sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Crescimento imobiliário na Região Metropolitana de Fortaleza

O crescimento do mercado imobiliário no Ceará deverá superar R$ 2 bilhões em vendas até o fim do ano. A renda real aumentou, a concessão de crédito também, o que criou um cenário favorável. Outro fator é a crescente busca por loteamentos e condomínios fechados


O boom imobiliário para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) retrata uma mudança no perfil das construções em relação à Capital. A escassez de terrenos, o desenvolvimento de outros municípios, a falta de área verde e a busca dos clientes por uma melhor qualidade de vida têm levado as construtoras a olharem com mais atenção também para áreas fora mas próximas da Capital. Localidades em desenvolvimento como: Eusébio, Aquiraz, Jabuti, Caucaia, Maracanaú são exemplos desse ciclo crescente. Sem falar que essas regiões vêm ganhando cada vez mais valorização no mercado.

À medida que a RMF cresce, o seu espaço é reorganizado com a incorporação de atividades econômicas e imobiliárias. Essas atividades produzem efeitos diretos sobre a distribuição das oportunidades de emprego e moradia entre os municípios metropolitanos, agregado a um vetor novo de crescimento da malha urbana da Grande Fortaleza. Com um enorme vetor de expansão essas construções seguem em importantes vias regionais de acesso à Capital o que amplia as fronteiras para quem quer investir no setor, tanto para lazer, moradia quanto para investimento.

Portanto, a cada dia devem surgir mais e mais projetos para quem precisa de um maior espaço para lazer e que busca viver melhor. Essa tendência de mercado aparece como uma eficiente e crescente alternativa, pois possui empreendimentos mais baratos, é mais seguro e foge do caos do trânsito e do barulho da cidade.

A falta de segurança nas grandes cidades leva à busca por lugares onde as pessoas tenham a sensação de estarem em paz e próximas ao meio ambiente. Cansadas de tantos prédios, almejam morar aonde suas crianças brinquem mais livremente como outrora.

O crescimento do mercado imobiliário no Ceará deverá superar R$ 2 bilhões em vendas até o fim do ano. O setor se mantém aquecido e não para de inaugurar e projetar novos empreendimentos. Segundo balanço do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Ceará (Secovi), além do crescimento de 44,29% no número de unidades comercializadas no primeiro semestre deste ano e do avanço de 38,58% no volume de vendas, o Índice de Velocidade de Vendas cresceu 78,44%.

A facilidade de crédito tanto para quem compra como para quem constrói justifica esse aquecimento no mercado e abre as portas para um otimismo no setor. A renda real dos brasileiros aumentou, a concessão de crédito também, o que criou um cenário favorável. Outro fator que pode ser considerado importante para o crescimento imobiliário é a crescente busca por loteamentos e condomínios fechados.

Segundo pesquisa contratada pela Walter Mota Empreendimentos Imobiliários no segundo semestre deste ano, percebeu-se que o conceito dos potenciais clientes “não é mais só morar, mas viver bem”. Em consequência disso, as construtoras estão se focando, de modo mais intenso no conceito segurança, conforto, lazer e sustentabilidade. Assim, o mercado imobiliário segue em linha ascendente de valorização dos condomínios fechados, cujos projetos se destacam por oferecer além de um maior contato com a natureza, o fortalecimento do próprio convívio familiar.

Walter Mota
Empresário e sócio-diretor da Imobiliária Walter Mota
Fonte:
Jornal Opovo

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