domingo, 6 de março de 2011

Que tal uma casa no campo? A hora é agora!


Áreas de 30 mil m2 são as mais procuradas para lazer.
Perto de Maringá e sem benfeitorias, essas chácaras variam de R$ 80 e 100 mil
Um pequeno ‘paraíso’ para fugir da correria urbana, colher frutas no pé, criar pequenos animais, cultivar legumes e verduras ou apenas para se curvar à preguiça e limitar-se a sentir o vento, o cheiro do mato e observar a paisagem.
Esse cenário tem inspirado e motivado cada vez mais pessoas a investir na compra de pequenas áreas rurais na região metropolitana de Maringá.
Segundo o corretor de imóveis Lupércio Ramos de Andrade, da LDS Imóveis, o mercado está propício para quem se identificou com essa ideia. "O momento é muito bom porque há mais ofertas do que procura. Quem tem dinheiro para comprar deve aproveitar", incentiva.
A imobiliária é referência em imóveis rurais. Área de 30 mil metros quadrados é o padrão de módulo fiscal permitido e o perfil mais procurado para fins de lazer, segundo o corretor. Na região, esse tipo de imóvel está avaliado em valores que podem variar de R$ 80 a R$ 100 mil, sem benfeitorias.
Para quem pode investir mais, R$ 450 mil, há também chácaras de alto padrão, com excelente infraestrutura, que inclui área para prática esportiva e moradia para o caseiro. A primeira opção pode ser encontrada em Santa Fé e a segunda, em Mandaguaçu.
A compra de pequenas áreas para plantio é outra tendência
O corretor citou esses exemplos para ilustrar opções disponíveis e à venda na área rural. Segundo Lupércio, uma tendência forte desse mercado tem sido a compra de pequenas áreas para produção de fruta, hortaliças e outras atividades da agricultura familiar.
Ligado ao meio rural, experiência adquirida no setor, enquanto bancário, o corretor lembra que esse tipo de investimento pode ser muito rentável se o dono tiver vocação para o negócio e investir em produtividade. "Mesmo uma chácara de pequeno porte pode dar lucro", insiste ao citar um amigo, que se deu bem ao se dedicar à criação de carneiros. "Ele diz que aquele é o paraíso dele", completa.
Mas, se o dono já está com a vida financeira estabilizada e muito mais para a aposentadoria do que para a labuta, é também um bom negócio, em sua avaliação. "Numa chácara de lazer você pode plantar coco, frutas, verduras e jogar bola. Enfim, é um ótimo negócio para quem quer esfriar a cabeça", comenta.
O corretor diz que trabalhar com a venda de imóveis rurais tem tudo a ver com ele. Tanto que Lupércio respondia a cada pegunta com um perfil de imóvel e com assertividade que se espera de todo bom ‘vendedor’.
"Me fascina o meio rural. São pessoas simples e fáceis de lidar. E me dou bem porque sou também meio matuto", brinca. Porém, por segurança, eles não abrem as porteiras a desconhecidos.

"Uma vez, logo que entrei numa fazenda, um carro veio ao meu encontro. Era o dono. Ele me parou e perguntou com ordem de quem eu estava na fazenda dele. Quando falei que fui conferir a fazenda em negociação, ele disse que ela não estava à venda e que eu tinha dez minutos para sair dali", relata o mal entendido.
Profissionalização
O corretor menciona que a imobiliária tem atuado para profissionalizar o setor, para evitar a atuação de pessoas não habilitadas a trabalhar no mercado imobiliário.
A recepção nada calorosa, citada, aconteceu depois dele rodar 150 quilômetros para chegar numa fazenda em Loanda, que estaria à venda por R$ 8 milhões. Segundo ele, esse tipo de constrangimento ocorre em razão de informações repassadas por pessoas que não atuam de forma profissional. "Hoje, falamos diretamente com o proprietário", diz.
Além de chácaras e sítios, a LDS negocia grandes áreas como fazendas em diversos Estados. Na carteira de imóveis atual há fazendas à venda em Itiquira e Paranatinga em Mato Grosso (MT) e Alto Paraíso de Goiás (GO).
São grandes propriedades como a Fazenda Mojolo, com 3.745 ha, com 2.300 ha de pastagens com 1.000 cabeças de gado. Nada que algo em torno de R$ 11,3 milhões não possa comprar, em caso de interesse.
http://www.odiario.com

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