Os contratos de financiamento de imóveis e do Programa Minha Casa Minha Vida já assinados não serão interrompidos com as novas regras para a obtenção do crédito imobiliário. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Caixa Econômica Federal em João Pessoa, Elan Miranda. Atualmente, há cerca de R$ 600 milhões envolvidos em contratos, neste ano de 2011, sejam os já aprovados ou os que estão sob análise. Ano passado o Programa Minha Casa Minha Vida investiu mais de R$630 milhões, resultando em mais de 12 mil unidades no ano passado. O balanço aponta que 37.616 famílias foram contempladas, o que resultou em R$ 1,2 bilhão em crédito imobiliário no estado.
Apenas os contratos que só passaram por análise financeira e não foram assinados, mas que tenham como objeto imóveis que não atendam às novas regras poderão sofrer restrições na ocasião da aprovação. A Caixa impôs uma série de restrições ao financiamento, dentre eles que apenas imóveis localizados em ruas pavimentadas estão passíveis de benefícios concedidos pela Caixa Econômica. Além disso, o imóvel tem que estar localizado no município de domicílio ou de trabalho pelo proponente do contrato, o imóvel não pode ter qualquer ônus e ser aceito como garantia para o financiamento da Caixa. De acordo com Elan Miranda, as restrições em relação à infraestrutura é para que se ofereçam condições mínimas ao futuro morador. "O imóvel terá que ter soluções para o abastecimento d'água, energia elétrica e esgoto pluvial. Sendo assim, a Caixa não irá aprovar nenhum imóvel que não satisfaça requisitos básicos de qualidade de vida para os moradores", revelou. Além das novas medidas, a Resolução 653 do Conselho Curador do FGTS autorizou o aumento do valor dos imóveis que podem ser financiados. De R$100 mil, imóveis com valor de até R$130 mil poderão passar financiamentos na Região Metropolitana de João Pessoa e Campina Grande.
O anúncio das novas regras, decididas na última sexta-feira, 11, gerou insatisfação por parte das construtoras. E reunião na superintendência da Caixa, ontem, Irenaldo Quitans, presidente do Sinduscon, enviou um ofício à sede da Caixa, em Brasília, para que as regras sejam flexibilizadas.
Lucros
Em 2010, fechou para a CEF com um crescimento de 25% nos lucros, em relação ao ano anterior -um volume de R$3,8 bi.
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