terça-feira, 8 de março de 2011
Peritos alertam para risco de nova bolha imobiliária nos EUA
Os preços dos terrenos agrícolas estão a disparar nos EUA o que está a preocupar alguns especialistas.
Um artigo intitulado 'In price of farmland, echoes of another boom', o New York Times (NYT) alerta para o nervosismo crescente em torno de uma possível nova bolha imobiliária no país, desta vez relacionada com os terrenos agrícolas.
É que, segundo dados da Reserva Federal de Chicago, os preços da terra para cultivo subiram 23% em algumas regiões do Iowa, por exemplo. Um aumento significativo foi assinalado também nas outras regiões do centro-oeste dos EUA, como é o caso do Illinois, Indiana, Kansas, Minnesota e Nebraska.
"Parece que os preços estão a subir e a descer aos saltos" comentou ao NYT Jeff Freking, que comprou recentemente um terreno de 80 acres, a 10 mil dólares por acre (cerca de 0,5 hectares). Há dois anos, Freking comprou terras da mesma qualidade por apenas 6 mil dólares o acre.
A impulsionar os preços destes terrenos está a escalada das matérias-primas nos mercados internacionais, sobretudo no que se refere ao trigo, milho e soja. O preço do milho, por exemplo, já praticamente duplicou nos últimos doze meses. Há uns anos os EUA presenciaram uma situação idêntica, quando os terrenos agrícolas valorizaram muito num curto espaço de tempo, devido ao aumento da procura do milho para produção de etanol.
Ecos de uma nova bolha
Os analistas consultados pelo NYT estão particularmente receosos porque o preço médio dos cereais está a aproximar-se, perigosamente, dos níveis que atingiu há 30 anos, naquele que foi o pico do último "desastroso ciclo de expansão e recessão para os terrenos agrícolas".
Thomas Hoenig, presidente da Reserva Federal de Kansas City, diz que"a História nos ensinou que é quase impossível determinar até que ponto o 'boom' dos terrenos agrícolas se pode tornar uma bolha insustentável impulsionada pelos mercados financeiros". E alerta para o risco do valor dos terrenos caírem um terço, ou mesmo para metade, numa situação como esta.
Os preços subiram tanto que a "situação está a ficar assustadora", nota, por seu turno, Mike Green, leiloeiro de imóveis, que há pouco tempo vendeu uma herdade a 11 mil dólares o acre, "um recorde", segundo Green.
Richard Brown, economista da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC),avisa que "os terrenos agrícolas são activos muito procurados, num mundo onde muitas pessoas caíram em desgraça".
A agência, que faz seguros de depósitos bancários e monitoriza a sustentabilidade financeira do sector, enviou cartas a avisar as instituições de crédito para que não descuidem o rigor na concessão de empréstimos, devido aos elevados preços dos terrenos. "Se for uma bolha, está na fase de formação", notou Brown.
A valorização destes terrenos depende de vários factores. Colheitas como milho, trigo e soja costumam provocar uma subida dos preços, e consequentemente, a terra na qual são cultivadas valoriza-se.
Os juros baixos também contribuem: atraem investidores que procuram uma alternativa a investimentos de baixo retorno e à volatilidade das bolsas, e incentivam os produtores a comprar mais terra em vez de investir o lucro em outros activos.
Empréstimos e esquemas
Uma das grandes preocupações dos reguladores, diz o NYT, é que os produtores comecem a contrair empréstimos sobre propriedades que já possuem, com base nos elevados valores de hoje, e que usem os recursos para adquirir mais terra ou fazer outras aquisições. Este esquema assemelha-se ao que os produtores faziam há 30 anos, e ao que os proprietários de habitações fizeram antes da explosão da bolha imobiliária.
Jason Henderson, um dos vice-presidentes da agência de Omaha da Reserva Federal de Kansas City, disse ao jornal norte-americano que ouviu, da parte de banqueiros, que este esquema pode voltar a concretizar-se.
O responsável alerta ainda para o facto destas valorizações estarem a atrair cada vez mais especuladores. Segundo uma pesquisa da Iowa State University, os investidores foram responsáveis por 25% das aquisições no Estado no ano passado, o que representou um ligeiro aumento em relação a 2009.
"Muitos podem não ser aqueles que apresentam a oferta final, mas são eles que fazem os lances", garantiu um outro leiloeiro à publicação.
Apesar de todos os receios, não há unanimidade quanto ao aparecimento ou não desta bolha.
Michael Duffy, um economista especializado em agricultura, da Iowa State University, considera que o mercado parece fundamentalmente saudável e que o aumento dos preços dos terrenos acompanham a subida dos preços das matérias-primas. "Se tem uma terra boa, ela vale muito dinheiro", afirmou.
"Se analisarmos a história desde o início da agricultura nos Estados Unidos até agora, verificamos que a tendência no longo prazo foi de crescimento", disse Bruce Brook, o corretor que vendeu os terrenos a Jeff Freking.
"Haverá flutuações do mercado. Mas não me surpreenderei se, daqui a dez anos, pagarmos 20 mil dólares por um terreno pelo qual pagámos 10 mil dólares", concluiu.
http://economico.sapo.pt
sexta-feira, 4 de março de 2011
Conheça mais sobre os brasileiros investindo em Miami

35% dos apartamentos do luxuoso Edifício Jade Ocean, em Sunny Isles, foi comprado por brasileiros.
A região, mais precisamente Miami, tornou-se nos últimos anos um centro cosmopolita, que tem agradado tanto brasileiros de alto padrão que procuram investir, passar férias, ou mesmo para companhias que sentem que chegou a hora de expandir internacionalmente.
Quem é esse brasileiro que está vindo para o sul da Flórida? Perguntamos para diversos especialistas que têm trabalhado diretamente com eles, e a resposta é unânime: são da classe alta no Brasil, muitos deles sendo donos de construtoras, por exemplo, que procuram Miami como um lugar de veraneio, para uma segunda, terceira, quarta, ou mesmo quinta casa.
“Esse ‘boom’ é na verdade um repeteco da década de 90”, conta Ricardo Dunin, fundador e presidente da Flagler Group, empresa atuante no desenvolvimento de projetos imobiliários de diversos segmentos. “Nos anos 90, 40% das vendas no mercado imobiliário eram para brasileiros. Depois isso foi secando, e nos últimos dois anos voltou com força”.
De acordo com Dunin, a presença de brasileiros agora se deve a três fatores: o brasileiro está ganhando mais, seu real vale mais dólares, e o terceiro fator é um que chama de “psicológico”: a alta nos preços do mercado imobiliário no Brasil faz com que o brasileiro compare e ache os preços uma “barganha” no sul da Flórida.
No entanto, poucos desses brasileiros são imigrantes. Eles vêm visitar. Nos anos 90, uma parte imigrava, de acordo com Dunin. “Hoje é quase o contrário, os brasileiros imigrantes estão voltando”. Com isso, o mercado imobiliário ganha força novamente. Tanto que a companhia imobiliária Fortune International abriu um escritório no Brasil em outubro do ano passado e se uniu à brasileira Artefacto – que já tem três lojas de decoração e design no sul da Flórida – para decorar um apartamento modelo luxuoso no edifício Icon Brickell, em Miami.
As áreas onde brasileiros mais estão comprando são Aventura, Brickell, South Beach e Sunny Isles. Brasileiros compraram 35% dos apartamentos no edifício Jade Ocean, em Sunny Isles, e 25% em Icon Brickell e Mandarin South Beach.
A brasileira Hello Campos é uma das corretoras da Fortune International, e está liderando nas vendas do Icon Brickell, de acordo com o escritório de relações públicas da Fortune International.
De acordo com Campos, 40% das vendas de imóveis em Miami tem sido para brasileiros. “Miami tem se tornado um centro completo onde brasileiros se sentem cosmopolitas”, avalia. “Os museus, as apresentações de danças e eventos como o Art Basel oferecem uma experiência única, além da praia, é claro”.
Campos conta que dificilmente vende algo por menos de meio milhão de dólares, mas existem studios em Icon Brickell com preços a partir de 250 mil dólares.
“Existem dois tipos de brasileiros que compram, um para investimentos e outro para uma segunda casa”, explica. “Hoje mesmo vendi um studio de 260 mil para um jovem casal de brasileiros que decidiu investir”.
Apesar de não estar no mercado imobiliário há muito tempo, Campos já teve um programa de TV a cabo chamado “Hello Hello TV” e trabalhou por muitos anos no Brasil como diretora de marketing da Mitsubishi Motors, onde construiu um grande “network”. Por esse motivo, brasileiros já vêm com o contato dela para ver apartamentos. “Os preços nunca estiveram tão baixos e nunca vendemos tanto”.
Cláudio Faria, diretor da Ornare Miami, luxuosa grife brasileira de armários, cozinhas e banheiros, diz que foi uma ideia feliz expandir a marca para Miami em 2007 como o primeiro passo internacional. A Ornare foi fundada em 1986 e está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Cerca de 25% dos clientes da empresa em Miami, em 2010, foram brasileiros.
“Nós não viemos aqui atrás dos compradores brasileiros, mas pelo desejo de expandir a marca, e oferecer o serviço brasileiro para clientes do mundo inteiro que moram aqui”, conta Faria. “E desde que abrimos estamos agradando muito, e competindo de igual para igual com italianos e alemães, que são fortes nesse mercado”.
Faria avalia que os brasileiros prestadores de serviço estão fazendo o diferencial pela combinação de profissionalismo e proximidade com o cliente. “Além de sermos impecáveis, tem o fator emocional que conquista”, disse.
A decoradora Cristiana Souza, dona do Avant Group Desgin, diz que nos últimos dois anos, 90% de sua clientela tem sido de brasileiros de alto padrão de toda a parte do Brasil, que compram propriedades de no mínimo 1 milhão de dólares, em Sunny Isles e Brickel Key, por exemplo. “Já trabalhei até com um goiano que recentemente comprou uma propriedade de 13 milhões”. Ela conta também que a maioria das companhias americanas também envolvidas com decoração têm trabalhado mais com brasileiros.
“Os brasileiros têm sido tão bem vindos aqui, que quando se faz uma reserva no restaurante Zuma dizendo que é brasileiro, você tem atendimento preferencial”, disse Souza, referindo-se à quantidade que brasileiros têm gastado no comércio local.
Um dado importante também, é que Souza vê muito pouco político investindo aqui. “Vejo mais ‘novo-rico’, dono de construtora e empresa de segurança, por exemplo”, disse Souza. “Eles trazem dinheiro limpo. Penso que está ficando cada vez mais difícil enviar dinheiro sujo para fora do Brasil”.
Quem tem filhos, vem mais em época de férias no Brasil, se não, eles vêm mais ou menos a cada dois meses.
Financiamento
De acordo com Campos, o brasileiro não precisa ter história de crédito para comprar nos EUA, basta uma boa referência dos bancos no Brasil. É necessário que se dê 30% de entrada, e o restante pode ser financiado em 5, 15 ou até 30 anos, com juros, respectivamente, de 3.8%, .3% e 4.8%. “Eu nunca vi um financiamento ser negado até agora, em um ano que trabalho com isso”.
Compras
Mesmo se não vem comprar apartamentos e fazer grandes investimentos, brasileiros de diferentes classes sociais estão lotando os shopping centers da região. Dada a demanda, tanto a American Airlines quanto a TAM adicionaram novas rotas de voo direto entre Brasil e Miami.
Maisar Sasa, que tem lojas de calçados há 21 anos no sul da Flórida, incluindo no Sawgrass Mills, no Aventura Mall e Dolphin Mall, disse que tem visto nesse ano e no ano passado, que brasileiros que antes gastavam $500 agora estão gastando mil ou $1.500. “Eles agora compram para eles, para os amigos, a família, o vizinho”, conta. Como suas lojas têm as marcas de tênis famosas, como Nike, Puma, Diesel, La Coste e Polo, que no Brasil custam muito caro por causa dos impostos, acabam se tornando a primeira parada na rota dos turistas.
“Graças a Deus que têm os brasileiros”, exclama Sasa. “Antes, víamos somente paulistas e cariocas, mas agora vemos gente do Brasil todo”.
Sasa analiza que isso se deve à queda do dólar e ao aumento da classe média. “Acho que não vem mais porque não tem voo suficiente do Brasil. Vem tudo lotado”, diz. “Está tudo vazio no shopping, até que algum funcionário diz que chegou um ônibus de brasileiros. Daí lota tudo”. Mas Sasa acrescenta que metade das famílias alugam carro para ir fazer compras.
O que falta
Enquanto Campos acha que o brasileiro não sente falta de nada ao chegar em Miami, Dunin quase concorda, mas arrisca dizer que a diferença na disposição de mão-de-obra entre Brasil e EUA pode ser sentida. “Um brasileiro de alto padrão poderia sentir falta de ter três marinheiros no barco, o que aqui é diferente do Brasil”.
Já Faria avalia que o brasileiro que vem para cá pode sentir falta da
personalização de serviços que os fariam sentir mais acolhidos.
Campos também exalta que o personalismo com que cuida de seus clientes é o que faz a diferença. “Eu os levo para jantar, apresento para decoradores. Eu até dou meu endereço para receber entrega de compras”, conta.
Já Sasa diz que a única coisa que vê o brasileiro reclamando nos shoppings é da comida. “Eu os vejo falando: ‘Poxa, não tem um pão na chapa ou pão de queijo’”, conta Sasa.
http://www.gazetanews.com
quinta-feira, 3 de março de 2011
Terra cobiçada nos EUA
Mais especificamente, num momento em que os preços das commodities agrícolas em todo o mundo estão em espiral ascendente, fomentando turbulência no Oriente Médio, os agricultores do Meio-Oeste estão silenciosamente desfrutando um momento de prosperidade. Isso tem provocado um aumento no preço da terra, e agentes imobiliários, agricultores e seus banqueiros estão comemorando.
O Federal Reserve Bank de Chicago calculou, no mês passado, que na região - incluindo Iowa, Illinois, Michigan, Indiana e Wisconsin - os preços de terras agrícolas subiram 12% em 2010. Foi a segunda maior alta em 30 anos e um contraste gritante com os preços imobiliários constantes ou em queda em outras regiões.
E os banqueiros dizem que em alguns bolsões os preços da terra estão subindo a um ritmo ainda mais aquecido, à medida que fazendeiros locais e investidores apostam que a bonança das commodities continuará em 2011 e 2012 devido a uma doloroso descompasso entre a oferta e a demanda agrícolas. "Os preços das terras agrícolas estão atravessando o telhado por causa do boom das commodities - a coisa está muito louca", disse um banqueiro sênior durante um jantar em Minneapolis, recentemente.
Ou, como Jeffrey Conrad, do Hancock Agricultural Investor Group comentou: "As pessoas estão mais otimistas e agressivas".
Bem-vindo a uma das tendências mais politicamente sensíveis de 2011 - não apenas nos EUA, mas no palco geopolítico.
A inflação nos preços dos alimentos parece ter sido um fator chave por trás da turbulência social no Oriente Médio. E mesmo nos EUA, a questão da inflação dos alimentos começa a provocar mais inquietação política, porque as famílias defrontam-se com elevado desemprego e tendências de salários constantes.
O que torna a questão duplamente sensível, do ponto de vista político, é que essas pressões sobre os preços tendem a piorar, e não melhorar. Em sua conferência anual em Washington, na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA advertiu que os preços nominais no portão da fazenda deverão atingir um recorde para o milho, trigo e soja na safra que começa com as colheitas de 2011, apesar de os agricultores estarem empenhados em plantar mais.
Isso pressionará os preços dos alimentos ao consumidor nos EUA para cerca de 3% a 4% ou mais no segundo semestre deste ano, à medida que a escassez caminha ao longo da cadeia de suprimento, segundo Joseph Glauber, economista-chefe do USDA. Mas economistas alertam que fora dos EUA os preços deverão registrar um salto bem maior.
Embora essa tendência possa ser má notícia para os consumidores, está transformando muitos agricultores EUA em "vencedores" - embora não de uma maneira que os diplomatas ou os políticos estejam ansiosos para anunciar aos não americanos.
O Egito, por exemplo, é o oitavo maior mercado importador dos EUA, em larga medida porque consome uma grande quantidade de trigo: de fato, o Oriente Médio como um todo tem se constituído numa das principais fontes de demanda por exportações agrícolas americanas. É por isso que a alta nos preços do pão no Cairo estão caminhando de mãos dadas com o aumento dos preços da terra no centro-oeste.
E à medida que o "boom" se intensifica, não são apenas observadores do Oriente Médio que se preocupam com o risco de consequências não intencionais.
Algumas agências regulamentadoras americanas começam a temer que um aumento excessivo nos preços da terra no país poderá terminar sendo desestabilizador também para os EUA.
Afinal, como observou Sheila Bair, da Federal Deposit Insurance Comission (FDIC), a última vez em que os preços dos terrenos subiram dramaticamente nos EUA, nos anos 80, o boom foi seguido de colapso dramático.
O lobby agrícola nos EUA insiste ser improvável semelhante colapso neste momento, uma vez que os níveis de alavancagem estão relativamente baixo. No entanto, a FDIC teme que um salto nos juros ou uma queda no preço da terra poderia prejudicar o 1,6 mil bancos agrícolas do país. "Essa situação [com o preço da terra] continuará a exigir uma monitoração muito detida", advertiu.
É uma observação que pode ser aplicada a cada etapa da cadeia alimentar mundial.
http://www.suinoculturaindustrial.com.br
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
''Invasão'' movimenta o mercado de imóveis
Não são apenas os hotéis e lojas que estão se beneficiando com a invasão brasileira no sul da Flórida. A venda de imóveis também está crescendo. "Hoje, eles são o grupo de estrangeiros mais importante para o mercado imobiliário do sul da Flórida", diz Edgardo Defortuna, presidente e diretor executivo da Fortune International, uma tradicional imobiliária da região.
A relação da empresa com o Brasil ficou tão forte que, no fim do ano passado, Defortuna abriu um escritório em São Paulo para vender apartamentos de luxo no condomínio Jade Ocean, que fica de frente para o mar. A brasileira Fabiana Pimenta, corretora da Fortune, atende conterrâneos, por telefone e e-mail, todos os dias. "Nunca vi nada assim, uma demanda tão grande."
Cerca de um quarto de todas as vendas novas da imobiliária é para clientes brasileiros. São basicamente dois grupos deles: compradores de alto padrão, que estão adquirindo imóveis para si mesmos, e investidores que tendem a gravitar em torno de propriedades nas áreas do centro de Miami e de Brickell, bairro que concentra condomínios de luxo e torres comerciais. No primeiro caso, a preferência é por propriedades à beira-mar em Miami Beach e na área de Sunny Isles Beach.
O interesse pelos imóveis também está tendo um impacto positivo em outros negócios. Cinco anos atrás, a Ornare, uma loja brasileira de cozinhas, banheiros e armários de alto padrão, abriu sua primeira sucursal americana em Miami. E, apesar de o mercado imobiliário local estar desaquecido, os negócios da Ornare não estão.
Seus armários com portas de couro e cozinhas sofisticadas encontraram um mercado pronto no sul da Flórida. Os brasileiros estão se tornando os maiores compradores. As vendas cresceram quase 40% no ano passado. "Agora, estamos planejando criar showrooms em outras cinco cidades americanas", diz Cláudio Faria, diretor da filial, que importa quase tudo de São Paulo. Em 2009, os brasileiros representavam apenas 5% das vendas locais da Ornare. Agora, são em torno de 25%.
Dona de uma empresa de design de interiores em Miami desde 1995, a brasileira Mirtha Arriaran diz que um de seus clientes abonados comprou recentemente um apartamento em Miami que é a sua 12.ª residência. "Eles são muito ricos", diz ela. "Não estão atrás de barganhas." Cerca de 85% dos clientes de Arriaran são brasileiros. E, hoje, a demanda está tão alta que ela parou de aceitar novos projetos.
Mas nem todos os compradores brasileiros de imóveis entram na categoria dos ultra ricos. "Agora, Brickell está muito acessível para a classe média", diz Cláudia Bacelar, brasileira que trabalha como corretora de imóveis na Esslinger-Wooten, em Coral Gables. Recentemente, ela vendeu vários apartamentos menores na região por pouco menos de US$ 200 mil.
Companhias aéreas. Há dois anos, a American Airlines servia apenas duas cidades brasileiras partindo de Miami: Rio e São Paulo. Agora já atende também Brasília, Belo Horizonte e Salvador com conexão para Recife. "Estar em seis cidades de um mesmo país é bastante para nós", diz Martha Pantin, porta-voz da companhia. "A American Airlines está muito otimista com o Brasil."
A TAM também acrescentou recentemente um serviço direto saindo do Aeroporto Internacional de Miami para Brasília e Belo Horizonte para complementar seus voos diários para São Paulo, Rio e Manaus.
Com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil, a American Airlines está negociando a criação de voos extras para o País antes e depois dos eventos. A companhia acredita que Miami será um ponto de passagem para turistas de todo o mundo que se dirigem para os eventos esportivos. "A Copa", diz Martha Pantin, "também apresentará aos americanos novos destinos no Brasil."
Negócios
O Brasil figura como principal parceiro comercial do sul da Flórida. Nos primeiros 11 meses de 2010, o comércio entre as duas regiões atingiu US$ 14,4 bilhões - 27% a mais do que em 2009.
http://www.estadao.com.br
sábado, 26 de fevereiro de 2011
EUA reduzem previsão de crescimento do PIB no 4º trimestre
O resultado divulgado hoje não é o final. A próxima, e definitiva leitura, ocorre em 25 de março. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo BEA (Bureau de Economic Analysis).
A divulgação de hoje decepciona o mercado financeiro que esperava uma aumento desde a última prévia. O consenso de mercado aguardada um leve incremento para 3,3%.
O BEA destaca que "a estimativa do PIB divulgados hoje são baseados em dados mais completos que permitem o avanço em relação à estimativa do mês passado".
Segundo relatório, o resultado do quarto trimestre é o reflexo de contribuições positivas dos gastos do consumidor, exportações e dos investimentos no setor imobiliário não residencial -- parcialmente influenciadas pelos aumento dos estoques (mesmo sem investimentos) e dos gastos de governos regionais. As importações influenciaram fortemente na subtração no cálculo do PIB em relação à primeira prévia.
Houve uma série de reduções em indicadores da primeira para a segunda prévia. O resultado de hoje atualiza os números para: consumo pessoal do norte-americano (4,1%, comparado com a alta de de 2,4% no trimestre anterior); demanda por bens duráveis (21,0%, ante 7,6% do terceiro trimestre); produtos não duráveis (4,8%, ante 2,5%); e o consumo de serviços (1,4%, ante 1,6% no terceiro trimestre).
As exportações foram elevadas para 9,6% na revisão (ante 8,5%); no terceiro trimestre foram da ordem de 6,8%. As importações tiveram leve redução para 12,4% (ante 13,6%) e 16,8% no terceiro trimestre.O consumo e o investimento do governo federal se mantiveram em baixa de 0,2% (ante alta de 8,8% no trimestre anterior).
O índice de preços ao consumidor, que mede o custo de uma cesta de bens no país, registrou alta de 2,1%, ante alta de 0,7% no terceiro trimestre. No indicador que exclui alimentos e combustível foi registrada alta de 1,2% (ante 0,4%).
TRIMESTRES
Segundo dados fechados do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), a economia dos EUA cresceu 2,6% no terceiro trimestre, 1,7% no segundo, e 2,7% no primeiro.
A economia norte-americana vem patinando com resultados de indicadores incoerentes, especialmente no setor imobiliário, consumo, investimentos. Analistas no geral não se antecipam em falar em recuperação robusta até o momento, mas na comparação com os anos anteriores a 2010, o resultado é positivo.
PREVISÕES FED
Segundo relatório do banco central americano de 16 de fevereiro, a maior economia mundial deve crescer entre 3,4% e 3,9% neste ano, e possivelmente, entre 3,5% e 4,4% em 2012. Os números constam da "minuta", documento publicado hoje relativo à reunião dos dias 25 e 26 de janeiro, quando manteve a taxa básica de juros em torno de 0,25% ao ano.
O Fed também ajustou as projeções para a taxa de desemprego, que devem oscilar entre 8,8% e 9% neste ano. Em sua projeção anterior, datada de novembro, a autoridade econômica estimava uma faixa entre 8,9% e 9,1%.
DESEMPREGO
A taxa de desemprego nos Estados Unidos voltou a cair pelo segundo mês consecutivo em janeiro, baixando a 9% da população (13,9 milhões de desocupados), de acordo com os números oficiais do Departamento do Trabalho norte-americano. Esta é a menor taxa de 2010. Em novembro, a taxa chegou a 9,8%.
Os novos pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos retrocederam nesta semana novamente, depois de uma semana de alta, atingindo seu nível mais baixo do ano, seguno cifras do departamento do Trabalho. O nível mais baixo do ano, registrado no início do mês, 385 mil pedidos, corresponde ao piso alcançado em julho de 2008.
http://www.jornalfloripa.com.br
Economia embarca em período de expansão de acordo com grupo de análise de mercado hipotecário e econômico do Fannie Mae
WASHINGTON, Melhoras continuadas na atividade econômica, impulsionadas pelo crescimento sólido de dispêndios do consumidor estão levando a economia além da
fase de recuperação e penetrando no período de expansão, de acordo
com o panorama econômico de fevereiro de 2011 divulgado hoje pelo
Economics & Mortgage Market Analysis Group do Fannie Mae (OTC
Bulletin Board: FNMA). Para 2011, o crescimento econômico é projetado
para se acelerar para 3,7%, aumento do crescimento econômico de 2,8%
em 2010.
O setor habitacional ainda precisa encontrar movimento robusto e
continua em defasagem em relação ao restante da economia, de acordo
com o grupo. No lado positivo, o excesso de oferta de residências
parece ter atingido o pico. Além disso, caiu a taxa de
disponibilidade para aluguéis indicando que o excesso de oferta de
residência está sendo removido gradual e lentamente - tendência
necessária para a habitação voltar à estabilidade.
www.prnewswire.com.br
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Sobre a crise, empresário dos EUA admite: fizemos porcaria
- Eu sabia que os riscos estavam sendo desprezados. Sabia que poderíamos estar fazendo uma porcaria. Mas no final, isso foi como o jogo das cadeiras. O volume da música poderia ser diminuído, mas nós não seríamos feridos...
- Não se teve nenhum incentivo para preocupação com a qualidade do empréstimo; se era apropriado para o mutuário, ou se foi realizado. Na verdade se seguiu um caminho sendo encorajado a não se preocupar com essas questões macro.
Cruise era um educador corporativo do Estado de Maryland e treinava "oficiais de empréstimo" para as empresas em expansão com as hipotecas nos Estados Unidos.
Em depoimento à Comissão de Inquérito da Crise Financeira, no Congresso norte-americano, ele conta que durante um ano percorreu o país treinando cerca de 10 mil "oficiais de empréstimo" em auditórios e salas de aula.
"Eu fui um treinador de vendas e marketing para ajudar as pessoas a saberem como vender esses produtos, em alguns casos, francamente, para simples e insuspeitos mutuários", disse ele.
Mutuários, como sabemos, são pessoas que adquirem imóveis por empréstimo, mas no caso dos EUA são também otários que caíram no conto do almoço grátis. O resultado, apenas na América do Norte, foi de 8,3 milhões de desempregados no rastro da bancarrota financeira que ainda contamina países inteiros mundo afora.
A porção do relatório do Congresso intitulada "Estava bem diante de nossos olhos" (Before our very eyes) soa triste, embora seja deliciosamente exata. E isso fica claro em outra confissão do Cruise - o Christopher, não o Tom - aos seis democratas e quatro republicanos que constituíram a comissão de investigação da crise. Notem o naipe dos vendedores de crise treinados por Cruise:
- A maioria dos novos contratados era de jovens, sem experiência com hipoteca, recém-saídos da escola e com trabalhos anteriores... em lanchonetes, por exemplo.
Todos esses detalhes foram dados pelo próprio Cruise à Comissão. Ele disse, inclusive, que entre seus clientes estavam muitas das maiores credoras do país, como Ameriquest e Ditech.
Segundo consta no mesmo capítulo "Estava bem diante de nossos olhos", até mesmo um novo termo foi cunhado em Wall Street enquanto todos, inclusive e especialmente Wall Street, sabiam da crise que estavam gerando. O termo é IBGYBG, "I'll be gone, you'll be gone".
A tradução literal seria algo como "Eu vou embora, você terá ido". Já em bandidês é possível explicar a coisa assim:
- Você e eu sabemos que vai dar errado mais adiante, mas, até lá, eu terei levado uma bela grana com as comissões e você já terá sua casa.
Deu no que deu.
Todo esse cenário acrescido do termo wallstreeteano, o IBGYBG, leva à máxima atribuída ao Rei da França Luis VX, "Après moi, le déluge" - Depois de mim, o dilúvio - frase que antecede a Revolução Francesa e a Era Napoleônica.
O relatório de 662 páginas do Congresso dos EUA aponta "responsáveis" pela formação da bolha hipotecária, pela "leniência" dos órgãos reguladores e descreve o resultado do terremoto financeiro que abalou o mundo.
E, de fato, o que se viveu e ainda se vive é um dilúvio com DNA dos EUA e seu sistema financeiro. Parênteses. Não há como não recordar, também, os arautos e arautas dessa farra, aqueles e aquelas que desde os anos 1990 da "idéia única" venderam, também cá no Brasil, as maravilhas curativas do Deus Mercado, Aquele que jamais deveria ter qualquer espécie de regulação ou controle.
Os efeitos da crise sobre o mercado de trabalho foram os piores registrados. "A economia perdeu 3,6 milhões de empregos em 2008 - a maior queda anual desde que os registros começaram em 1940", detalha o relatório.
"Em dezembro de 2009, os Estados Unidos perderam mais de 4,7 milhões de empregos. Durante o mês de novembro de 2010, a economia tinha recuperado quase 1 milhão de postos de trabalho, estancando apenas uma parte do declínio".
Famílias passaram a perder suas casas quando não tinham como pagar a dívida. Muitos dos empréstimos destinados à habitação entraram "pelo cano" logo depois de assinados os documentos e entregues as chaves.
- Os empréstimos eram colocados em pacotes e vendidos a granel para as seguradoras, incluindo os bancos de investimento como a Merrill Lynch, Bear Stearns e Lehman Brothers, e os comerciais e instituições de poupança, tais como Citibank, Wells Fargo e Washington Mutual - concluíram os congressistas norte-americanos.
Descrevem ainda os congressistas no relatório final sobre a crise e suas origens:
- As hipotecas podiam ser empacotadas, fatiadas, reembaladas, seguradas e vendidas incompreensivelmente como complicados títulos de dívida...
E está quantificada a porção do rombo claramente rastreável:
- A dívida de hipotecas das famílias americanas cresceu nos seis anos (de 2001 a 2007) mais do que ao longo de 200 anos de história dos EUA. O montante das hipotecas por família foi de US $ 91.500 em 2001 para US $ 149.500 em 2007.
Especificamente sobre o endividamento hipotecário, os congressistas detectaram um salto dos US $ 5,3 trilhões em 2001 para US$ 10,5 trilhões em 2007.
Ou seja, o país e a banca que ensinaram ao mundo, e ainda insistem em ensinar como as coisas devem ser também na economia, criaram uma fraude hipotecária de US$ 5 trilhões em cinco anos. Fraude com todos os envolvidos sabendo ser fraude e apenas os néscios achando que daria em Happy End.
Constata a Comissão:
- Pessoas escolheram mal. Algumas pessoas queriam viver acima das suas possibilidades, e, até meados de 2005, quase um quarto de todos os mutuários em todo o país estava tomando empréstimos somente de juros, o que lhes permitia adiar o pagamento do principal.
Alguns mutuários optaram por hipotecas "não-tradicionais", porque essa era a única maneira de obtê-las em áreas como o caríssimo mercado de habitação da Califórnia, por exemplo.
No relatório, está descrito:
- Alguns especuladores viram a chance de abocanhar propriedades de investimento e lançá-las para lucrar - Flórida e Geórgia se tornaram um bom alvo, em particular para os investidores que usaram esses empréstimos para aquisição de imóveis.
- Alguns mutuários foram enganados por vendedores que foram para suas casas e lhes induziram a assinar documentos de empréstimo sobre suas mesas de cozinha (...) Alguns ingenuamente confiaram em corretores de hipotecas, que ganharam mais dinheiro colocando-os em empréstimos arriscados do que nos seguros.
A consequência de lucros obtidos através do altíssimo risco das operações também é discutida pelos congressistas, logo nas primeiras páginas do documento:
- Com estes empréstimos, os compradores foram capazes de aumentar os preços das casas, mesmo que não tivessem renda suficiente para se qualificarem para os empréstimos tradicionais. (...) Alguns destes empréstimos exóticos existiram no passado. Eram utilizados por pessoas de alta renda e segurança financeira como ferramenta de gestão de caixa.
Os contratos recebiam os mais variados nomes e siglas. E estes nomes e siglas dizem tudo sobre o tamanho da bandalheira e do cinismo.
- "Liars loans" - empréstimo mentiroso/de mentira -, "NINJA" (No incomes, no Jobs and no Asset) - sem renda, sem emprego e sem patrimônio, "Low doc" - pouco documento -, "No doc"- nenhum documento -, e assim por diante.
Alguns dos contratos continham desembolsos muito baixos nos primeiros meses, para, só depois, subirem as prestações e, assim, brotarem novos endividamentos dos mutuários.
- Os instrumentos começaram a inundar o amplo mercado em 2004 e 2005 - situam os republicanos e os democratas.
A mudança ocorreu "quase à noite", disse Faith Schwartz, então executivo na credora de subprime Option One e depois diretor executivo da Hope Now, para o Federal Reserve's Consumer Advisory Council (Conselho Consultivo do Consumidor do FED - na tradução literal - e que supostamente serviria para aconselhar o FED sobre a questão da proteção aos consumidores).
- Eu diria que quase todos os credores do país estão nisso, de uma forma ou de outra- confessa Schwartz.
"Para começar, poucas pessoas realmente entenderam os potenciais riscos desses novos empréstimos. Eles eram novos, diferentes, e as consequências eram incertas. Mas, rapidamente, se tornou aparente que o que parecia um novo fundo de riqueza era uma miragem baseada em empréstimos de dinheiro", avaliam os congressistas, que adjetivam as hipotecárias, mais adiante:
- Grande parte da narrativa sobre a crise financeira postula que os sem-escrúpulos e não regulamentados criadores das hipotecas enganaram os mutuários, levando-os a hipotecas ruins - completam os congressistas, pontuando a ausência de dados que ajudassem os compradores na avaliação.
A comissão buscou a origem da crise que se tornou mundial e terminou por imputar responsabilidade aos órgãos reguladores e instituições financeiras:
- Nós concluímos que o governo estava mal preparado para a crise e sua resposta inconsistente foi somada à incerteza e ao pânico nos mercados financeiros;
- Uma combinação de endividamento excessivo com investimentos de risco e falta de transparência colocou o sistema financeiro em rota de colisão com a crise;
- Os dramáticos fracassos da governança corporativa e gestão de risco em muitas instituições financeiras sistemicamente importantes foram a causa principal da crise;
- Havia uma ruptura sistêmica na responsabilidade e na ética.
No dia 20 deste mês, o presidente Barack Obama completou dois anos à frente do cargo. A principal dúvida entre os eleitores ao final da campanha em 2008, mais precisamente após outubro - mês no qual o Lehman Brothers veio abaixo -, era se o próximo mandatário conseguiria conter os efeitos da crise, administrar a nova economia e regulamentá-la para evitar novos colapsos.
O relatório dos congressistas mostra que a construção daquela que foi a maior crise na história dos EUA, desde o crash da bolsa de Nova Iorque em 1929, nasce das permissividades do sistema financeiro desde 1997, passando pelos governos Clinton e Bush. E, para especialistas, pouco ou quase nada foi alterado pela gestão Obama.
http://www.jb.com.br
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Venda de imóvel usado sobe 2,7% em janeiro nos EUA
Apesar de as vendas de imóveis usados terem subido 12,5% em dezembro, o ano passado foi o pior desde 1997, com cerca de 4,9 milhões de residências vendidas, segundo a NAR. As vendas em dezembro foram revisadas para 5,22 milhões (taxa anual), da estimativa inicial de 5,28 milhões.
O preço médio das residências usadas vendidas em janeiro caiu para US$ 158.800, o menor patamar desde abril de 2002. Isso representa uma queda de 3,7% sobre o preço de US$ 164.900 de um ano atrás e fica bem abaixo da média de US$ 168.800 de dezembro. As informações são da Dow Jones.
http://www.dgabc.com.br
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Preços das casas nos EUA registram a maior queda do último ano

Preços das casas residenciais registraram, em Dezembro, a maior quebra num ano, um sinal de que o mercado imobiliário estará a ter dificuldades em conseguir superar a crise.
O índice S&P/Case-Shiller, que analisa o valor dos imóveis em 20 cidades norte-americanas, caiu 2,4%, a maior descida anual desde Dezembro de 2009, revela a Bloomberg.
Os economistas consultados pela agência de informação norte-americana estimavam uma descida média de 2,3%.
Este dado veio aumentar os receios de que o mercado imobiliário norte-americano tenha dificuldades em conseguir recuperar da crise que se instalou neste segmento.
http://www.jornaldenegocios.pt
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Turistas brasileiros no Sul da Flórida foram destaque na imprensa local
A tendência dos brasileiros agora é comprar desde cremes da Victoria’s Secret por $10 dólares, a produtos da Louis Vuitton e Prada. A funcionária de uma companhia que faz tours e transportes de turistas a shoppings, disse que quando leva brasileiros ao aeroporto para voltar ao Brasil, é necessário arranjar transporte extra para as compras.
A American Airlines tem 52 voos com a rota Brasil-Miami por semana. A estimativa é que 500 mil brasileiros visitaram Miami em 2010, e gastaram US$1 bilhão, o que colocaria os brasileiros no topo dos visitantes internacionais à cidade. Para atendê-los, o mercado de turismo tem publicado diversos materiais em português.
O número de brasileiros visitando Broward County também aumentou em 50% no último ano, alcançando os 300 mil. Turistas brasileiros estão em segundo lugar na região, ficando atrás somente dos canadenses. A explicação é que grande parte desse número vem visitar familiares, e, claro, o shopping Sawgrass Mills que fica em Broward.
O mercado imobiliário também está maravilhado com os brasileiros, devido à alta dos preços dos imóveis no Brasil, comparado à baixa no mercado americano, de acordo com o Miami Herald. Edgardo Defortuna, presidente e chefe executivo do Fortune International, disse que um apartamento no Jade Ocean em Sunny Isles Beach com três dormitórios custa US$1.6 milhões, enquanto o seu equivalente custaria US$2.5 em Belo Horizonte, MG.
http://www.gazetanews.com
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Mercado imobiliário coloca o sul da Flórida na lista dos piores
Como se não bastassem as notícias ruins sobre o mercado imobiliário no sul da Flórida " um dos maiores índices de foreclosures do país, por exemplo " aí vai mais uma: o valor das residências na região (Miami-Dade, Broward e Palm Beach) caiu incríveis 55% nos últimos quatro anos, mais do dobre da média nacional (27%) no mesmo período. Só em 2010, a desvalorização chegou a 15.4%.
No país, somente outras cinco regiões metropolitanas tiveram desempenho pior do que o sul da Flórida em mais de 130 mercados analisados pelos especialistas do site www.zillow.com. O preço médio de uma residência em nossa área caiu para 139 mil dólares, muito pouco para o Eldorado do mercado imobiliário de quatro anos atrás. Pelo menos 44% de proprietários dos três condados estão morando em imóveis que valem menos do que a dívida junto aos bancos.
Mesmo assim, o economista Stan Humphries, da Zillow, consegue ver pontos positivos na última amostragem do setor: a depreciação, ao que parece, está chegando ao seu final. Para ele, a presença de investidores comprando com dinheiro vivo é um sinal que a recuperação está próxima... Quem sabe a partir do ano que vem.
http://acheiusa.com
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Estrangeiros fazem a festa com preços baixos de imóveis em Miami
O aumento das vendas nos últimos meses de 2010 foi de 38% em relação ao ano anterior, e marcou um aumento de 10 trimestres consecutivos, anunciou nesta quinta-feira a Associação de Imobiliárias de Miami (Realtors).
Os compradores internacionais continuam se beneficiando de condições acessíveis oferecidas pelo mercado, com um dólar fraco, de propriedades de alto nível e muito confortáveis, disse a entidade.
"As vendas continuam em aumento e a lista de bens a serem negociados caiu significativamente, o que indica que há uma sólida demanda" na cidade, disse Jack Levine, presidente da Realtors.
Além disso, o forte inverno que atinge grande parte dos Estados Unidos está beneficiando o sul da Flórida, aumentando o interesse de compradores locais em busca de um clima mais temperado, segundo a Associação.
O preço médio de condomínios em Miami, de 103 mil dólares no último trimestre de 2010, teve uma queda de 29% em relação ao mesmo período de 2009. A forte demanda reduziu para 11% a disponibilidade de propriedades.
Apesar destes dados, analistas consideram que a grande quantidade de imóveis embargados ou disponíveis para leilão continuaria arrastando para baixo o preço durante 2011.
http://www.google.com
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Google desiste do mercado imobiliário no Google Maps
A partir desta data, 10 de Fevereiro, deixará de ser possível encontrar imóveis através da pesquisa no Google Maps e os profissionais imobiliários deixarão de poder colocar as suas listagens no Google Base, o website de classificados do grupo. Este serviço de divulgação foi lançado em 2009 e tem estado em funcionamento nos Estados Unidos da América, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Japão.
Esta decisão do Google não surpreendeu os principais “players” do setor dos portais imobiliários. Como afirma Simon Baker, editor do propertyadguru.com, em declarações à Overseas Property Professional, “Era claro desde o início que o modelo do Google Real Estate tinha enormes desafios a superar. Os principais desafios seriam os de captar tráfego e criar um modelo de remuneração. Ao não apresentar os resultados de pesquisas na página principal do Google e ao manter estes resultados como uma “camada” do produto de Mapas, seria sempre difícil para os visitantes encontrar a área de pesquisa de imóveis.”
Esta opinião é partilhada por quase todos os especialistas consultados por um dos principais websites internacionais especializados em divulgação imobiliária na internet, o Property Portal Watch. Segundo Pete Flint, CEO e co-fundador do motor de pesquisa imobiliário dos EUA, trulia.com “Isto não é uma surpresa para mim. Mesmo com a enorme audiência do Google, ter listas de imóveis não é suficiente para criar uma experiência de pesquisa agradável e conquistar visitantes.”
Já Petra Sprekos, director-geral do portal australiano realestateview.com.au afirma que “O processo de compra ou arrendamento estende-se muito além da presence numa listagem e, neste Mercado, são os dados e o conteúdo com valor acrescentado que enriquecem a experiência do utilizador e os ajuda a tomar decisões e isto o Google não oferecia.”
Alistair Helm, CEO do portal imobiliário neo-zelandês realestate.co.nz diz mesmo que “Sempre foi minha opinião que a entrada do Google na pesquisa de imóveis foi totalmente acidental. Os consumidores nunca encontraram com facilidade o mapa de pesquisa imobiliária do Google e, se encontraram, não lhe atribuíram valor.”
Ed Freyfogle, co-fundador do motor de pesquisa Nestoria, vai mais longe, ao afirmar que “Este é mais um exemplo de que o modelo de negócio baseado em listagens de imóveis gratuitas tem mais desvantagens que vantagens. Só encoraja SPAM, falta de actualização, não gera receitas e não atrai investimento.”
Também Joel Burslem, da consultora 1000Watt Consulting concorda que a visibilidade – ou a falta dela – foi um dos maiores obstáculos ao sucesso do sistema de pesquisa imobiliária do Google. “Manter uma base de dados de imóveis a nível internacional e, mais importante ainda, a sua exactidão, é um enorme desafio que até o Google considerou exigir um esforço excessivo”, disse Burslem.
Mas nem toda a gente está convencida que o Google desistiu totalmente desta area de negócio. Matt McGee, num artigo publicado no site searchengineland.com afirma o seguinte: “Parece impossível pensar que o Google vai desistir totalmente da pesquisa de imóveis – é um sector de actividade demasiado importante para o negócio da pesquisa na internet, com a National Association of Realtors* (*Nota do Editor: associação nacional de mediadores imobiliários dos EUA) a afirmar que 85 por cento de todos os compradores de casa iniciam a sua pesquisa na internet.”
http://www.marketingimob.com
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Mercado imobiliário nos EUA continua a dar sinais de recuperação
As vendas de casas usadas nos Estados Unidos aumentaram o dobro do previsto em Dezembro.
O número de americanos a assinar contrato para aquisição de casas usadas tem vindo a crescer nos últimos três meses, assinalando que o mercado imobiliário, que despoletou a maior recessão desde a II Guerra Mundial, está finalmente a estabilizar.
O índice de vendas de casas usadas subiu 2% em Dezembro, mais do que previsto, após uma progressão de 3,1% no mês anterior, segundo os dados revelados hoje pela National Associated of Realtors. Este número superou as expectativas dos analistas sondados pela Bloomberg, que previam um avanço de 1% nesse mês.
Isto depois de ontem o Departamento do Comércio norte-americano ter anunciado também que as vendas de casas novas no país aumentaram 18% em Dezembro, o ritmo mais acelerado desde 1992.
Os peritos estão convencidos que esta tendência de aumento da procura no mercado imobiliário irá manter-se, tendo em conta os baixos custos dos empréstimos e a redução dos preços dos imóveis, que deverão atrair mais compradores. Contudo, a recuperação do sector deverá ser moderada, tendo em conta os níveis recorde a que se mantém a taxa de desemprego no país.
"A procura por casas vai aumentar muito gradualmente", disse Harm Bandholz do Unicredit, à Bloomberg, notando que o cenário no mercado laboral "continua bastante decepcionante".
Um relatório publicado hoje pelo Departamento do Trabalho nos EUA mostra que o número de pedidos de subsídio de desemprego aumentou mais do que o previsto na semana passada, atingindo o nível mais elevado em três meses.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Bolsas de NY abrem em alta à espera do Fomc
NOVA YORK - As bolsas de Nova York abriram o dia em alta, com os investidores cautelosos, à espera de dados mais consistentes sobre a economia dos Estados Unidos. Os sinais devem ficar mais claros ao longo da semana, que traz na agenda a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre juros, além de importantes balanços corporativos. Às 12h40 (horário de Brasília), o índice Dow Jones avançava 0,17%, o Nasdaq subia 0,34% e o S&P-500 registrava alta de 0,11%.
A agenda de hoje nos EUA não traz indicadores de peso, mas ao longo da semana a atenção estará voltada para a divulgação de indicadores como os de sentimento do consumidor, de produção no setor automotivo, o do mercado imobiliário e o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, que sai na sexta-feira.
A quarta-feira será um dia de agenda forte. Nesse dia, o Fomc encerra a primeira reunião deste ano, já com quatro novos membros votantes. Espera-se a manutenção da política de juro zero que impera nos EUA desde o fim de 2008. Será importante ver a percepção da autoridade monetária sobre a economia dos EUA e a do resto do mundo. O presidente dos EUA, Barack Obama, faz discurso do Estado da União e apresenta as prioridades do governo para o ano. No mesmo dia, começa o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, um termômetro relevante para a situação de alguns países endividados da zona do euro, como Portugal e Espanha.
Entre as principais empresas cotadas em bolsa, a gigante do ramo de alimentação Sara Lee recebeu uma oferta de compra do consórcio liderado pela Apollo Global Management. A brasileira JBS teria perdido o prazo para expressar seu interesse pela companhia na sexta-feira, mas estaria considerando uma contraproposta.
Já a rede de lanchonetes McDonald''s divulgou seus resultados no quarto trimestre. A companhia teve lucro de US$ 1,16 por ação ou US$ 1,24 bilhão. Ainda hoje, após o fechamento das bolsas norte-americanas, saem os balanços de Texas Instruments e American Express.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Alta na venda de propriedades em Miami aquece mercado imobiliário
Os preços dos condomínios em Miami caíram, em 2010, 18% a mais em comparação aos preços de 2009, segundo a Associação de Imobiliárias de Miami.
Essa diminuição nos valores levou as vendas fechadas no último ano a totalizarem 9.778 condomínios, 43% a mais do que no ano anterior (6.854).
"Os dados de vendas de dezembro e de todo o ano de 2010 são muito encorajadores", disse Jack Levine, presidente da Associação de Corretores de Miami.
"O aumento das vendas mostra a existência da demanda por propriedades locais e reflete uma significativa melhora em comparação com os anos anteriores", comentou.
Apenas em dezembro, foram vendidas em Miami 985 propriedades, 29% a mais em relação ao mesmo período de 2009, com 766 operações.
Comparando as vendas de 2010 com as registradas em 2008, em plena crise imobiliária e, por isso, com pouquíssimas transações, a taxa de aumento chega a 114%, de acordo com a entidade.
Analistas imobiliários destacam que, apesar destes dados encorajadores, a grande quantidade de imóveis que entram no mercado continuará jogando os preços lá embaixo em 2011.
Cerca de cinco mil propriedades, incluindo casas, condomínios e imóveis comerciais, caem nas mãos dos bancos por hipotecas não pagas na região de Miami e arredores todos os meses, segundo o site especializado Condovultures Realty, que tem atualmente uma base de dados com 236 mil unidades embargadas no sul da Flórida.
http://g1.globo.com
Venda de moradias usadas nos EUA tem pior resultado em 13 anos.
WASHINGTON – As vendas de moradias usadas nos EUA cresceram mais do que o esperado em dezembro de 2010, mas o resultado de todo o ano passado foi o pior desde 1997.
Em dezembro houve aumento de 12,3% nas vendas, em comparação com novembro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 5,28 milhões de unidades, segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis.
Economistas ouvidos pela Dow Jones previam alta de 4,7%, para 4,9 milhões.
No entanto, o mercado imobiliário permanece sendo um ponto fraco na economia norte-americana, que está lentamente saindo de uma severa recessão.
Em todo o ano passado, cerca de 4,9 milhões de casas usadas foram vendidas, uma queda de 4,8% sobre 2009 e o pior ano desde 1997.
O preço mediano de venda de uma moradia usada nos EUA diminuiu para US$ 168,8 mil em dezembro de 2010, um declínio de 1,0% em relação ao preço mediano verificado no mesmo mês de 2009, de US$ 170,5 mil, e um recuo de 0,8% sobre o valor revisado em baixa de novembro, de US$ 170,2 mil.
O estoque de casas usadas disponíveis para venda caiu 4,2% no fim de dezembro, para 3,56 milhões de unidades. Esse montante equivale a 8,1 meses de oferta ao atual ritmo de vendas, em comparação com 9,5 meses em novembro.
Em comparação com dezembro de 2009, as vendas de moradias usadas diminuíram 2,9%. Em novembro, as vendas haviam subido 6,1%, para 4,7 milhões de unidades, em comparação com outubro, segundo dados revisados.
Por regiões, as vendas de moradias usadas em dezembro subiram 16,7% no Oeste, 13,0% no Nordeste, 11% no Meio Oeste e 10,1% no Sul. As informações são da Dow Jones.
http://www.blog.etica.com.br
sábado, 15 de janeiro de 2011
EUA criticam barreiras comerciais do Brasil
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Bancos executam mais de um milhão de hipotecas nos EUA
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Economia e emprego estão melhorando nos EUA, diz Livro Bege
O Fed informou melhores condições em todos os 12 distritos, apesar de serviços bancários e financeiros apresentarem resultados que variaram conforme a região
Washington - A economia dos Estados Unidos se fortaleceu no final do ano, de acordo com um relatório divulgado pelo Federal Reserve nesta quarta-feira, que citou o crescimento no nível de emprego em todo o país.
O Livro Bege, baseado na compilação de relatórios de contatos empresariais das regionais do Fed, traçou um panorama mais otimista para a economia, embora ainda com alguma cautela.
Embora o mercado imobiliário tenha se mantido previsivelmente fraco, os contatos no setor manufatureiro pareceram mais otimistas.
O Fed informou melhores condições em todos os 12 distritos, apesar de serviços bancários e financeiros apresentarem resultados que variaram conforme a região.
"A atividade econômica continuou se expandindo moderadamente entre novembro e dezembro", afirmou o banco central em comunicado.
Os resultados foram consistentes com uma recente melhora nos dados macroeconômicos nos EUA, que levou alguns economistas a reforçarem suas previsões de crescimento para o primeiro semestre de 2011.
A economia norte-americana avançou 2,6 por cento no terceiro trimestre, nível considerado modesto demais para reduzir de forma significativa a taxa de desemprego no país, atualmente em 9,4 por cento.
Com tal pano de fundo, o Fed anunciou em novembro a compra adicional de 600 bilhões de dólares em títulos durante um período de oito meses, a fim de dar suporte à recuperação ao manter baixos os custos dos empréstimos de longo prazo.
Apesar das aquisições, as taxas de juros do mercado subiram consideravelmente desde então, embora os formuladores de política monetária venham argumentando que elas poderiam ter subido ainda mais sem a intervenção do Fed.
A melhoria das condições descritas pelo Livro Bege reforça a visão, compartilhada tanto por altos funcionários do Fed quanto por economistas, de que a mais recente rodada de compras de títulos poderia não ser necessária.
Contudo, o chairman do Fed, Ben Bernanke, argumentou que a economia está operando bem abaixo de seu pleno potencial e que continua precisando de ajuda das autoridades monetárias.
O banco central citou as fracas condições do mercado de trabalho e as leituras de inflação muito baixas para justificar suas ações.