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sexta-feira, 4 de março de 2011

Creci/MT sugere avaliadores para desapropriações imobiliárias

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, da 19ª Região (Creci-MT), Ruy Pinheiro de Araújo, afirmou nesta quinta-feira (03) que os corretores de imóveis, devidamente registrados no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI) vão pleitear a participação no processo de desapropriação de imóveis em locais destinados às obras de mobilidade urbana e reforço e ampliação de estrutura da Capital por conta da Copa 2014.
O dirigente observou que em Mato Grosso há 321corretores de imóveis cadastrados no Sistema Creci-Cofeci e aptos a fazer avaliação pericial e mercadológica de bens imóveis e que, apesar do governo estar licitando empresas de fora do Estado para esse trabalho, o Creci-MT se vê na obrigação, pelo compromisso com a sociedade, de sugerir a disponibilidade dos profissionais locais para essa tarefa, inclusive em conjunto com as empresas contratadas ou não.
Ele disse ainda que a avaliação de um profissional local é muito mais segura e fiel às variações, realidade e condições de mercado. “São mais de 300 profissionais que trabalham no Estado há anos e acompanham o comportamento do mercado imobiliário no dia a dia”, disse.
A participação de profissionais corretores de imóveis com registro no CNAI tem amparo legal, através da Resolução Federal 957/2006, que cria a legalidade de parecer técnico de avaliação mercadológica para afins de comercialização, leilões ou impasses judiciais. Nesta semana, o Creci-MT e o Sindicato da Habitação (Secovi-MT) se reuniram com o secretário-chefe da Casa Civil, Éder de Moraes, para expor a situação e após um encontro de quase duas horas, o secretário se dispôs a encaminhar ao governador a posição da categoria. “Já auxiliamos a prefeitura nesse trabalho de avaliação com pareceres consistentes sobre avaliações em todos os bairros de Cuiabá, cujo parecer serviu de base para o lançamento do IPTU 2011”, afirmou Pinheiro.
Na tarde desta quinta-feira o Creci-MT oficiou a Secretaria de Extraordinária de Apoio Institucional da Agecopa esclarecendo as bases da resolução federal, destacando a competência do avaliador do Creci-MT para opinar oficialmente quanto à elaboração de pareceres técnicos em casos de desapropriação. O Creci, além do CNAI, mantém um cadastro estadual de avaliadores (CECOQ), cuja lista está na internet.
http://www.odocumento.com.br

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cuiabá - Arena Pantanal pode valorizar imóveis em até 100%

Evento ajuda, mas "boom" imobiliário é característica de Cuiabá há 15 anos, diz presidente do Creci
Área no entorno da Arena Pantanal: construção do estádio valoriza imóveis; alguns já estão à venda
A construção da Arena Pantanal, no lugar do antigo estádio do Verdão, no bairro do mesmo nome, em Cuiabá, já vem trazendo reflexos no ramo imobiliário. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Crec -MT), Ruy Pinheiro de Araújo, a expectativa é de que áreas "nuas", ou seja, aquelas ainda não edificadas, cheguem a uma valorização de até 100%, na região próxima ao estádio.
Além destas, mesmo imóveis do entorno da nova Arena, residenciais ou comerciais, podem alcançar uma valorização de 35% a 40% no preço atual do metro quadrado.
De acordo com estudo realizado pelo Creci, sobre a Planta Genérica da Capital para 2011, a Avenida Agrícola Paes de Barros, que dá acesso ao Verdão e está inserida entre as principais vias de Cuiabá, apresenta três variações no metro quadrado.
A primeira, entre a Avenida Miguel Sutil e o final da Paes de Barros, no valor de R$ 45. O segundo trecho, entre a Rua Barão de Melgaço e Avenida São Sebastião, a R$ 270 o metro quadrado. E, por último, o trecho que está entre a Avenida São Sebastião e Avenida Miguel Sutil, por R$ 450 o metro quadrado.
Para o presidente do Creci, é possível que haja um aumento, nos próximos anos, nos trechos dois e três, de até 70%, que podem ser considerados, em parte, devido à Copa, mas não em sua totalidade.
"O padrão que Cuiabá vem apresentando nos últimos 15 anos, de crescer 10% ao ano, é único no país. Isso reflete na planta genérica: a de R$ 270, por exemplo, pode chegar a R$ 500 na região do Verdão. Lógico que a Copa vem como um boom [explosão], mas todo cuidado é pouco e a valorização imobiliária não acontece da noite para o dia", disse.
Valorização superestimada
Apesar da valorização que a Copa do Mundo de 2014 deverá trazer para essa região, o presidente do Creci alertou para uma "superestimação" destes valores.
"Alguém que tinha um apartamento de R$ 100 mil, antes da Copa, não vai vender por R$ 200 mil, por exemplo. Isso não existe. Quem regula a valoração de mercado é a oferta e procura. Se quem tem está subindo muito, quem poderia comprar, não compra", avaliou Ruy Araújo.

Segundo Araújo, de forma geral, regiões de Cuiabá que ofereçam o mínimo de infraestrutura não passarão de uma valorização de 40%.
"Se você está próximo das coisas que precisa, vai pagar por isso. As áreas se valorizam em torno das necessidades das pessoas e do conforto que elas buscam. Isso é valorização de mercado, mas não da forma especulativa que aparece algumas vezes", disse.
Outro lado preocupante, para Araújo, é a forma como estão sendo conduzidos a valorização e os empreendimentos imobiliários, que poderão refletir, em um futuro não muito distante, em uma "bolha imobiliária".
A bolha, ou seja, uma supervalorização crescente e disparatada, seria o motivo de os imóveis serem comercializados a preços maiores do que, supostamente, deveriam ser.
"O mundo tem dado exemplo, Japão e Estados Unidos são exemplos. Daqui a pouco, ninguém aguenta pagar prestação de casa ou cessam projetos do Governo Federal, como o "Minha Casa, Minha Vida". E se o desemprego voltar? E se não tiver um controle inflacionário? É preciso avaliar todos os riscos", completou.
www.midianews.com.br

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Investidores adotam projetos inovadores

Locação de quitinetes passou de renda extra para um investimento elevado que inclui serviços diferenciados para atrair a demanda
Empreendimentos estão localizados, geralmente, próximo à universidades e do centro da cidade
A expansão do mercado imobiliário em Mato Grosso tem forçado empresários do segmento a adotar projetos inovadores. Para o setor de locação não é diferente e nas quitinetes, por exemplo, o tradicional tem dado lugar a empreendimentos que oferecem mais comodidade aos inquilinos, e para os proprietários passa de uma simples fonte de renda extra a um grande investimento. Para isso infraestrutra e serviços estão sendo agregados para promover o diferencial.
De fato é o abuso da criatividade que vem garantindo a permanência desse tipo de imóvel no mercado mato-grossense, principalmente se tratando dos grandes centros. A mudança que acompanha o crescimento do setor está relacionada também à troca do público. Entre os locatários mais comum estão os estudantes, que vêm para a Capital para cursar o nível superior. Porém nos últimos anos vem sendo bastante comum encontrar um outro perfil de inquilino: pessoas que estão na cidade a trabalho.
O diretor do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), Guido Grando Júnior, explica que a necessidade de criatividade e inovação no segmento de locação de quitinetes implica na sobrevivência do atividade. Segundo ele, uma das principais características do estilo tradicional deste tipo de habitação é a segurança. "O cliente tem exigido mais qualidade para o serviço. Estamos deixando de alugar quitinetes somente para estudantes. Hoje muitos empresários optam por esse tipo de moradia".
O professor do curso de Gestão Imobiliária do Centro Universitário Unirondon, Carlos Alberto Lúcio, explica que apesar do aumento no número de unidades construídas, que provocou uma certa saturação no mercado, o sistema de locação de quitinetes ainda se mantém rentável e um bom negócio. "O mercado imobiliário em si é uma ótima opção para quem deseja investir".
É justamente o que fez o casal Géssica e Raphael de Souza. Com dinheiro sobrando os dois resolveram construir quitinetes. Atualmente a atividade não é a principal renda no orçamento familiar, mas traz resultados satisfatórios. "Investimos cerca de R$ 260 mil com a construção de 8 imóveis", explica Géssica. Segundo ela, o aluguel de cada quarto varia R$ 250 e R$ 300 por mês. Ela explica que a demanda acompanha a oferta.
O empresário Paulo Di Sério, que junto com um grupo de investidores administra 104 unidades, confirma que o mercado de quitinetes está aquecido, mas alerta que o aumento na quantidade ofertada tem refletido negativamente na qualidade do produto. Sobre a tendência deste mercado, ele considera que as quitinetes deixarão de atender somente o público estudantil, sendo os maiores locatários profissionais que chegarão à cidade para trabalhar. "Construir quitinetes por construir não é mais uma boa opção. O empreendedor precisa inovar e se preocupar com a qualidade da moradia, principalmente se tratando de segurança".

Valor agregado - Assim também pensa o proprietário de quitinetes, Shuber Leite Bezerra, que resolveu investir em uma forma diferente de quitinetes. "Acesso a internet, ligação gratuita para 80 países diferentes, serviços de lavadeira e camareira são algumas das vantagens que o morador tem", conta o empresário que possui 31 unidades em Cuiabá. Outro detalhe é que a quitinete já vem toda mobiliada, com direito a televisão, cama, geladeira, fogão, armário, mesa com cadeiras. O preço é um pouco mais salgado que o das convencionais, chegando a R$ 1,150 mil mensal.
Para Bezerra, a prestação desses serviços veio em um momento de necessidade. Há 11 anos atuando no mercado, ele percebeu que para sobreviver na atividade precisaria oferecer algo diferente. "Somos um dos únicos que trabalham nesse sistema". A clientela atinge principalmente profissionais liberais, como advogados e médicos. O negócio deu tão certo que o empresário já está construindo 16 novas unidades e planeja uma nova expansão com a construção de mais 44 moradias.
A atendente de locação da CVL Imóveis, Selma Amorim, diz que as poucas vagas de quitinetes disponíveis serão preenchidas até, no máximo, o fim deste mês. Segundo ela, a procura começou em dezembro. "Muitos estudantes e profissionais liberais vêm para a cidade e buscam morar em quitinetes por ser mais em conta". A corretora de imóveis Jane Marques da Silva comenta que à medida em que surgem novas quitinetes, novos usuários também aparecem. Conforme ela, o imóvel de 3 cômodos (sala e cozinha conjugadas e uma suíte), localizado próximo a uma universidade, custa aproximadamente de R$ 600.
A publicitária Danielle Bontempo mora há 4 anos em uma mesma quitinete. A escolha pela moradia veio da necessidade de sair do município de Dom Aquino (a 166 km da Cuiabá) para estudar na Capital. Ela conta que paga cerca de R$ 700 por mês. Para a ex-estudante a residência atendeu as necessidades na época da faculdade. "Agora estou pensando em mudar para outro lugar mais barato". Danielle sabe que essa condição implica em procurar uma quitinete longe do centro.
A amiga de Danielle, Lara Maria Valevi Jordani, que também mora há 4 anos em quitinete, espera morar em outro lugar, desta vez maior e com mais segurança. "Vou mudar para uma casa com 2 quartos e distante do centro". Ela lembra que no início dos estudos foi morar com o irmão na quitinete. "Na época, foi muito difícil encontrar imóveis baratos e que ficassem próximos da universidade".
http://www.gazetadigital.com.br

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Obras de infraestrutura inflacionarão o mercado imobiliário

Se por um lado a Copa trará a Cuiabá obras importantes na mobilidade urbana, por outro lado vai inflacionar o mercado imobiliário. As obras decorrentes da Copa de 2014 deverão dobrar o preço dos imóveis em Cuiabá e Várzea Grande. Com o aumento no número de construções no dois municípios, a maior demanda por trabalhadores e materiais serão os responsáveis pela valorização. A constatação é do diretor do Sindicato da Indústria da Construção de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Júlio Miranda.
Ele explica que esse cenário já começou, e que escassez de mão de obra tem influenciado o preço das moradias. Miranda ressalta que ainda há espaço para novos investimentos. Conforme ele, o déficit habitacional ainda existe, principalmente nas classes mais baixas. "Mas as construtoras precisam continuar analisando o mercado". O gerente da construtora Gerencial, Paulo Di Sério, acredita que o preço dos imóveis irá dobrar até 2014 por conta das melhorias, especialmente dos imóveis próximos às áreas onde ocorrerá intervenções.
A advogada especialista em direito Imobiliário, Rita Aleixes é contrária e diz que o mercado mato-grossense não comporta novas majorações. De acordo com ela, o preço atual do metro quadrado, avaliado entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, já indica que os imóveis estão custando o preço máximo.
Ela ressalta que o consumidor precisa ficar atento na hora de adquirir o bem. Os prazos alongados para pagamento, junto às taxas de juros que variam de 5% a 12% devem ainda indicar cautela. ""A pessoa pagará o mesmo produto por até 30 anos".
Desapropriações - A advogada alerta também os moradores e empresários que serão desapropriados com as obras estruturais para a Copa. Conforme ela, as pessoas devem começar a se mobilizar e acompanhar junto com o governo todas as fases de desapropriação. O diretor da Agecopa, Agripino Bonilha, explica que nos próximos 20 dias serão enumerados os imóveis que serão desapropriados. Ele explica que está sendo montado um grupo que avaliará o preço dos imóveis e terrenos. "Quem não estiver de acordo com o valor poderá entrar na Justiça". As principais mudanças ocorrerão nas avenidas Fernando Corrêa e Miguel Sutil, em Cuiabá, e na Feb, em Várzea Grande.(VL)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Creci questiona MPE e considera denúncia infundada

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado (Creci-MT) questionou a investigação que vem sendo feita pelo Ministério Público Estadual referente às denúncias sobre a concessão irregular de diplomas do curso de corretor imobiliário oferecido por um centro de formação de Mato Grosso.

Conforme o Olhar Direto apurou, um dos sócios-proprietários da unidade de ensino faz parte do Creci-MT e seria responsável pela emissão dos diplomas. No entanto a informação é questionada pelo Creci, que em nota considerou o fato infundado e garantiu que o processo de certificação de escolas, nos níveis médio e superior, é criterioso.

A entidade alega ainda que nada tem a ver com a diplomação ou não de alunos, pois são as universidades e os centros técnicos que formam e que avaliam o aluno. O Creci apenas faz acompanhamento e credencia o profissional ao final do curso.

Confira a íntegra da nota

Creci-MT questiona denúncia sobre diplomas para corretor de imóveis

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 19ª Região, em Mato Grosso, Ruy Pinheiro de Araújo, recebeu com surpresa o envolvimento do nome da autarquia federal na denúncia de que uma escola de formação de profissionais do setor estaria “facilitando” a emissão de diplomas a corretores de imóveis. A denúncia foi publicada no site
“Olhar direto” e está em curso no Ministério Público Estadual (MPE).

“O MP pode investigar, pois essa é a sua atribuição, mas essa história não tem nenhum fundamento. O processo de certificação de escolas, nos níveis médio e superior, é criterioso, demorado, ritualista e segue rigorosas avaliações das autoridades educativas deste país”, disse Ruy.

De outro lado, ele pontuou e esclareceu pelo menos dois pontos divergentes e duvidosos: o Creci não emite certificados de conclusão de quaisquer cursos e nenhum de seus diretores ou conselheiros são sócios de escolas técnicas ou universidades do segmento imobiliário, ao contrário do que foi veiculado.

Conforme o site publicou, acrescenta Ruy Pinheiro, há sim uma denúncia nesse sentido, mas esse “denuncismo” é uma prática contumaz de alguns profissionais “cassados” (que tiveram o registro suspenso) que estão a serviço de escolas sem estrutura técnica e sem nenhum plano de produção de ensino consistente que vêm tentando de todos os modos, há muitos anos e em vão, se estabelecer no mercado. “Não é o Creci que permite ou não, mas o MEC, o Conselho Estadual de Educação. O Creci fiscaliza o mercado e o profissional já formado, nunca o aluno”, explica Ruy Pinheiro.

Para se ter uma idéia da seriedade no processo de certificação e permissão de instituições de ensino para graduação de corretores de imóveis em Mato Grosso, os cursos que há hoje são aplicados por instituições tradicionais como a Centro de Ensino Superior Cândido Rondon (Unirondon), Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Instituto Técnico Colibri (formação técnica) e Centro de Graduação e Pós-graduação (Cetep), que tem oito de atividades, com certificação renovada por três vezes e acaba de receber permissão também para o módulo de ensino a distância pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) e Ministério da Educação.

O presidente do Creci-MT, mostrou preocupação pelo fato de que, diante da forte influência do portal
Olhar Direto, uma denúncia nesse sentido pode comprometer a credibilidade da instituição e das universidades certificadas pelo sistema federal Cofeci-Creci. “É um trabalho de qualificação do corretor iniciado há três décadas que não será comprometido por pessoas que tiveram licença suspensa, por donos de escolas sem mínimas condições de atuar ou de descontentes que denunciam, esperam a publicação e correm para fazer comentários jocosos, no anonimato”, firmou Ruy.

Por outro lado, o Creci nada tem a ver com a diplomação ou não de alunos, pois são as universidades e os centros técnicos que formam e que avaliam o aluno. O Creci apenas faz acompanhamento e credencia o profissional ao final do curso. Denúncias sem fundamento pode ser perigosas pois abre precedentes para se questionar a formação técnica e graduação de milhares de milhares de profissionais nos últimos 30 anos.

http://www.olhardireto.com.br