na última semana de 2010, os investidores voltam a centrar as atenções na evolução da economia dos EUA, em dois vectores fundamentais: o mercado imobiliário e o mercado de trabalho.
O instituto Case-Shiller divulga, já amanhã, o índice mensal sobre os preços no imobiliário nas 10 e nas 20 maiores cidades norte-americanas. Entretanto, na quinta-feira será conhecido o relatório sobre as vendas pendentes de imobiliário residencial, relativo ao mês de Novembro.
No que diz respeito ao mercado de trabalho, também na quinta-feira, chegam os habituais dados semanais acerca dos novos pedidos de subsídio de desemprego.
Os últimos relatórios a este respeito têm, no geral, trazido algum optimismo. "Os últimos dados reforçam as nossas expectativas de que o relatório mensal de Novembro ("payrolls") seja revisto em alta, ou que a leitura de Dezembro evidencie uma melhoria apreciável no mercado de trabalho", comentam economistas do Royal Bank of Scotland em nota enviada aos clientes, citada pela Dow Jones.
Nos EUA, são ainda divulgados o relatório do Conference Board acerca da confiança do consumidor em Dezembro, bem como o índice PMI (índice de gestores de compras) de Chicago, que mede a actividade no sector empresarial.
Deste lado do Atlântico, os motivos de interesse no calendário empresarial são inexistentes. No campo macroeconómico, os investidores acolherão apenas a actualização por parte do Banco Central Europeu sobre a evolução da massa monetária (M3) em Novembro.
Em Portugal, destaque apenas para o índice de produção industrial em Novembro, a divulgar pelo INE na quinta-feira. No mercado, chega a hora do pagamento dos dividendos.
Hora de receber dividendos
Depois do Natal, alguns investidores vão receber no "sapatinho" os dividendos de algumas empresas, como a Portucel e a Jerónimo Martins, já esta segunda-feira. E ainda um euro por acção na forma de dividendo extraordinário distribuído pela PT, pago a partir de terça-feira.
A remuneração diz respeito à venda à Telefónica da posição na operadora brasileira Vivo, com a qual a Portugal Telecom encaixou 7,5 mil milhões de euros.
Pouco mais de relevante irá acontecer na bolsa de Lisboa, nesta que é a última semana de 2010. O índice prepara-se para encerrar o ano com uma desvalorização a rondar os 7%. Depois de algumas semanas de ganhos em Janeiro, o intensificar dos problemas nos mercados de dívida da Zona Euro levaram a bolsa nacional para mínimos anuais em Maio, no primeiro pico da crise. Desde então, o PSI-20 não mais regressou ao "verde", incapaz de acompanhar o desempenho de bolsas como Frankfurt e Londres.
Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt
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