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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Universitários valorizam mercado imobiliário

Com a divulgação dos aprovados nos vestibulares realizados pelas faculdades de Uberaba, o mercado imobiliário apresenta aquecimento em relação aos aluguéis. Muitos estudantes de outras cidades iniciam verdadeira maratona à procura de um bom apartamento ou casa que agrade tanto na estrutura quanto no preço.

Segundo o corretor de imóveis Márcio Antônio Moreira, nesta época do ano o número de estudantes com pretensão de alugar um imóvel aumenta em torno de 60%. A busca ainda é maior em relação àqueles localizados nas proximidades das faculdades onde os universitários vão iniciar os estudos.

Os proprietários de imóveis, no entanto, já sabem dessa preferência e muitos chegam a oferecer aluguel com preços acima do mercado. De acordo com Moreira, uma casa em qualquer bairro da cidade com valor de

R$ 1.200 para aluguel, em um bairro próximo das universidades, sai por, aproximadamente, R$ 1.500.

“Os imóveis com preços mais altos são aqueles próximos ao Hospital de Clínicas, onde se concentra a maioria dos estudantes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Depois, vem o bairro Universitário”, comenta o corretor de imóveis.

Ele orienta os estudantes a não procurar imóveis somente perto das faculdades, pois podem encontrar outros com preços mais acessíveis em bairros não tão distasantes do local onde irão estudar. Mesmo assim, ele acredita que a maioria prefere morar perto, muitas vezes por ter pouco tempo de intervalo para almoço ou até por dificuldade de locomoção.

“Para os interessados na locação, há a exigência de um fiador (proprietário de pelo menos um imóvel), ou ainda o pagamento adiantado de seis meses de aluguel”, finaliza o corretor.

Mercado. Para 2011, a previsão é de aquecimento no mercado imobiliário, registrando crescimento de 20% nas vendas de imóveis, em relação ao ano passado. No entanto, o diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Luís Fernando Batistuta, estima que ele ainda cresça significativamente nos próximos 15 anos. A classe C é a que mais tem adquirido imóveis ultimamente, apresentando demanda de 92%. O fato se dá pela facilidade no acesso a créditos e pelos prazos de financiamentos.

http://jmonline.com.br

sábado, 22 de janeiro de 2011

Crescimento acelerado pode criar bolha

Especialistas acreditam que valores do mercado imobiliário devem sofrer estabilização

O crescimento acelerado e a valorização de mais de 100% em curto espaço de tempo em determinadas regiões colocam o mercado imobiliário de Uberlândia em xeque: o boom vai continuar nos próximos anos ou os valores deverão sofrer estagnação? Segundo o economista Lourenço Diniz Faria, o aumento se deve à constante facilidade de acesso ao crédito e, caso continue, o acréscimo pode criar uma bolha imobiliária, que acontece quando os preços sobem apenas por causa da aposta de que o valor ganho com a venda será maior no futuro. Ou seja, é a expectativa sobre a própria variação dos preços que dita o ritmo do mercado.

No entanto, profissionais com décadas de experiência no mercado imobiliário de Uberlândia acreditam que isso não deve acontecer e que os preços devem estabilizar a partir deste ano. “A tendência é de que haja estabilidade a partir de agora. Pode haver alteração de preço em meados de 2013, mas este ano e o próximo não devem ter crescimento acelerado como o que foi registrado nos últimos dois anos”, disse Ivan Graciano da Costa, proprietário de uma imobiliária e com experiência de 30 anos no mercado imobiliário. Segundo ele, o mercado está mais parado. “Quem está aumentando muito o preço não está vendendo”, afirmou.

O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e Condomínios Comerciais e Residenciais (Secovi) em Uberlândia, Cícero Heraldo Oliveira Novaes, também não acredita em bolha. “O que vai acontecer é que, ao longo de um tempo, haverá a permanência desses preços, que estão altos, e que serão absorvidos pelo mercado. Mas neste momento não haverá aumento expressivo por um grande período, a não ser que aconteça algo extraordinário, que a gente não consiga prever”, afirmou.

Oferta não acompanha a demanda

De acordo com o economista Lourenço Diniz Faria, a valorização excessiva dos imóveis e terrenos em Uberlândia funciona em concordância com a lei da oferta e da procura. “É o encontro da demanda com a oferta que acaba jogando o preço para cima. Aqui, em Uberlândia, a demanda está crescendo muito, em virtude da vinda de muitas pessoas de fora e a instalação de novas empresas. E a oferta não conseguiu acompanhar esse aumento da demanda. Por isso o preço subiu muito. Está vindo muito mais gente do que o número de imóveis disponíveis”, disse.

Segundo ele, quanto mais a cidade crescer, maiores serão os preços. “Hoje, além de a renda da população aumentar, há as facilidades de acesso ao crédito. Com isso é muito fácil adquirir um imóvel próprio. Enquanto essa tendência continuar e o crescimento demográfico também, os valores continuarão subindo. Por enquanto, é difícil prever quando haverá estabilização do mercado”, disse.

Investimento financeiro ou familiar

Embora pense que o valor pago é maior do que o produto vale, o administrador de empresas Leonardo Buiatti decidiu, no mês passado, comprar um apartamento de 45 metros quadrados na zona Sul de Uberlândia. O valor total de R$ 82 mil foi financiado em 300 meses, o que totaliza 25 anos, com parcelas de R$ 600 por mês, com redução gradativa. "A minha visão é de que os imóveis realmente estão muito caros, mas os investimentos em poupança e CDB [Certificado de Depósito Bancário] não estão valendo a pena. E como o mercado imobiliário é um investimento seguro, no futuro penso em colocar para alugar e, quem sabe, com o próprio valor recebido eu pagar o investimento", disse. A opção pelo apartamento foi pela localização. “A região sul é a que mais cresce na cidade. Pesquisei em outros lugares, mas optei por este local pelo fácil acesso e possível valorização no futuro”, afirmou.

Mais do que investimento financeiro, o advogado Murilo Natal comprou um imóvel há nove meses pensando na família. O valor de R$ 84 mil por um apartamento de 78 metros quadrados foi financiado em 20 anos, o que resulta em 240 meses. “A princípio eu pensava em investir, mas depois de fechar negócio decidi morar no local. Acho que não vale o que custa e acredito que todo esse aumento seja fruto da especulação imobiliária. Mas se você consegue diluir o valor do bem em parcelas suaves, fica mais fácil comprar”, afirmou.

Compra deve ter pesquisa

Para quem já decidiu que quer comprar um imóvel, a pesquisa de preços e localização é fundamental. É o que explica o líder de projetos Johnatan Carlos Pereira Godoy, que há três meses está com o difícil trabalho de encontrar o lugar ideal para morar com a mulher. “Já olhei em vários bairros. Acho que os preços estão muito inflacionados e acaba não valendo o que pedem. Já olhei apartamentos entre R$ 110 mil e R$ 130 mil, mas nessa faixa de preço considero os imóveis pequenos para o valor que custam”, afirmou. Segundo ele, a escolha será inevitável. “Devo acabar comprando por uma necessidade pessoal, pois moro de aluguel e preciso de um imóvel próprio. Mas ainda vou olhar com bastante calma para encontrar o melhor custo benefício", disse.

Há facilidade de crédito

A facilidade de acesso ao crédito e a menor burocracia para liberação de financiamentos deverão continuar em 2011, segundo previsão do gerente licenciado da Caixa Econômica Federal (CEF), Delfino Rodrigues, que tem 21 anos de experiência no mercado financeiro. "De 10 anos para cá houve uma reviravolta nos financiamentos. Antes era difícil [o crédito] ser aprovado e hoje facilitou bem, está menos burocrático e mais ágil. E isso deve continuar este ano, ainda mais com os programas do governo para aumentar o número de moradias do país", afirmou. De acordo com ele, para conseguir um financiamento na CEF é preciso ser maior de 18 anos, não ter restrição de crédito no mercado, comprovar renda e fornecer os documentos solicitados para o tipo de crédito.

Financiamentos têm poucos maus pagadores

Quando se fala em aumento dos financiamentos feitos no país e facilidade do acesso ao crédito, vem a dúvida sobre aumento da taxa de inadimplência. Mas um estudo realizado pela consultoria MB associados, a pedido da Associação Brasileira das Entidades de Crédito mobiliário e Poupança (Abecip), divulgado há cinco meses, registrou que o número de inadimplentes de financiamentos está em constante redução desde 2006 (veja box). O resultado que era de 6,3%, hoje não ultrapassa a casa dos 2,52%, o que resulta em um decréscimo de 60% em cinco anos. De acordo com a pesquisa, é considerado inadimplente quem deixa de pagar pelo menos três mensalidades do financiamento.

Taxa de inadimplência* em financiamentos

2006 - 6,3%

2007 - 4,23%

2008 - 3,07%

2009 - 2,56%

2010 - 2,52%

*Mais de três mensalidades atrasadas

Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

Valores estimados

Imóveis

Apartamento 49 metros quadrados

Bairro Jaraguá – R$ 100 mil

Apartamento 53,5 metros quadrados

Bairro Santa Mônica – R$ 120 mil

Apartamento 49 metros quadrados

Bairro Santa Mônica – R$ 115 mil

Apartamento 49 metros quadrados

Bairro Santa Mônica – R$ 115 mil

Terrenos

Localização: Bairro Santa Mônica

Preço: R$ 180 mil

Localização: Alto Umuarama

Preço: R$ 85 mil

Fonte: Rotina Imobiliária

Condomínios fechados

De

Valor: R$ 43,6 mil - 312 metros quadrados

Localização: Região Sul - Condomínios de classe média

Até

R$ 500 mil - 1 mil metros quadrados

Localização: Região Sul - Condomínios de classe alta

Fonte: Imobiliárias de Uberlândia

Pesquisa feita de acordo com o preço por metro quadrado, que varia de R$ 140 a R$ 500 dependendo da localização.

http://www.correiodeuberlandia.com.br

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vendas de imóveis novos e usados em BH cresceram 12% em 2010

 QUINTA-FEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2011
Depois de amargar quedas nas vendas por dois anos seguidos, o mercado imobiliário de Belo Horizonte festeja a retomada do aumento da transferência de apartamentos, casas, barracões, galpões, salas, lojas e lotes vagos. Dados parciais apontam para o crescimento em torno de 12% no ano passado em relação a 2009, quando 30.144 unidades residenciais e comerciais foram negociadas na capital. Para 2010, a projeção é de 33.761. Os dados do segmento são calculados com base no Imposto sobre Transações de Bens Imóveis (ITBI). A Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) só divulgarão o balanço oficial no fim deste mês.
“O setor e o volume de vendas estão num bom momento”, avaliou o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula. Ele, entretanto, admite que a alegria não é completa: o setor havia projetado chegar ao fim de 2010 com salto de 25% no volume de imóveis negociados. De qualquer forma, enfatiza que o percentual de 12% confirma que o mercado começa a retomar o fôlego, perdido desde 2008. Naquele ano, 33.536 unidades residenciais e comerciais foram vendidas – retração de 8% na comparação com 2007 (36.477 imóveis negociados). No confronto entre 2009 e 2008, a queda foi ainda maior 10,1%.
As duas quedas consecutivas encontram explicação, principalmente, na crise financeira que começou nos Estados Unidos e contaminou o mundo. Já o resultado de 2010 se deve a vários motivos, como a decisão do Governo Federal, no início do ano passado, de ampliar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o teto máximo de uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como fonte na compra de imóveis. O prazo do financiamento, que antes era de 25 anos, também foi estendido para três décadas. As medidas ajudaram a aquecer o mercado doméstico.
“Crescemos 25% em 2010 e projetamos aumento em torno de 30% em 2011” , planeja a gerente de Vendas da Lar Imóveis, Ana Maria Rodrigues. A imobiliária está tão confiante na vinda de bons números que abrirá, nas próximas semanas, sua quinta filial em BH. Ela observa que a maior procura é por apartamentos de três quartos, com duas vagas na garagem. “As construtoras voltaram a investir nesse segmento. Para se ter ideia, as unidades são vendidas antes de a construção ficar pronta”.
A procura por apartamentos, independentemente do padrão, foi o responsável pelo reaquecimento do setor. O último balanço da CMI/Secovi-MG, referente ao acumulado janeiro/setembro de 2010, mostra que esse tipo de moradia representou 69,43% de todos os imóveis vendidos na capital e registrados na prefeitura naquele período. As casas responderam por 14,45%, enquanto lotes vagos somaram 5,29% e lojas 4,16%. Em seguida, aparecem as salas (3,28%), galpões (2,05%), barracões (0,87%) e vagas de garagem para usos comercial (0,35%) e residencial (0,11%).
CUSTO DA MORADIA
O aumento da procura por apartamentos refletiu no preço da moradia. “O valor médio em 2010 deve ter ficado em torno de R$ 268 mil. Em 2009, havia sido de R$ 214,536”, diz Ariano Cavalcanti, da CMI/Secovi-MG. O terapeuta holístico Maurício Neves, de 55 anos, ajudou a aquecer o mercado no ano passado.
No segundo semestre, ele vendeu seu apartamento de três quartos, com dependência de empregada e duas vagas, no Bairro Padre Eustáquio, Região Noroeste da capital, por um preço pouco acima da média do setor. Neves não encontrou dificuldades em negociar o antigo imóvel: “Consegui vendê-lo em apenas 30 dias”. O dinheiro foi usado como parte da compra de outro apartamento na mesma região. “Moro no bairro há 10 anos e decidi continuar aqui. O novo prédio tem elevador, o que faz diferença”, diz.
CRÉDITO
A participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) do país passará dos atuais 4% para 11% em 2014, conforme estimativa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). A perspectiva tem como base estudos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e do Banco Central (BC). O sindicato reafirmou também a projeção de crescimento de 50% nos financiamentos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para 2011, que deve saltar de R$ 57 bilhões para R$ 85 bilhões.(EstaMinas-UAI)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mercado imobiliário de Uberaba espera crescimento de 20%

O ano começa bem positivo para os investidores em imóveis. Com o mercado imobiliário aquecido, a previsão é de que 2011 apresente crescimento de 20% em vendas, em relação ao ano passado.

Apesar de o mercado imobiliário ter crescido bastante nos últimos anos, a estimativa é de que ainda cresça significativamente nos próximos

15 anos. Para o diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Luís Fernando Batistuta, a classe C é a que mais tem adquirido imóveis ultimamente, apresentando demanda de 92%. O fato se dá pela facilidade no acesso a créditos e nos prazos de financiamentos.

A afirmação de que este ano será melhor que 2010 se dá pelo fato de o mês de janeiro já apresentar um quadro mais aquecido do que o mesmo mês do ano anterior. “Nessa mesma época, no ano passado, não tínhamos a demanda que temos hoje”, acrescenta Batistuta.

“O segmento imobiliário está provando o seu valor, com uma valorização melhor do que a bolsa, nos últimos meses, e com isso o investimento vem voltando gradualmente para esse setor. Até 2007, o mercado estava muito parado, mas hoje é um investimento bem sólido”, comenta.

“Em Uberaba, como em qualquer cidade, a área comercial ainda é a mais valorizada. Mas isso não significa somente na região central, mas também nas partes comerciais dos bairros, como a avenida Prudente de Morais. As avenidas da cidade também são muito valorizadas”, completa Batistuta.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Edifícios antigos ou abandonados do Centro da cidade são reformados e viram oportunidade de negócios

É no centro da cidade que está uma das grandes promessas da construção civil em Belo Horizonte para este ano. Seguindo uma tendência mundial, o setor investe agora no retrofit, como ficou conhecida a reforma e modernização de prédios abandonados ou a transformação de construções comerciais em residenciais e vice-versa. Na capital mineira, o negócio ganha fôlego por causa da forte demanda por residências na região central, que não em mais espaço para novas construções.

“O retrofit vai se ampliar em Belo Horizonte porque a falta de terreno é uma realidade. Não temos espaço, mas temos uma demanda crescente por moradias. Vários prédios estão sendo reformulados e todas as construtoras estão em busca de oportunidades nesse sentido”, afirma Teodomiro Diniz Camargos, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

Camargos é, inclusive, um dos empresários do setor que estão investindo pesado no retrofit. A construtora dele já realizou duas revitalizações de edifícios abandonados no centro. Uma delas é a do edifício Tupis, conhecido como Balança Mas Não Cai, com obras em andamento.

O projeto prevê a construção de 62 apartamentos e tem fila de espera de 1,3 mil compradores interessados. A promessa é que o lançamento aconteça neste ano.

Outro prédio que a construtora de Camargos transformou em residencial foi o Chiquito Lopes, também na área central. Ele era de caráter comercial e agora conta com 167 apartamentos. O empresário já negocia a aquisição de outros três prédios para iniciar obras ainda neste ano.

Também de olho nesse filão de negócios, a construtora Concreto revitalizou três prédios abandonados na região central de Belo Horizonte: um na avenida Augusto de Lima, outro na rua Santa Catarina e um na Álvares Cabral, com apartamentos que serão vendidos a aproximadamente R$ 600 mil.

A Construtora PHV fez cinco repaginações em imóveis abandonados no ano passado e, segundo a gerente de projetos da empresa, Milena Pieroni, estão com projeto em andamento de revitalização de um prédio na Savassi.

“Nos anos 80 aconteceu uma crise no setor da construção e várias empresas não conseguiram finalizar muitas obras. Agora, temos vários prédios inacabados e estamos precisando de espaço para construir. Por isso, vamos seguir nessa direção”, afirma.

Para o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Ariano Cavalcante, a busca por residências na região central aumentou após o resgate promovido pela prefeitura, com reformas de uma série de praças na região e a implantação de câmeras de segurança.

“O perfil de quem procura apartamentos no centro é muito específico: são pessoas que não possuem carro e que buscam a comodidade de terem um comércio próximo. É muito comum serem pessoas idosas ou estudantes vindos do interior para estudar em Belo Horizonte, além de pessoas que trabalham na região central”, afirma. Camargos lembra que outra região que promete gerar grandes negócios neste ano é o Vetor Norte, devido a construção da Cidade Administrativa do Governo do Estado. Os investimentos naquela região, que compreende toda a Pampulha, Confins, Lagoa Santa, Vespasiano, Jaboticatubas e Santa Luzia, vai ser em moradias, em infraestrutura e imóveis comerciais, já que a região ficará atrativa também para o comércio.

Além disso, a cidade de Nova Lima, na região metropolitana, deve se manter como um local de investimentos em construções de condomínios fechados, voltados para as classes A e B.

“Como não temos muito espaço para construção em Belo Horizonte a solução é olharmos a Região Metropolitana para crescermos. A quantidade de projetos no vetor norte vão estimular fortemente o setor imobiliário, que deve ter um ano melhor que o de 2010”, disse.

http://gestor-imobiliario.blogspot.com